Investimento

Libra prevê investir R$ 1 bi em terminais nos próximos 5 anos

<P>Depois de uma reestruturação administrativa, o Grupo Libra, que opera um dos maiores em terminais portuários do país, deverá investir cerca de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. Deste valor, R$ 400 milhões serão destinados para aumentar a capacidade de movimentação de contêineres no...

Gazeta Mercantil
06/04/2009 21:00
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Depois de uma reestruturação administrativa, o Grupo Libra, que opera um dos maiores em terminais portuários do país, deverá investir cerca de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. Deste valor, R$ 400 milhões serão destinados para aumentar a capacidade de movimentação de contêineres nos terminais que operam.

O presidente do grupo, Marcelo Araujo, disse que o plano de investimentos, que ele chama de plano plurianual, ainda não está fechado, mas que os maiores aportes serão aplicados na área de terminais do grupo.

Nessa reestruturação dividimos o grupo em três áreas, a Libra Terminais, Libra Logística, que congrega as áreas de transportes e o terminais interiores, os chamados portos seco, e a Libra participações. Mas o nosso maior negócios é o de terminais. Por isso, decidimos investir a maior parte dos recursos neste segmento -apesar do momento de crise econômica mundial, explicou Araujo. O Grupo Libra faturou no ano passado cerca de R$ 850 milhões e obteve uma geração de caixa de R$ 250 milhões.

No Porto de Santos, onde o grupo mantém dois terminais de contêineres, serão investidos R$ 250 milhões entre 2009 e 2010, para dobrar a capacidade do terminal. No ano passado, o T35 e o T37 movimentaram 900 mil TEUs (medida equivalente a contêineres de 20 pés). Mesmo com o cenário nada favorável, estamos mantendo nossos planos, até porque investimentos em infraestrutura são projetos de longo prazo. Temos que estar preparados para a retomada da demanda, disse Araujo.

Segundo ele, o último trimestre do ano passado, no auge da crise econômica, a movimentação de contêineres nos dois terminais que a Libra administra, caiu entre 25% a 30%. Até novembro, estávamos operando no limite da capacidade até o mês de novembro. Depois, disso os volumes caíram drasticamente.

Sinais de melhora na movimentação, o exceutivo ainda não viu. Segundo ele, março, que para muitos setores foi um dos melhores meses do ano, não houve a recuperação esperada. Tínhamos perspectiva de que março já teríamos sinais de melhora, mas não vimos isso. Tenho informações de que no mundo 8% da frota de navios conteineiros estão parados. Isso é um indicativo importante de que a atividade ainda não melhorou, afirmou.

Araujo espera que neste ano, a movimentação de contêineres nos terminais do grupo, apresentará queda de até 20%.

Para o grupo Libra, 2008 foi o melhor ano em termos de movimentação de contêineres. Mas mesmo diante desse cenário, estamos mantendo nossos investimentos nos terminais que o grupo administra, ressaltou Araujo.

Além dos terminais em Santos, o executivo adiantou que a Libra Terminais investirá na construção de um terminal de contêineres no porto de Ibituba, em Santa Catarina. Segundo ele, os estudos de impacto ambiental estão concluídos e a licença para construção já foi concedida pelos órgãos ambientais do estado. A perspectiva é de investimento é entre R$ 250 milhões a R$ 300 milhões, mas estes recursos não estão inclusos nos plano de investimento do grupo. São recursos que já estamos buscando junto a linhas oficiais, como o BNDES, disse Araujo, acrescentando que para este projeto a Libra Terminais deverá aportar cerca de 30% de recursos próprio.

Outro projeto que o grupo analisa é a expansão do terminal do Porto do Rio de Janeiro. Araujo adiantou que a capacidade de movimentação do terminal deverá chegar a 1 milhão de TEUs em cinco anos. Este plano está em estudos na Companhia Docas do Rio de Janeiro. Assim que o projeto for aprovado daremos início a expansão do terminal. O Rio tem vocação para a movimentação de contêineres. É um porto urbano e é nisso que estamos apostando, disse, acrescentando que o terminal tem capacidade para 500 mil TEUs.

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