Negócios

Leilão de São Manoel comprova apetite chinês pelo setor elétrico

Certame aconteceu na sexta-feira (13).

Valor Econômico
16/12/2013 12:30
Visualizações: 1179

 

O resultado do leilão de sexta-feira (13) foi tão importante para o governo federal que o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, elencou mais de sete motivos para comemorar. Com os dois certames realizados neste ano, um volume recorde de projetos de geração de energia, que somam uma capacidade instalada de 4,8 mil MW, vão entrar em operação em 2018, além da usina nuclear de Angra 3 e outras turbinas de Belo Monte. Isso vai permitir a instalação de fábricas e a expansão do PIB brasileiro.
O leilão da usina de São Manoel, no Pará, foi considerado uma conquista pelo governo, que consegue, assim, manter a licitação de pelo menos uma grande hidrelétrica por ano. A usina, de 700 MW de potência instalada, foi disputada por cinco consórcios, o que também demonstrou haver apetite dos investidores.
O consórcio vencedor é formado pela EDP do Brasil (67%) e Furnas (33%) e se propôs a vender a energia da hidrelétrica por R$ 83,49 por MW, preço 22% inferior que teto estabelecido. A oferta desbancou os demais lances logo na primeira etapa do leilão, que não precisou ir para uma segunda rodada de ofertas.
Outra boa notícia para o governo brasileiro foi o fato de uma empresa de capital privado, a subsidiária brasileira do grupo português EDP, ter liderado o consórcio que arrematou São Manoel. A expressiva participação de empresas controladas pela Eletrobras nos últimos leilões foi criticada por analistas, que veem um movimento de re-estatização do setor elétrico.
A EDP, porém, tem entre seus sócios a estatal chinesa China Three Gorges (CTG), que acaba de comprar uma participação direta de 50% em outras duas usinas da EDP em fase de construção no Brasil. O investimento em São Manoel só comprova o interesse dos chineses pelo país.
Além de São Manoel, saíram do papel na sexta-feira 97 eólicas, com capacidade instalada de 2,3 mil MW, a um preço médio de R$ 119 por MWh. Também foram contratadas 16 PCHs, com capacidade de 307 MW, por um preço médio de R$ 137 por MWh, além de quatro usinas a bagaço de cana (145 MW) e uma térmica a cavaco de madeira (16,8 MW), que venderam energia por R$ 133 e R$ 135 por MWh, respectivamente.
No entanto, muitas empresas se queixam da realização de leilões no fim ano, aos 45 minutos do segundo tempo. Segundo Tolmasquim, a meta é realizar certames, como o da hidrelétrica de Itaocara (MG), ainda no primeiro semestre de 2014.
O primeiro teste do governo já será no dia 31 de janeiro, quando está marcado o leilão de Três Irmãos (SP), usina que foi devolvida pela Cesp à União e será a primeira hidrelétrica que passará por um processo de relicitação na história do setor. Como o edital do leilão precisa ser publicado até o dia 01 de janeiro, um mês antes do certame, Tolmasquim não descarta a hipótese de que a data tenha de ser mais uma vez adiada. Mas o governo está trabalhando para realizar a licitação no prazo previsto.
No caso dos leilões de novas usinas, a culpa pelos atrasos não é só do governo, rebate Tolmasquim. As empresas sempre pedem mais tempo para inscrever projetos, o que leva a EPE a empurrar a data para permitir que mais usinas saiam do papel. As empresas reclamam que, ao realizar certames no fim ano, os leilões A-5 viram A-4, já que o prazo para conclusão das obras passa a ser de quatro anos.
Os 119 projetos que venderam contratos de energia no leilão de sexta-feira, por exemplo, precisam ficar prontos no início de 2018, incluindo a hidrelétrica de São Manoel, no Pará. Todas as usinas leiloadas vão demandar investimentos de R$ 12,8 bilhões e somam uma potência instalada de 3,5 mil MW. Apenas São Manoel vai custar R$ 2,3 bilhões.

O resultado do leilão de sexta-feira (13) foi tão importante para o governo federal que o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, elencou mais de sete motivos para comemorar. Com os dois certames realizados neste ano, um volume recorde de projetos de geração de energia, que somam uma capacidade instalada de 4,8 mil MW, vão entrar em operação em 2018, além da usina nuclear de Angra 3 e outras turbinas de Belo Monte. Isso vai permitir a instalação de fábricas e a expansão do PIB brasileiro.

O leilão da usina de São Manoel, no Pará, foi considerado uma conquista pelo governo, que consegue, assim, manter a licitação de pelo menos uma grande hidrelétrica por ano. A usina, de 700 MW de potência instalada, foi disputada por cinco consórcios, o que também demonstrou haver apetite dos investidores.

O consórcio vencedor é formado pela EDP do Brasil (67%) e Furnas (33%) e se propôs a vender a energia da hidrelétrica por R$ 83,49 por MW, preço 22% inferior que teto estabelecido. A oferta desbancou os demais lances logo na primeira etapa do leilão, que não precisou ir para uma segunda rodada de ofertas.

Outra boa notícia para o governo brasileiro foi o fato de uma empresa de capital privado, a subsidiária brasileira do grupo português EDP, ter liderado o consórcio que arrematou São Manoel. A expressiva participação de empresas controladas pela Eletrobras nos últimos leilões foi criticada por analistas, que veem um movimento de re-estatização do setor elétrico.

A EDP, porém, tem entre seus sócios a estatal chinesa China Three Gorges (CTG), que acaba de comprar uma participação direta de 50% em outras duas usinas da EDP em fase de construção no Brasil. O investimento em São Manoel só comprova o interesse dos chineses pelo país.

Além de São Manoel, saíram do papel na sexta-feira 97 eólicas, com capacidade instalada de 2,3 mil MW, a um preço médio de R$ 119 por MWh. Também foram contratadas 16 PCHs, com capacidade de 307 MW, por um preço médio de R$ 137 por MWh, além de quatro usinas a bagaço de cana (145 MW) e uma térmica a cavaco de madeira (16,8 MW), que venderam energia por R$ 133 e R$ 135 por MWh, respectivamente.

No entanto, muitas empresas se queixam da realização de leilões no fim ano, aos 45 minutos do segundo tempo. Segundo Tolmasquim, a meta é realizar certames, como o da hidrelétrica de Itaocara (MG), ainda no primeiro semestre de 2014.

O primeiro teste do governo já será no dia 31 de janeiro, quando está marcado o leilão de Três Irmãos (SP), usina que foi devolvida pela Cesp à União e será a primeira hidrelétrica que passará por um processo de relicitação na história do setor. Como o edital do leilão precisa ser publicado até o dia 01 de janeiro, um mês antes do certame, Tolmasquim não descarta a hipótese de que a data tenha de ser mais uma vez adiada. Mas o governo está trabalhando para realizar a licitação no prazo previsto.

No caso dos leilões de novas usinas, a culpa pelos atrasos não é só do governo, rebate Tolmasquim. As empresas sempre pedem mais tempo para inscrever projetos, o que leva a EPE a empurrar a data para permitir que mais usinas saiam do papel. As empresas reclamam que, ao realizar certames no fim ano, os leilões A-5 viram A-4, já que o prazo para conclusão das obras passa a ser de quatro anos.

Os 119 projetos que venderam contratos de energia no leilão de sexta-feira, por exemplo, precisam ficar prontos no início de 2018, incluindo a hidrelétrica de São Manoel, no Pará. Todas as usinas leiloadas vão demandar investimentos de R$ 12,8 bilhões e somam uma potência instalada de 3,5 mil MW. Apenas São Manoel vai custar R$ 2,3 bilhões.

 

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