Empresas

Jotun vai disputar mercado naval

A norueguesa fabricante de tintas mira mercado de petróleo e gás.

Valor Econômico
08/08/2012 10:52
Visualizações: 1058

 

A fabricante de tintas norueguesa Jotun iniciou em julho a construção da sua primeira fábrica na América Latina, em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. A companhia, que tem 57% da sua produção mundial destinada ao setor marítimo e industrial - com a fabricação de tintas para revestimento de estruturas metálicas, como as de navios, plataformas de petróleo e estaleiros -, está de olho no crescimento do mercado de petróleo e gás no país.
A nova unidade fabril da Jotun, focada nesse segmento, deverá iniciar a operação no fim de 2013 e começará fabricando 10 milhões de litros de tintas por ano. A empresa avalia a possibilidade de expandir-se para 50 milhões de litros, se houver demanda no mercado. A fábrica vai gerar cerca de 200 empregos diretos e mais de 600 durante a construção. O terreno, de 138 mil metros quadrados, foi escolhido em trabalho conjunto com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), braço operacional da Secretaria de Desenvolvimento estadual.
O investimento, não revelado pela companhia, permitirá que a Jotun multiplique suas vendas de imediato no país. A empresa tem capital fechado e não informa dados atuais de vendas internacionais e nem no Brasil. No mundo, a companhia também atua nos setores de tintas decorativas, que representam 34% da produção, e tinta em pó, com 9%.
O espanhol Ferran Bueno, diretor e principal executivo da Jotun no Brasil, afirmou que as vendas no país ainda não justificam o investimento nas duas outras linhas de produtos. "Acreditamos no mercado brasileiro, acreditamos no mercado da América Latina e acreditamos que a Jotun é capaz de desenvolver no Brasil [esse] negócio", disse Bueno. "A Jotun não é uma empresa que só investe quando tem tudo", justificou.
O diretor ressaltou que a ousadia é uma das quatro características que norteiam os valores da companhia. Os outros são: cuidado, respeito e lealdade. "São as peculiaridades dos pinguins", disse Márcio Rigueti Alencar, relações institucionais da Jotun. A relação com a ave que habita o hemisfério Sul, e que está representada na logo da companhia, remonta à história da empresa.
Fundada em 1926, na cidade de Sandefjord - no sul da Noruega -, a Jotun iniciou suas atividades na fabricação de tinta utilizada no revestimento de navios baleeiros. Durante a primeira metade do século XX, havia um centro da indústria baleeira na província da Terra do Fogo, arquipélago localizado na extremidade Sul do continente americano, onde existe uma das maiores colônias de pinguins.
Em 1962, a Jotun iniciou sua trajetória internacional, começando pela Líbia. Hoje, a empresa está em 79 países, tem 40 fábricas e nove mil funcionários no mundo.
O faturamento mundial da empresa em 2011 foi de US$ 2,2 bilhões, com crescimento de 10% em relação ao de 2010. No Brasil, a empresa chegou em 1998 e, atualmente, tem um escritório e um depósito em São Gonçalo, próximo do local onde será erguida a nova fábrica.
Bueno ressaltou que a Jotun tem como estratégia o crescimento orgânico. Por isso, não vislumbra aquisições, tanto no Brasil como no resto do mundo.

A fabricante de tintas norueguesa Jotun iniciou em julho a construção da sua primeira fábrica na América Latina, em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. A companhia, que tem 57% da sua produção mundial destinada ao setor marítimo e industrial - com a fabricação de tintas para revestimento de estruturas metálicas, como as de navios, plataformas de petróleo e estaleiros -, está de olho no crescimento do mercado de petróleo e gás no país.


A nova unidade fabril da Jotun, focada nesse segmento, deverá iniciar a operação no fim de 2013 e começará fabricando 10 milhões de litros de tintas por ano. A empresa avalia a possibilidade de expandir-se para 50 milhões de litros, se houver demanda no mercado. A fábrica vai gerar cerca de 200 empregos diretos e mais de 600 durante a construção. O terreno, de 138 mil metros quadrados, foi escolhido em trabalho conjunto com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), braço operacional da Secretaria de Desenvolvimento estadual.


O investimento, não revelado pela companhia, permitirá que a Jotun multiplique suas vendas de imediato no país. A empresa tem capital fechado e não informa dados atuais de vendas internacionais e nem no Brasil. No mundo, a companhia também atua nos setores de tintas decorativas, que representam 34% da produção, e tinta em pó, com 9%.


O espanhol Ferran Bueno, diretor e principal executivo da Jotun no Brasil, afirmou que as vendas no país ainda não justificam o investimento nas duas outras linhas de produtos. "Acreditamos no mercado brasileiro, acreditamos no mercado da América Latina e acreditamos que a Jotun é capaz de desenvolver no Brasil [esse] negócio", disse Bueno. "A Jotun não é uma empresa que só investe quando tem tudo", justificou.


O diretor ressaltou que a ousadia é uma das quatro características que norteiam os valores da companhia. Os outros são: cuidado, respeito e lealdade. "São as peculiaridades dos pinguins", disse Márcio Rigueti Alencar, relações institucionais da Jotun. A relação com a ave que habita o hemisfério Sul, e que está representada na logo da companhia, remonta à história da empresa.


Fundada em 1926, na cidade de Sandefjord - no sul da Noruega -, a Jotun iniciou suas atividades na fabricação de tinta utilizada no revestimento de navios baleeiros. Durante a primeira metade do século XX, havia um centro da indústria baleeira na província da Terra do Fogo, arquipélago localizado na extremidade Sul do continente americano, onde existe uma das maiores colônias de pinguins.


Em 1962, a Jotun iniciou sua trajetória internacional, começando pela Líbia. Hoje, a empresa está em 79 países, tem 40 fábricas e nove mil funcionários no mundo.


O faturamento mundial da empresa em 2011 foi de US$ 2,2 bilhões, com crescimento de 10% em relação ao de 2010. No Brasil, a empresa chegou em 1998 e, atualmente, tem um escritório e um depósito em São Gonçalo, próximo do local onde será erguida a nova fábrica.


Bueno ressaltou que a Jotun tem como estratégia o crescimento orgânico. Por isso, não vislumbra aquisições, tanto no Brasil como no resto do mundo.

 

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