Resultado

Investimentos puxam recuperação da economia brasileira

Dados são do Ipea.

Agência Brasil
20/12/2013 08:33
Visualizações: 1363

 

O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre de 2013 mostra recuperação com relação ao ano passado, mas ainda com taxa inferior ao que seria desejado. A expansão é puxada pelos investimentos, que cresceram 6,5% entre janeiro e setembro. O número significa mais que o dobro do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país, que no período atingiu 2,4%.
A análise consta da 21ª Carta de Conjuntura divulgada hoje (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O coordenador de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Ipea, Fernando Ribeiro, disse à Agência Brasil que o crescimento dos investimentos tem ajudado a compensar a desaceleração do consumo das famílias. “Esse, certamente, é o principal elemento [da recuperação da atividade econômica]”.
Embora o instituto não tenha uma previsão, Ribeiro disse que as análises indicam que a economia está crescendo a uma taxa próxima de 2,5%. “A não ser que aconteça algo muito ruim no final do ano, a gente deve crescer talvez um pouco menos, mas não muito longe dessa taxa”, comentou.
O economista explicou que o aumento da taxa de juros decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central é um dos fatores que estão gerando alguma desaceleração no consumo. Advertiu, porém, que o impacto disso sobre a atividade econômica não é tão significativo.
Por isso, Ribeiro disse que, para 2014, a tendência é que o PIB cresça à mesma taxa deste ano: “Tendo em vista que o consumo deve continuar crescendo no ritmo atual, você pode ter alguma surpresa negativa, algum choque ou algo que faça com que o crescimento seja menor, mas também pode ter surpresas positivas, do lado do investimento, principalmente”.
Ele acredita que as concessões na área de logística poderão gerar investimentos gradativos a partir de 2014, cujo efeito mais forte se tornará visível ao longo dos próximos anos. “Essa é uma das incertezas que a gente tem. Pode ser que a gente tenha uma surpresa positiva”.
De qualquer maneira, assinala que o crescimento do PIB brasileiro ficará abaixo do resultado previsto para os países da América Latina, estimado em torno de 2,7% este ano e 3,1% no ano que vem. “Não tem sido novidade nos últimos anos, até pelo fato de ser uma economia maior”.
Segundo o coordenador do Gecon, o PIB do Brasil deverá sofrer também impacto do cenário econômico mundial. Admitiu que, em princípio, a influência tende a ser positiva, porque as notícias mais recentes indicam que a situação internacional está melhorando, com recuperação da economia norte-americana. Além disso, a Europa deve sair da recessão e a China tende a estabilizar o crescimento econômico entre 7% e 8%.
Em relação ao emprego, a avaliação do Ipea é que o mercado de trabalho vai continuar favorável, ainda que ocorra aumento pequeno da taxa de desemprego, “até porque a população economicamente ativa está crescendo mais devagar, e isso ajuda a manter o desemprego baixo, mesmo que a geração de emprego esteja em um ritmo mais baixo”. A perspectiva é de geração de aumento de salário real.
Em termos de inflação, Fernando Ribeiro disse que existe preocupação no que diz respeito aos preços administrados, como aumento de gasolina e de tarifas que podem exercer alguma pressão. Ele considerou, contudo, que é improvável ter um cenário de inflação mais elevada em 2014 do que em 2013. O número, estimou, deve ficar em torno de 5,8%, que é a prévia da inflação oficial divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre de 2013 mostra recuperação com relação ao ano passado, mas ainda com taxa inferior ao que seria desejado. A expansão é puxada pelos investimentos, que cresceram 6,5% entre janeiro e setembro. O número significa mais que o dobro do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país, que no período atingiu 2,4%.

A análise consta da 21ª Carta de Conjuntura divulgada ontem (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O coordenador de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Ipea, Fernando Ribeiro, disse à Agência Brasil que o crescimento dos investimentos tem ajudado a compensar a desaceleração do consumo das famílias. “Esse, certamente, é o principal elemento [da recuperação da atividade econômica]”.

Embora o instituto não tenha uma previsão, Ribeiro disse que as análises indicam que a economia está crescendo a uma taxa próxima de 2,5%. “A não ser que aconteça algo muito ruim no final do ano, a gente deve crescer talvez um pouco menos, mas não muito longe dessa taxa”, comentou.

O economista explicou que o aumento da taxa de juros decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central é um dos fatores que estão gerando alguma desaceleração no consumo. Advertiu, porém, que o impacto disso sobre a atividade econômica não é tão significativo.

Por isso, Ribeiro disse que, para 2014, a tendência é que o PIB cresça à mesma taxa deste ano: “Tendo em vista que o consumo deve continuar crescendo no ritmo atual, você pode ter alguma surpresa negativa, algum choque ou algo que faça com que o crescimento seja menor, mas também pode ter surpresas positivas, do lado do investimento, principalmente”.

Ele acredita que as concessões na área de logística poderão gerar investimentos gradativos a partir de 2014, cujo efeito mais forte se tornará visível ao longo dos próximos anos. “Essa é uma das incertezas que a gente tem. Pode ser que a gente tenha uma surpresa positiva”.

De qualquer maneira, assinala que o crescimento do PIB brasileiro ficará abaixo do resultado previsto para os países da América Latina, estimado em torno de 2,7% este ano e 3,1% no ano que vem. “Não tem sido novidade nos últimos anos, até pelo fato de ser uma economia maior”.

Segundo o coordenador do Gecon, o PIB do Brasil deverá sofrer também impacto do cenário econômico mundial. Admitiu que, em princípio, a influência tende a ser positiva, porque as notícias mais recentes indicam que a situação internacional está melhorando, com recuperação da economia norte-americana. Além disso, a Europa deve sair da recessão e a China tende a estabilizar o crescimento econômico entre 7% e 8%.

Em relação ao emprego, a avaliação do Ipea é que o mercado de trabalho vai continuar favorável, ainda que ocorra aumento pequeno da taxa de desemprego, “até porque a população economicamente ativa está crescendo mais devagar, e isso ajuda a manter o desemprego baixo, mesmo que a geração de emprego esteja em um ritmo mais baixo”. A perspectiva é de geração de aumento de salário real.

Em termos de inflação, Fernando Ribeiro disse que existe preocupação no que diz respeito aos preços administrados, como aumento de gasolina e de tarifas que podem exercer alguma pressão. Ele considerou, contudo, que é improvável ter um cenário de inflação mais elevada em 2014 do que em 2013. O número, estimou, deve ficar em torno de 5,8%, que é a prévia da inflação oficial divulgada ontem (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Oferta Permanente
PPSA passa a gerir 36 contratos de partilha após resulta...
08/10/26
Resultado
Oferta Permanente de Concessão (OPC): 6º Ciclo tem maior...
08/10/26
Leilão da ANP
Firjan destaca os resultados positivos do leilão de Part...
07/10/26
Bacia de Campos
PRIO vence leilão de Oferta Permanente de Partilha da Pr...
07/10/26
Drilling
Constellation obtém certificação em tecnologia pioneira ...
07/10/26
ANP
4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da ANP tem set...
07/10/26
Gás Natural
PPSA publica edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
07/10/26
Biometano
ABiogás alerta sobre risco de perda de lastro para emiss...
06/10/26
Oferta Permanente
ANP realiza em 07/10 4º Ciclo de Partilha e 6º Ciclo de ...
06/10/26
Gás Natural
ANP divulga relatório da consulta pública sobre Programa...
05/10/26
PPSA
9º Leilão Spot: PPSA oferta cargas remanescentes nesta q...
05/10/26
IBP
RELIVRE parabeniza acordo que destrava o mercado livre d...
03/10/26
Gás Natural
Firjan celebra acordo para efetivar abertura do mercado ...
03/10/26
Gás Natural
Naturgy, Agenersa e Governo do Estado assinam acordo sob...
02/10/26
Margem Equatorial
Nova descoberta de petróleo em águas ultra profundas na ...
02/10/26
Biometano
Corredor Verde com 100 caminhões a biometano e pontos de...
02/10/26
Gasodutos
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
02/10/26
Margem Equatorial
ANP aprova delimitação de 11 novos setores exploratórios...
02/10/26
Agronegócio
Agro diversifica matriz energética e busca alternativas ...
02/10/26
Firjan
Manifesto Firjan defende o voto consciente em 4 de outubro
02/10/26
PPSA
ExxonMobil e TotalEnergies vencem o 9º Leilão Spot de Pe...
02/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25