Negócios

Impsa cresce no exterior e entra no clube do US$ 1 bi

Valor Econômico
11/08/2010 10:11
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Ao lado de um restrito grupo de empresas, como Techint e Arcor, a Impsa se firma como uma das mais bem sucedidas multinacionais argentinas e comemora neste ano sua entrada no clube do bilhão. Com a entrada em funcionamento de novos parques eólicos no Ceará e em Santa Catarina, além de contratos já garantidos para o fornecimento de turbinas de hidrelétricas em vários países da América Latina, a empresa espera um salto no faturamento: dos US$ 650 milhões de 2009, a expectativa é atingir US$ 1 bilhão.


A internacionalização da Impsa passou pela Malásia, onde tem um centro de produção de equipamentos hidromecânicos, guindastes e componentes de unidades geradoras. Também na Ásia, em abril, fechou joint venture com a Vietnam Petro Power para construir e operar um gigantesco conjunto de parques eólicos com mil megawatts (MW) de potência. Na vizinhança, os negócios estão aumentando em países como Venezuela e Uruguai. É no Brasil, entretanto, que estão suas apostas mais altas de crescimento.


"A participação do Brasil no faturamento da companhia passará de 40% para 60%, e pretendemos que continue nesse patamar", disse ao Valor o vice-presidente da Impsa, Juan Carlos Fernández. A empresa está investindo US$ 150 milhões para expandir sua unidade em Pernambuco, cuja ampliação será inaugurada em abril de 2011.


"Quando se investe tanto, é preciso levar em conta o que se imagina que ocorrerá nos próximos 20 anos. E os riscos políticos no Brasil são hoje muito baixos", continua Fernández. "É um país que oferece estabilidade econômica, segurança jurídica, boas condições de financiamento e tem um plano de energia confiável", afirma ele.


O volume de investimento pode subir caso ganhe o contrato de fornecimento de parte das turbinas para a usina de Belo Monte, hoje uma de suas principais prioridades. Por enquanto, não há data para retomar os planos de abrir o capital da holding Venti, sediada em Luxemburgo por razões tributárias, na BM&FBovespa. O plano foi abortado com a crise mundial. "Estamos prontos para sair ao mercado assim que ele se estabilizar", afirma Fernández. Hoje, a família Pescarmona detém 100% das ações. A Venti controla a Impsa, voltada exclusivamente a energias renováveis, da fabricação de equipamentos eólicos e turbinas até a operação de empreendimentos.


Sua atual carteira de projetos inclui 900 MW em parques eólicos e fornecimento de turbinas para hidrelétricas que totalizam 6,6 mil MW. No Brasil, fabrica máquinas para as usinas de Simplício (RJ) e Dardanelos (MT). Na semana passada, assinou contrato de R$ 160 milhões com a Copel, para fornecer turbinas kaplan à hidrelétrica de Colíder (MT), leiloada em 30 de julho. Ao contrato pode ser estendida a venda de equipamentos hidromecânicos e sistemas elétricos, levando-o a R$ 200 milhões. Nos últimos dias, também arrebatou contrato para repotenciar a usina de La Tasajera, na Colômbia, e decidiu fabricar os equipamentos para essas obras em Pernambuco.


Fernández adiantou que a Impsa participará do próximo leilão de energia de reserva e de fontes alternativas, no Brasil, com projetos de parques eólicos que somam "entre 300 MW e 400 MW". O certame está marcado para 25 e 26 de agosto.


Em eólica, a Impsa atua no desenvolvimento e execução de projetos no Brasil por meio da subsidiária Energimp, que tem o FI-FGTS como sócio desde março. A Energimp prepara-se para erguer novos projetos de 211 MW no Ceará, com investimentos de R$ 900 milhões até julho de 2012 (início da operação). Já é majoritária, em sociedade com a Cemig, em três parques eólicos no Estado, com 100 MW de potência. Também está em construção um conjunto de usinas em Santa Catarina, com 222 MW, no valor de R$ 1,3 bilhão.


Nesse último projeto, a Energimp conseguiu recentemente financiamento de R$ 837 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Caixa Econômica Federal (CEF). A operação das usinas catarinenses deverá começar até fevereiro de 2011.


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