Mercado

Importação no CE recua 47,9%

Apesar disso, balança comercial cearense segue deficitária.

Diário do Nordeste
17/12/2013 10:44
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Depois de manterem a trajetória de crescimento e avançarem 11% em outubro deste ano, as importações cearenses despencaram 47,92% no mês passado, em relação a igual período de 2012. Ao todo, o estado comprou cerca de US$ 219,7 milhões do exterior em novembro, ante US$ 421,9 milhões importados no mesmo mês do ano passado. Apesar disso, a balança comercial cearense segue deficitária, anotando um saldo negativo para o mês de US$ 115,6 milhões, uma vez que as exportações do estado somaram US$ 104,1 milhões em novembro último, uma redução de 9,11% sobre igual mês de 2012. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Na avaliação do superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra, a queda representativa nas importações não está ligada à forte valorização do dólar sobre o real, que vem sendo sentida nos últimos meses. Para ele, as importações cearenses estão mais relacionadas aos investimentos que o estado vem recebendo, como a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), mas a redução das compras do exterior não quer dizer que esses investimentos estejam diminuindo. "Quando se está fazendo uma obra, existem momentos em que há necessidade de comprar mais. Mas quando já existe um estoque (de materiais) e se está usando esse estoque, não há necessidade de comprar tanto", explica.
Com relação às exportações, o superintendente do CIN observa que o comportamento depende mais da demanda dos clientes tradicionais do Ceará que de outros fatores, como o câmbio, que, quando valorizado, tende a favorecer as vendas para o exterior. "Quando os clientes tradicionais do Ceará vão bem, eles compram mais. Quando eles não vão tão bem, compram menos", afirma, acrescentando que o Ceará é um estado que contraria a teoria econômica. "A gente já teve casos em que o dólar valorizou e as exportações caíram e casos em que o dólar desvalorizou e as exportações cresceram", conta Eduardo Bezerra.
Balança deficitária
Eduardo Bezerra lembra ainda que, independente do comportamento das exportações, a balança comercial do estado "continuará a ser deficitária enquanto estiver sendo construída no Ceará uma siderúrgica". Isso porque esse tipo de empreendimento requer a importação de uma grande quantidade de produtos para a sua implementação.
Após a conclusão da CSP, contudo, as exportações do Ceará terão sua pauta de produtos diversificada e poderão ser multiplicadas em até quatro vezes.
Acumulado
Conforme os dados do Mdic, entre janeiro e novembro deste ano, o Ceará já importou mais de US$ 3 bilhões, enquanto as exportações somam US$ 1,1 bilhão, resultando em um saldo negativo de US$ 4,2 bilhões na balança comercial do estado.

Depois de manterem a trajetória de crescimento e avançarem 11% em outubro deste ano, as importações cearenses despencaram 47,92% no mês passado, em relação a igual período de 2012. Ao todo, o estado comprou cerca de US$ 219,7 milhões do exterior em novembro, ante US$ 421,9 milhões importados no mesmo mês do ano passado. Apesar disso, a balança comercial cearense segue deficitária, anotando um saldo negativo para o mês de US$ 115,6 milhões, uma vez que as exportações do estado somaram US$ 104,1 milhões em novembro último, uma redução de 9,11% sobre igual mês de 2012. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Na avaliação do superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra, a queda representativa nas importações não está ligada à forte valorização do dólar sobre o real, que vem sendo sentida nos últimos meses. Para ele, as importações cearenses estão mais relacionadas aos investimentos que o estado vem recebendo, como a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), mas a redução das compras do exterior não quer dizer que esses investimentos estejam diminuindo. "Quando se está fazendo uma obra, existem momentos em que há necessidade de comprar mais. Mas quando já existe um estoque (de materiais) e se está usando esse estoque, não há necessidade de comprar tanto", explica.

Com relação às exportações, o superintendente do CIN observa que o comportamento depende mais da demanda dos clientes tradicionais do Ceará que de outros fatores, como o câmbio, que, quando valorizado, tende a favorecer as vendas para o exterior. "Quando os clientes tradicionais do Ceará vão bem, eles compram mais. Quando eles não vão tão bem, compram menos", afirma, acrescentando que o Ceará é um estado que contraria a teoria econômica. "A gente já teve casos em que o dólar valorizou e as exportações caíram e casos em que o dólar desvalorizou e as exportações cresceram", conta Eduardo Bezerra.


Balança deficitária

Eduardo Bezerra lembra ainda que, independente do comportamento das exportações, a balança comercial do estado "continuará a ser deficitária enquanto estiver sendo construída no Ceará uma siderúrgica". Isso porque esse tipo de empreendimento requer a importação de uma grande quantidade de produtos para a sua implementação.

Após a conclusão da CSP, contudo, as exportações do Ceará terão sua pauta de produtos diversificada e poderão ser multiplicadas em até quatro vezes.


Acumulado

Conforme os dados do Mdic, entre janeiro e novembro deste ano, o Ceará já importou mais de US$ 3 bilhões, enquanto as exportações somam US$ 1,1 bilhão, resultando em um saldo negativo de US$ 4,2 bilhões na balança comercial do estado.

 

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