COP30

IBP defende adoção de critérios globais para uma transição energética justa

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) sugere que métricas como intensidade de carbono e competitividade guiem a transição, garantindo segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e evitando a pobreza energética.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
06/11/2025 10:00
IBP defende adoção de critérios globais para uma transição energética justa Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 810

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), principal entidade do setor, marcará presença na 30ª Conferência das Partes (COP30), em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro, com o objetivo central de reforçar o papel fundamental dos setores de óleo, gás e biocombustíveis em uma transição energética justa, ordenada e equitativa.
 

O Instituto defende que a transição energética deve se basear em métricas claras, como a competitividade de custo, maturidade tecnológica, perfil de emissões e menor intensidade de carbono por unidade de energia produzida.
 

"A COP28 definiu uma maior participação das energias renováveis e eficiência energética, e agora, na COP30, o Brasil quer propor a discussão sobre como fazer isso de forma justa e segura," afirma Roberto Ardenghy (foto), presidente do IBP. "A transição energética é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. O foco deve ser na redução da demanda e das emissões e priorizar a descarbonização, e não em uma mera destruição da oferta que pode gerar inflação e pobreza energética, especialmente em países em desenvolvimento".

Investimento e inovação para o futuro
O IBP defende que o petróleo continuará a ter um papel relevante por décadas e que os recursos e a capacidade de investimento e inovação do setor são vitais para financiar as novas tecnologias de descarbonização.

  • O setor de O&> no Brasil é um dos maiores financiadores de pesquisas na área energética e também no pagamento de impostos e royalties, e essa receita é crucial para financiar a própria transição energética do país.
  • O petróleo do pré-sal é um ativo estratégico, sendo produzido com uma das menores intensidades de carbono do mundo (cerca de 9 kg CO₂e/boe na área do Pré Sal), o que o posiciona favoravelmente em qualquer critério de transição.
  • O setor investe em tecnologias-chave para o Net Zero, como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS), biocombustíveis avançados e hidrogênio.

"O Brasil tem uma posição única. Nossa matriz energética já é uma das mais renováveis do mundo e o setor de O&> quer ser parte da solução, investindo em descarbonização, em soluções baseadas na natureza e em tecnologias de ponta", conclui Ardenghy.

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