Energia elétrica

Hidrelétrica de Belo Monte é inaugurada

Assessoria Norte Energia/Redação
06/05/2016 10:03
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As primeiras unidades geradoras da Usina Hidrelétrica Belo Monte foram inauguradas nesta quinta-feira (05/04), com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff. As unidades entraram em operação comercial em abril, com duas turbinas que produzem juntas 649,9 MW, apenas 20 dias depois da data prevista no contrato de concessão, que terminava no dia 31 de março deste ano.

A Usina Belo Monte foi leiloada, em 2010, a um custo de R$ 25,8 bilhões, valor calculado com base em uma tarifa de R$ 77,97 o MW/h, proposta vencedora do consórcio que forma hoje a Norte Energia S.A., empresa responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da Hidrelétrica. A quantia representa uma tarifa 6% menor do que a de referência aprovada para a disputa pública, de R$ 83,00 o MW/h, validada pelo TCU também em 2010.

Aproximadamente 14% do total do orçamento de Belo Monte foram empregados em ações de mitigação dos impactos do empreendimento nos 12 municípios da área de influência da Usina. Entre essas ações, estão a instalação da rede de saneamento básico de Altamira, construção de escolas e unidades de saúde, além do reassentamento da população que vivia em áreas insalubres.

Quando concluída, em 2019, a maior usina 100% nacional e quarta maior do mundo terá potência instalada de 11.233,1MW, capaz de gerar energia para atender 60 milhões de pessoas em 17 estados do Brasil.

MODELO SUSTENTÁVEL - Com estudos iniciados na década de 1970, o projeto de Belo Monte foi ajustado ao longo do tempo para reduzir o tamanho da área alagada para geração de energia e não inundar nenhum centímetro de terras indígenas. Como foi utilizado o modelo de usina a fio d’água, a solução técnica para aproveitar o potencial do Xingu com o menor impacto ambiental possível foi barrar o rio na altura do que hoje é o Sítio Pimental e desviar a água até um Reservatório Intermediário por um Canal de Derivação. Para se ter uma ideia da dimensão colossal do canal, foram escavados cerca de 110 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume semelhante ao do que foi retirado para construção do canal do Panamá. O Canal foi concluído em novembro do ano passado com 20 km de extensão, 300 metros de largura entre as margens e 25 metros de profundidade.

Interligados pelo Canal, os dois reservatórios de Belo Monte possuem juntos 478 km², área 60% menor do que a prevista no projeto original. A mudança garantiu que nenhuma aldeia indígena próxima ao empreendimento fosse inundada. Outra vantagem desse novo arranjo técnico é que a área total dos reservatórios é 57% formado no próprio leito do Rio. O restante compreende o Reservatório Intermediário, com 204 km², formado por 28 diques em área com pequenas bacias ligadas ao Xingu, hoje manejadas para conservar a fauna e a flora local.

O avanço do projeto de Belo Monte em termos de meio ambiente e atendimento às demandas sociais está consolidado em 117 ações socioambientais do Projeto Básico Ambiental (PBA) e Projeto Básico Ambiental – Componente Indígena (PBA-CI) do empreendimento. As obras e serviços executados pela Norte Energia na região do Xingu beneficiam cinco municípios da Área de Influência Direta e sete municípios na Área de Influência Indireta. Já foram investidos até o momento cerca de R$ 4 bilhões.

PRINCIPAIS DADOS

Belo Monte terá potência instalada de 11.233,1 MW.

Casa de Força Principal tem capacidade instalada de 11.000 MW e a Casa de Força Complementar 233,1 MW.

A hidrelétrica terá 24 turbinas: 18 em Belo Monte, 6 em Pimental.

R$ 25,8 bilhões (data-base de abril/2010) é o valor do empreendimento;

A obra será concluída em 2019.

Estados beneficiados com a energia de Belo Monte: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio De Janeiro, Rio Grande Do Norte, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe.

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