Empresas

Grupo Promon avança em nova área de negócios

Atuando em co-geração de energia, biomassa e outras fontes.

Valor Econômico
23/07/2013 11:22
Visualizações: 1158

 

Controlado pelos próprios funcionários, o grupo Promon, especializado em engenharia e consultoria, acaba de abrir uma nova frente de negócios. Com a Promon Intelligens, idealizada em 2012 e criada recentemente, a companhia brasileira fundada no início dos anos 60 começa a atuar em atividades de consultorias estratégicas e de gestão de projetos. Estão em seu alvo áreas como planejamento urbano, co-geração de energia de biomassa e outras fontes, como gás natural, e logística reversa.
O objetivo é somar na nova empresa a expertise acumulada nos 53 anos de fundação do grupo - engenharia, gestão e execução de projetos dos mais variados setores industriais e de infraestrutura. São três os pilares de atuação que serão agregados, diz Luiz Fernando Rudge, presidente do grupo Promon: visão sistêmica do ambiente de negócios do cliente, acesso a tecnologias inovadoras já aplicadas e capacidade de execução de empreendimentos.
A Promon Intelligens, afirma o executivo traz no DNA novas competências tecnológicas integradas, inclusive de uma rede de profissionais de entidades acadêmicas de renome, do Brasil e exterior, para oferecer diferentes alternativas de soluções ao mercado. Ele menciona, por exemplo, o Massachusetts Institute of Technology (MTI), dos EUA, com o qual firmou convênio.
A previsão é que a empresa chegue, em três ou quatro anos, a uma receita na casa de R$ 80 milhões, com um quadro de aproximadamente cem pessoas de elevado nível técnico e superior. Rudge diz que a empresa é resultado de um grande evento interno do grupo, em 2010, no qual foram definidos grupos para traçar a "Promon de 2020". Daí, informa o executivo, brotaram várias ideias que vêm se transformando em áreas de negócios.
A Intelligens vai encorpar um portfólio de negócios que vem se diversificando ao longo da história do grupo, hoje um conglomerado de seis áreas, com receita consolidada de R$ 2 bilhões no ano passado. Nos últimos anos, por meio de associações, foi formada a Promon Ambiental, que incorporou as atividades de consultoria ambiental, de geoprocessamento e de ecotecnologias das empresas Brandt, TerraVision e Verti). Nesse período, com o fundo Pátria Investimentos, formatou a P-2 Gestão de Recursos (P2 Brasil), focada em negócios de infraestrutura.
De antes, há a PromonLogicales, com atuação na América Latina, uma joint venture com um grupo inglês. Faz integração de infraestrutura de TI e telecomunicações. Tem também a Trópico, especializada em serviços na área de centrais telefônicas. Na parceria com a Fundação CPqD e a Cisco Systems, detém 60%.
O executivo, reeleito para o segundo mandato de três anos à frente do grupo, informa que mais de 30 potenciais clientes já foram abordados pela Promon Intelligens - a maioria empresas para as quais o grupo já fornece seus serviços. Por exemplo: companhias produtoras de etanol a partir da cana-de-açúcar. No caso, o alvo é a consultoria para elevar a eficiência na produção da cana, de forma a obter maior geração de energia a partir do aproveitamento do bagaço.
Outro mercado é oferecer soluções para regiões urbanas com alta concentração de demanda energética - pequenas térmicas dedicadas à base de gás natural ou de sistemas de refrigeração. Projetos específicos serão formatados, por exemplo, para shopping centers e grandes edifícios de escritórios e comerciais. Essas áreas de metrópoles são cada vez mais, segundo os especialistas da Promon, desafios para as tradicionais fornecedoras de energia.
Para logística, segundo Rudge, a empresa vai avaliar consultorias tanto para uma companhia de bens de consumo como para um complexo industrial. "Vamos olhar tudo o que pode estar entrelaçado num projeto desses: de sistemas de transporte, saneamento, energia, comunicações até habitação".
O modelo previsto para projetos de planejamento urbano passa pelas chamadas parcerias público-privadas (PPPs). A Promon já está trabalhando em um caso, mas evitou revelar o cliente.

Controlado pelos próprios funcionários, o grupo Promon, especializado em engenharia e consultoria, acaba de abrir uma nova frente de negócios. Com a Promon Intelligens, idealizada em 2012 e criada recentemente, a companhia brasileira fundada no início dos anos 60 começa a atuar em atividades de consultorias estratégicas e de gestão de projetos. Estão em seu alvo áreas como planejamento urbano, co-geração de energia de biomassa e outras fontes, como gás natural, e logística reversa.


O objetivo é somar na nova empresa a expertise acumulada nos 53 anos de fundação do grupo - engenharia, gestão e execução de projetos dos mais variados setores industriais e de infraestrutura. São três os pilares de atuação que serão agregados, diz Luiz Fernando Rudge, presidente do grupo Promon: visão sistêmica do ambiente de negócios do cliente, acesso a tecnologias inovadoras já aplicadas e capacidade de execução de empreendimentos.


A Promon Intelligens, afirma o executivo traz no DNA novas competências tecnológicas integradas, inclusive de uma rede de profissionais de entidades acadêmicas de renome, do Brasil e exterior, para oferecer diferentes alternativas de soluções ao mercado. Ele menciona, por exemplo, o Massachusetts Institute of Technology (MTI), dos EUA, com o qual firmou convênio.


A previsão é que a empresa chegue, em três ou quatro anos, a uma receita na casa de R$ 80 milhões, com um quadro de aproximadamente cem pessoas de elevado nível técnico e superior. Rudge diz que a empresa é resultado de um grande evento interno do grupo, em 2010, no qual foram definidos grupos para traçar a "Promon de 2020". Daí, informa o executivo, brotaram várias ideias que vêm se transformando em áreas de negócios.


A Intelligens vai encorpar um portfólio de negócios que vem se diversificando ao longo da história do grupo, hoje um conglomerado de seis áreas, com receita consolidada de R$ 2 bilhões no ano passado. Nos últimos anos, por meio de associações, foi formada a Promon Ambiental, que incorporou as atividades de consultoria ambiental, de geoprocessamento e de ecotecnologias das empresas Brandt, TerraVision e Verti). Nesse período, com o fundo Pátria Investimentos, formatou a P-2 Gestão de Recursos (P2 Brasil), focada em negócios de infraestrutura.


De antes, há a PromonLogicales, com atuação na América Latina, uma joint venture com um grupo inglês. Faz integração de infraestrutura de TI e telecomunicações. Tem também a Trópico, especializada em serviços na área de centrais telefônicas. Na parceria com a Fundação CPqD e a Cisco Systems, detém 60%.


O executivo, reeleito para o segundo mandato de três anos à frente do grupo, informa que mais de 30 potenciais clientes já foram abordados pela Promon Intelligens - a maioria empresas para as quais o grupo já fornece seus serviços. Por exemplo: companhias produtoras de etanol a partir da cana-de-açúcar. No caso, o alvo é a consultoria para elevar a eficiência na produção da cana, de forma a obter maior geração de energia a partir do aproveitamento do bagaço.


Outro mercado é oferecer soluções para regiões urbanas com alta concentração de demanda energética - pequenas térmicas dedicadas à base de gás natural ou de sistemas de refrigeração. Projetos específicos serão formatados, por exemplo, para shopping centers e grandes edifícios de escritórios e comerciais. Essas áreas de metrópoles são cada vez mais, segundo os especialistas da Promon, desafios para as tradicionais fornecedoras de energia.


Para logística, segundo Rudge, a empresa vai avaliar consultorias tanto para uma companhia de bens de consumo como para um complexo industrial. "Vamos olhar tudo o que pode estar entrelaçado num projeto desses: de sistemas de transporte, saneamento, energia, comunicações até habitação".


O modelo previsto para projetos de planejamento urbano passa pelas chamadas parcerias público-privadas (PPPs). A Promon já está trabalhando em um caso, mas evitou revelar o cliente.

 

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