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Grupo indiano busca parceria com a Petrobras

O grupo indiano ONGC Videsh quer a Petrobras como parceira para desenvolver a exploração e produção de petróleo em águas profundas na costa da Índia. Segundo um executivo da companhia, há negociações em andamento com diversas empresas.

Jornal do Commercio
04/01/2007 00:00
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O grupo indiano ONGC Videsh quer a Petrobras como parceira para desenvolver a exploração e produção de petróleo em águas profundas na costa da Índia. Segundo um executivo da companhia, há negociações em andamento com diversas empresas.

A ONGC aportou no Brasil no ano passado, primeiro com a compra de uma participação em um bloco exploratório na Bacia de Campos e, depois, adquirindo áreas na oitava rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Nós estamos procurando parceiros para operar blocos em águas profundas", afirmou o executivo da ONGC.

As negociações estão em um estágio preliminar e ainda não foram definidos detalhes como quais blocos e quanto de participação serão oferecidos, acrescentou o executivo. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Petrobras limitou-se a dizer que "constantemente avalia oportunidades de atuação em outros países" e, no momento, não há notícias sobre a Índia.

As duas companhias já mantém relações comerciais desde o ano passado, pelo menos. Em janeiro, a ONGC anunciou a compra de 15% do bloco exploratório BC-10, na Bacia de Campos, que pertenciam à americana Exxon. O projeto tem ainda a participação da Shell e da Petrobras. Na região, foram descobertos quatro acumulações de petróleo, que devem começar a produzir até o final da década.

Na oitava rodada de licitações da ANP, em novembro, a ONGC comprou sozinha participação em um bloco na Bacia de Santos, por R$ 1,5 milhão. Segundo a fonte, a Petrobras tem a experiência necessária para extrair petróleo e gás em águas-ultraprofundas.

Maior produtora de petróleo da Índia, a ONGC precisa atrair para o país parceiros com tecnologia que a ajude a ampliar sua produção.

Segundo estatísticas da petroleira britânica BP, o país produziu uma média de 784 mil barris de petróleo por dia em 2005, o equivalente a apenas 31,5% do consumo nacional naquele ano, que foi de 2,485 milhões de barris por dia.

Eni e BG fortes na disputa

O grupo indiano Oil and Natural Gas Corp. (ONGC) está em negociações com diversas petrolíferas entre elas a italiana ENI SpA e a britânica BG Group. "Nós (ONGC) estamos abertos a todos os parceiros para operar blocos em águas profundas", informou o grupo.

As negociações estão em estágio preliminar e ainda não foram definidos detalhes como quais blocos e quanto de participação serão oferecidos, acrescentou o executivo. Entre os blocos que provavelmente fazem parte dos planos da petrolífera está o do estado de Orissa, MN/DWN 2000/1.

Boa parte dele pode ser oferecida à ENI, em operação que envolveria troca de ativos. Um porta-voz do grupo italiano disse que não faria comentários sobre especulações.

A ENI e a ONGC têm acordo de cooperação para atividades de exploração em águas profundas na Índia e em outros países. Em 2006, a ENI recebeu licença para exploração de dois blocos no país.

A ONGC, maior produtora de petróleo e gás da Índia, precisa de parceiros que possam trazer tecnologia e expertise em exploração em águas profundas.

Em 2005, a ONGC e a BG Exploration & Production India Ltd., subsidiária do grupo BG, firmaram acordo de joint venture para desenvolver três blocos em águas profundas na costa leste da Índia.

Mumbai high offshore. A ONGC fez grande descoberta de petróleo no campo de Mumbai High Offshore décadas atrás e atualmente luta para manter sua produção. Grande descoberta ajudaria a Índia, que depende da importação de petróleo para atender quase três quartos de sua demanda.

Com a ENI, a ONGC têm um acordo de cooperação para atividades de exploração em águas profundas na Índia e em outros países. No ano passado, a petroleira italiana recebeu licença para exploração de dois blocos no país. Em 2005, a ONGC e a BG Exploration & Production India Ltd., subsidiária do grupo BG, firmaram acordo de joint venture para desenvolver três blocos em águas profundas na costa leste da Índia.

Fonte: Jornal do Commercio

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