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Investimentos chegam a R$ 15 milhões.
Redação
O grupo Georadar, especializado em serviços onshore e offshore de levantamentos geofísicos, venceu licitação para implantar um centro de pesquisas, inovação e capacitação profissional no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado na Ilha do Fundão (RJ) e dedicado à indústria de tecnologia, com ênfase em petróleo, gás e energia. O contrato é de 20 anos e prevê a possibilidade de renovação para igual período. As instalações do Centro de Desenvolvimento Georadar, que terá entre 5 e 6 mil metros quadrados, receberão investimento aproximado de R$ 15 milhões.
No local, serão conduzidas atividades de pesquisa e projetos de capacitação de pessoal em áreas nas quais o grupo atua, como sísmica onshore, sísmica offshore, processamento sísmico, meio ambiente, oceanografia, engenharia offshore e navegação. Outros focos serão gerar novos negócios nesses segmentos e ampliar a plataforma de serviços da empresa. Para tal, haverá criação de empregos para pesquisadores, de mestres a pós-doutores.
Segundo o presidente dos Novos Negócios do grupo, Celso Magalhães, o Centro de Desenvolvimento Geodadar estará inserido em um ambiente propício ao aperfeiçoamento e à inovação, palavras-chave para a indústria de serviços de óleo e gás no Brasil, e ao lado de multinacionais como Schlumberger, Baker, Halliburton, da Petrobras, do Laboratório Oceânico e de laboratórios do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).
“O país possui planos ambiciosos para a produção de petróleo e gás. Em 2020, nossas operadoras pretendem produzir mais de 7 milhões de barris ao dia. Nossas lâminas d’água são profundas, nosso território é complexo e nosso petróleo, embora abundante, não é de fácil alcance. Precisamos adotar um posicionamento em longo prazo e nos preparar para esses desafios”, ressalta.
Nesse sentido, a busca pela sustentabilidade é o principal objetivo do grupo e do novo projeto, como destaca o executivo. “Para garantir a sustentabilidade da empresa, é preciso investir na sinergia entre as linhas de negócio, ter liderança no mercado, rentabilidade e capacidade de sobreviver em longo prazo, capturando os lucros advindos das oportunidades e aproveitando o conhecimento de nossos profissionais para desenvolver novas tecnologias, necessidade premente no ramo petrolífero”, afirma.
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