Investimento

Governo do RJ e Gerdau vão investir R$ 2,47 bi para expandir produção de aço no estado

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, anunciaram hoje (2/3), no Palácio Guanabara, investimentos de R$ 2,47 bilhões na expansão da produção de aço e laminados em sua usina Cosigua, localizada no

Redação
02/03/2011 12:26
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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, anunciaram hoje (2/3), no Palácio Guanabara, investimentos de R$ 2,47 bilhões na expansão da produção de aço e laminados em sua usina Cosigua, localizada no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste carioca.

 

Na unidade, a capacidade de produção de aço crescerá 50%, chegando a 1,8 milhão de toneladas por ano. Além disso, será instalado um novo laminador de fio-máquina e vergalhões, com capacidade instalada de 1,1 milhão de toneladas por ano, a ser implantado em duas etapas. O empreendimento prevê gerar 550 empregos diretos permanentes e 3 mil indiretos. No pico das obras, em 2012, serão criadas cerca de 1,7 mil vagas temporárias.  

 

- Estamos investindo no Rio para atender à expansão futura da demanda por aço no Brasil, impulsionada pelo crescimento da economia brasileira e pelos eventos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, que envolvem não somente a construção e reforma de complexos esportivos, mas também a ampliação da infraestrutura aeroviária, hoteleira, de energia e de telecomunicações -, disse Jorge Gerdau Johannpeter.

 

- O Rio de Janeiro vive um momento único. Estamos atraindo novas empresas e movimentando a economia fluminense. A modernização da gestão permitiu a recuperação fiscal do Rio de Janeiro. É nesse cenário que a Gerdau faz este importante anúncio de investimentos no nosso Estado, ampliando sua produção, gerando emprego e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Rio –, disse o governador.

 

Segundo Cabral Filho, apesar da crise econômica mundial, o Estado bateu o recorde de abertura de novas empresas no ano passado: foram 41.986 contra 26.261 em 2007. Também bateu o recorde na geração de empregos formais em 2010: foram criados 190 mil postos de trabalho. A cerimônia contou com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno.

 

Mais sobre o empreendimento

 

Os investimentos, que seguem rigorosos padrões de proteção ambiental, envolvem a implantação de toda a infraestrutura necessária para a expansão da unidade industrial. O cronograma das obras se dividirá em duas fases – a primeira abrange o período de 2011-2013 e a segunda estende-se de 2014 a 2016.

 

A primeira fase envolve a expansão da capacidade de produção da aciaria, que entrará em operação no ano de 2012, e o início das atividades do novo laminador de fio-máquina e vergalhões em 2013, com capacidade instalada inicial de 600 mil toneladas por ano. Nessa etapa, a empresa também instalará uma nova unidade de corte e dobra de vergalhões para construção civil e uma unidade da Comercial Gerdau, voltada para a comercialização de produtos em aço.

 

Na fase 2, entre 2014-2016, o novo laminador alcançará 1,1 milhão de toneladas de capacidade instalada anual. No final do período, a capacidade de laminação da usina Cosigua alcançará 2,6 milhões de toneladas. O programa de investimentos também envolve a ampliação do sistema de despoeiramento da usina – que capta com elevada eficiência as partículas sólidas geradas na produção do aço – e do sistema de tratamento e recirculação das águas industriais.

 

Atualmente, a usina possui 3,2 mil filtros em seu sistema de despoeiramento, sendo cinco vezes mais eficiente do que a legislação brasileira exige. Com a ampliação da usina, a capacidade instalada do equipamento passará de 1,5 milhão de metros cúbicos por hora para 2,4 milhões. Além disso, 98% do total da água utilizada na usina é tratada internamente e reaproveitada, sendo que os demais 2% evaporam durante o processo industrial.

 

O cuidado com o solo se expressa pelo amplo trabalho de destinação de co-produtos para a utilização por outros segmentos da indústria ou pelo próprio setor do aço, reduzindo o seu impacto no meio ambiente. Atualmente, cerca de 80% dos resíduos sólidos são transformados em co-produtos.
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