Royalties

Governo de SP cria comitês para planejar o pré-sal em Santos

Valor Econômico
01/08/2011 11:16
Visualizações: 1088
Em meio às discussões no Congresso Nacional sobre mudanças na distribuição de royalties de petróleo entre estados, municípios e a União a partir da exploração do pré-sal, o governo paulista tem hoje cerca de 200 pessoas trabalhando no planejamento para a chegada dos investimentos da Petrobras no litoral do estado.

Divididos em seis comitês técnicos que compõem o Conselho de Petróleo e Gás de São Paulo (Cepg), os estudos estão sendo tocados efetivamente desde abril deste ano, após a reestruturação provocada pela entrada do novo governo. Um dos grupos, inclusive, está incumbido de alimentar a base paulista no Congresso com dados para defender a manutenção das regras de partilha dos royalties.

A posição do governo paulista é de que a distribuição dos recursos continue como está - apenas entre a União e estados e municípios confrontantes com a plataforma marítima ou afetados pela atividade -, com a criação de um fundo, com recursos da União, para beneficiar os estados não produtores. O governo federal defende ficar com 50% e os demais serem divididos igualmente em todo o país. "Todo modelo tem que ser ajustado, mas não com uma divisão igual", diz o secretário de Energia do estado de São Paulo, José Aníbal.

O Palácio dos Bandeirantes estima que São Paulo pode arrecadar R$ 1,2 bilhão por ano em royalties do pré-sal, receita que cairia à metade com a mudança das regras de distribuição defendidas pelo governo federal.

O estado de São Paulo prevê que R$ 176 bilhões de investimentos privados e públicos serão realizados no litoral até 2025 impulsionados pela exploração do pré-sal. "Pode ser mais, ou menos, mas sabemos que será expressivo", diz Aníbal. As receitas futuras vindas da exploração de petróleo e gás devem se somar aos investimentos do Estado, e não ser usadas para melhorar a sua capacidade financeira. "O diferencial de São Paulo é que temos estrutura, e vamos aumentar", diz o secretário.

Quando o relatório da Comissão Especial de Petróleo e Gás, foi publicado, em outubro do ano passado, o governo de São Paulo anunciou que em um mês seriam publicadas as ações do estado com um cronograma de implantação. Isso não ocorreu.

Segundo Antônio Henrique Gross, subsecretário de Petróleo, Gás e Mineração da Secretaria de Energia, foi uma perspectiva ambiciosa. "Houve a mudança de governo, e só a partir de abril é que começamos realmente a trabalhar. Ainda não temos como publicar um cronograma", diz. No entanto, o site da Cepg, com a publicação das atividades realizadas pelos comitês, deve ser lançado em um mês, afirma o subsecretário.

Entre os trabalhos mais adiantados dos comitês técnicos estão projetos para a formação de mão de obra. Uma das iniciativas foi a aprovação, no fim de junho, da transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Faculdade Politécnica da USP da capital para Santos. O próximo vestibular já oferecerá vagas para o curso no litoral. A meta é aumentar as vagas das dez atuais para 50 no curto prazo. Trinta novos professores devem ser contratados até 2013.

Outra política com foco na qualificação de profissionais foi o lançamento do programa Via Rápida Emprego, que oferece cursos gratuitos com duração de no máximo três meses. São 23,5 mil vagas no interior e na Baixada Santista este ano que devem atender também a demanda de trabalhadores na área de petróleo e gás.
 
Na área de energia, o governo identificou áreas para a expansão de dutos de gás próximas às rodovias, o que deve facilitar os investimentos das concessionárias. Também foi detectada a falta de fornecedores de equipamento de cogeração. "Estamos estudando como incentivar o desenvolvimento dessa indústria e baratear o processo", diz Gross.

Os incentivos tributários, por sua vez, devem ser estudados pontualmente, segundo o secretário de Energia, de acordo com as demandas e dificuldades apresentadas pelas empresas. "A análise será feita caso a caso", diz Aníbal. No ano passado, o governo acenou com a redução de Imposto sobre Consumo de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o setor naval. Não existe ainda uma definição, porém, e segundo o secretário, isso está em estudo na Secretaria da Fazenda.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Economia
Firjan defende fortalecimento da credibilidade fiscal pa...
03/03/26
Dia Internacional da Mulher
Cladtek lança programas para ampliar oportunidades para ...
03/03/26
Etanol
Quedas nos preços dos etanóis ficam acima de 3% na semana
03/03/26
Pessoas
José Guilherme Nogueira assume coordenação da Comissão d...
02/03/26
Evento
ABPIP realiza 1º Workshop ABPIP + ANP 2026 sobre especif...
02/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23