Empresas

Gerdau anuncia nova usina de aço em Santa Fé

Investimento foi de US$ 190 milhões.

Valor Econômico
26/02/2014 14:24
Visualizações: 1031

 

Para surpresa de muita gente que já não vê a Argentina como destino apropriado para investimentos, o grupo brasileiro Gerdau anunciou ontem que vai construir uma fábrica para produção de aço em Santa Fé, próximo de onde a empresa já tem uma laminadora. Num investimento de US$ 190 milhões, a nova unidade servirá para produzir o que hoje é importado. Cumpre-se, dessa forma, o desejo do governo argentino, em plena campanha pela nacionalização do conteúdo dos produtos vendidos no país e preservação do que ainda resta de suas reservas cambiais.
A meio-dia, mesmo horário em que a presidente Cristina Kirchner visitava mausoléu da família, em homenagem ao marido Néstor, que completaria 64 anos, os executivos da Gerdau reuniam-se com o ministro da Economia, Axel Kicillof, e o ministro-chefe de gabinete, Jorge Capitanich, para anunciar o investimento.
O encontro com as autoridades argentinas na Casa Rosada ocorreu sob sigilo e nenhum representante da empresa quis dar entrevistas depois. Em uma nota, distribuída depois do encontro, o presidente do grupo, André Gerdau Johanpeter, apontou a Argentina como "mercado estratégico". Para ele, a construção da nova unidade, que deve começar a operar em 2016, marca o começo da produção nacional de aço do grupo na Argentina.
A nova fábrica da Gerdau será erguida em Pérez, uma pequena cidade, com menos de 30 mil habitantes, a mesma que abriga a usina que o grupo brasileiro já tem desde 1998, quando decidiu instalar-se no país vizinho. Até agora, no entanto, a atividade da Gerdau na Argentina limitava-se à laminação a partir de matéria-prima (tarugos) importada, que vinha sobretudo do Brasil.
Evitar a entrada de produtos importados tem sido uma espécie de obsessão da equipe econômica argentina. Deixar o peso desvalorizar-se em 25% em janeiro foi uma maneira que o Banco Central encontrou para conter a diminuição das reservas do país, que hoje estão em US$ 27,7 bilhões.
Com o novo investimento, o ritmo da atividade industrial da Gerdau na Argentina praticamente triplicará, já que a nova unidade terá capacidade para 650 mil toneladas por ano, com perspectivas de ampliação futura, segundo comunicado da companhia. A laminadora que já opera em Pérez atinge capacidade anual de 250 mil toneladas.
Os recursos para o investimento virão de capital próprio e financiamento do Banco de la Nación Argentina. A partir de sucata local, o grupo produzirá o aço usado principalmente no setor automotivo, metal mecânico, máquinas e construção civil.
Segundo nota da companhia, estão previstos 100 novos postos de trabalho diretos e outros 500 indiretos. O grupo anunciou, ainda, que pretende investir US$ 15 milhões em sustentabilidade ambiental no local da nova fábrica.
Se de um lado, o investimento contempla o objetivo do governo argentino de estimular a produção local e evitar todo o tipo de importação, por outro também garante ao grupo brasileiro tranquilidade em relação a futuras pressões. Qualquer dirigente de indústria instalada na Argentina sabe bem o que é enfrentar pressões constantes do governo, que utiliza a ameaça de não autorizar a entrada de produtos estrangeiros como principal ferramenta da sua estratégia pela nacionalização da produção.

Para surpresa de muita gente que já não vê a Argentina como destino apropriado para investimentos, o grupo brasileiro Gerdau anunciou ontem que vai construir uma fábrica para produção de aço em Santa Fé, próximo de onde a empresa já tem uma laminadora. Num investimento de US$ 190 milhões, a nova unidade servirá para produzir o que hoje é importado. Cumpre-se, dessa forma, o desejo do governo argentino, em plena campanha pela nacionalização do conteúdo dos produtos vendidos no país e preservação do que ainda resta de suas reservas cambiais.

A meio-dia, mesmo horário em que a presidente Cristina Kirchner visitava mausoléu da família, em homenagem ao marido Néstor, que completaria 64 anos, os executivos da Gerdau reuniam-se com o ministro da Economia, Axel Kicillof, e o ministro-chefe de gabinete, Jorge Capitanich, para anunciar o investimento.

O encontro com as autoridades argentinas na Casa Rosada ocorreu sob sigilo e nenhum representante da empresa quis dar entrevistas depois. Em uma nota, distribuída depois do encontro, o presidente do grupo, André Gerdau Johanpeter, apontou a Argentina como "mercado estratégico". Para ele, a construção da nova unidade, que deve começar a operar em 2016, marca o começo da produção nacional de aço do grupo na Argentina.

A nova fábrica da Gerdau será erguida em Pérez, uma pequena cidade, com menos de 30 mil habitantes, a mesma que abriga a usina que o grupo brasileiro já tem desde 1998, quando decidiu instalar-se no país vizinho. Até agora, no entanto, a atividade da Gerdau na Argentina limitava-se à laminação a partir de matéria-prima (tarugos) importada, que vinha sobretudo do Brasil.

Evitar a entrada de produtos importados tem sido uma espécie de obsessão da equipe econômica argentina. Deixar o peso desvalorizar-se em 25% em janeiro foi uma maneira que o Banco Central encontrou para conter a diminuição das reservas do país, que hoje estão em US$ 27,7 bilhões.

Com o novo investimento, o ritmo da atividade industrial da Gerdau na Argentina praticamente triplicará, já que a nova unidade terá capacidade para 650 mil toneladas por ano, com perspectivas de ampliação futura, segundo comunicado da companhia. A laminadora que já opera em Pérez atinge capacidade anual de 250 mil toneladas.

Os recursos para o investimento virão de capital próprio e financiamento do Banco de la Nación Argentina. A partir de sucata local, o grupo produzirá o aço usado principalmente no setor automotivo, metal mecânico, máquinas e construção civil.

Segundo nota da companhia, estão previstos 100 novos postos de trabalho diretos e outros 500 indiretos. O grupo anunciou, ainda, que pretende investir US$ 15 milhões em sustentabilidade ambiental no local da nova fábrica.

Se de um lado, o investimento contempla o objetivo do governo argentino de estimular a produção local e evitar todo o tipo de importação, por outro também garante ao grupo brasileiro tranquilidade em relação a futuras pressões. Qualquer dirigente de indústria instalada na Argentina sabe bem o que é enfrentar pressões constantes do governo, que utiliza a ameaça de não autorizar a entrada de produtos estrangeiros como principal ferramenta da sua estratégia pela nacionalização da produção.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23