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Geração térmica custou R$ 929 milhões em dezembro

Estimativa é da ABRACE.

Valor Econômico
08/01/2013 10:04
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Geração térmica custou R$ 929 milhões em dezembro, estima a Abrace
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Eletricidade
TER, 08 DE JANEIRO DE 2013 06:00
SÃO PAULO - O Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que é cobrado na conta de luz para cobrir os custos operacionais do setor elétrico, pode bater novo recorde histórico no mês de dezembro, atingindo o montante de R$ 929,2 milhões, segundo estimativas da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). De acordo com a entidade, o encargo vai onerar os custos da energia de todos os consumidores do Brasil.
O aumento significativo do ESS se deve, principalmente, à entrada em operação de todas as usinas termoelétricas do país para garantir o fornecimento de energia em função do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. “Caso a estimativa se confirme, a cobrança do encargo atingirá um total de R$ 2,7 bilhões em 2012”, afirma a Abrace, em comunicado.
De acordo com a Abrace, o ESS é formado por duas parcelas. A parcela de segurança energética é usada para cobrir os custos do funcionamento das térmicas acionadas em função do baixo volume de chuvas e do consequente baixo volume dos reservatórios das hidrelétricas. A segunda é relativa à restrição elétrica, sendo utilizada principalmente para cobrir custos relativos a restrições de funcionamento de linhas de transmissão.
Para a entidade, as empresas poderão avaliar a possibilidade de reduzir sua demanda neste momento devido aos elevados preços da energia no mercado livre. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado para liquidação de contratos no mercado disponível de energia elétrica, atingiu R$ 555 por MWh nesta semana, um dos mais altos patamares e que se aproxima dos níveis alcançados em períodos de crise de fornecimento.
Hidrelétricas com reservatórios
Em seu comunicado a Abrace também defendeu que o país volte a construir hidrelétricas com reservatórios. O país optou, nos últimos anos, por construir usinas sem reservatórios (fio d’água) para evitar o alagamento de grandes áreas e reduzir o impacto ambiental dos empreendimentos.
“A Associação entende que a atual crise reforça a importância da construção de hidrelétricas com reservatórios. É preocupante o fato de não haver uma expansão da capacidade de reserva do sistema elétrico brasileiro proporcional ao seu crescimento”, afirmou Paulo Pedrosa, presidente da entidade.

O Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que é cobrado na conta de luz para cobrir os custos operacionais do setor elétrico, pode bater novo recorde histórico no mês de dezembro, atingindo o montante de R$ 929,2 milhões, segundo estimativas da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). De acordo com a entidade, o encargo vai onerar os custos da energia de todos os consumidores do Brasil.


O aumento significativo do ESS se deve, principalmente, à entrada em operação de todas as usinas termoelétricas do país para garantir o fornecimento de energia em função do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. “Caso a estimativa se confirme, a cobrança do encargo atingirá um total de R$ 2,7 bilhões em 2012”, afirma a Abrace, em comunicado.


De acordo com a Abrace, o ESS é formado por duas parcelas. A parcela de segurança energética é usada para cobrir os custos do funcionamento das térmicas acionadas em função do baixo volume de chuvas e do consequente baixo volume dos reservatórios das hidrelétricas. A segunda é relativa à restrição elétrica, sendo utilizada principalmente para cobrir custos relativos a restrições de funcionamento de linhas de transmissão.


Para a entidade, as empresas poderão avaliar a possibilidade de reduzir sua demanda neste momento devido aos elevados preços da energia no mercado livre. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado para liquidação de contratos no mercado disponível de energia elétrica, atingiu R$ 555 por MWh nesta semana, um dos mais altos patamares e que se aproxima dos níveis alcançados em períodos de crise de fornecimento.


Hidrelétricas com reservatórios


Em seu comunicado a Abrace também defendeu que o país volte a construir hidrelétricas com reservatórios. O país optou, nos últimos anos, por construir usinas sem reservatórios (fio d’água) para evitar o alagamento de grandes áreas e reduzir o impacto ambiental dos empreendimentos.


“A Associação entende que a atual crise reforça a importância da construção de hidrelétricas com reservatórios. É preocupante o fato de não haver uma expansão da capacidade de reserva do sistema elétrico brasileiro proporcional ao seu crescimento”, afirmou Paulo Pedrosa, presidente da entidade.

 

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