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Galp acelera investimento no petróleo

A petrolífera portuguesa Galp Energia quer centrar crescimento na exploração e produção de petróleo. Toda a estratégia de crescimento da empresa baseia-se na exploração e produção de petróleo e "o plano de investimentos previstos para esta área nos próximos anos foi mesmo acelerada", d

Redação/ Agências
26/05/2011 10:05
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A petrolífera portuguesa Galp Energia quer centrar crescimento na exploração e produção de petróleo. Toda a estratégia de crescimento da empresa baseia-se na exploração e produção de petróleo e "o plano de investimentos previstos para esta área nos próximos anos foi mesmo acelerada", diz fonte oficial da Galp.

 

Os últimos dois anos "foram de um enorme desafio em todas as áreas de negócio da empresa", refere a mesma fonte, que destaca ter sido possível "prosseguir o plano traçado que vai transformar a empresa e centrar o seu motor de crescimento na área da exploração e produção de petróleo".


A Galp Energia está actualmente a concluir, um ambicioso investimento, e que se traduz na conversão das duas refinarias, a de Sines e a do Porto - num investimento global de 1,4 mil milhões de euros. Estes projectos permitem, diz fonte oficial, "encarar os próximos anos com optimismo, uma vez que são investimentos que deixam a Galp Energia melhor preparada para os anos difíceis que se antevêem, uma vez que se torna mais competitiva nos mercados em que actua e que não dependem da conjuntura económica em Portugal".


O último ano foi caracterizado por subidas significativas nos preços dos combustíveis o que pode reflectir-se no consumo de particulares e empresas. Daí que a petrolífera esteja "a reforçar de forma acelerada a sua presença a montante da cadeia de valor". Uma estratégia que "faz com que a empresa passe a estar mais presente no mercado do petróleo global", frisa fonte oficial da empresa, que esclarece ainda o facto da procura ter crescido "acompanhando a evolução da economia mundial.


Com a subida na cadeia de valor, a empresa diversificou os negócios, "tanto para novas áreas, como para novos mercados", o que permitiu "equilibrar ainda mais o portfolio, fazendo com que a eventual degradação de uma área de negócio, seja compensada pela melhoria das restantes".


Outra das medidas preconizadas pela empresa de forma a compensar as subidas consecutivas dos preços, foi o desenvolvimento de "programas de descontos significativos", das quais se destaca "a campanha de descontos ao terceiro domingo de cada mês e a promoção cruzada de 12 cêntimos por litro com o Continente ".


No que toca à oscilação de preços, grande preocupação da empresa é seguir uma estratégia que "passa, por um lado, por reforçar a eficiência das suas operações para manter os preços a níveis competitivos, e, por outro, reforçar as diversas ofertas e soluções de valor para os clientes", explica a mesma fonte.


Forte aposta no Brasil


Para os próximos dois anos, a Galp Energia pretende continuar "os esforços de execução dos projectos no Brasil, que nesta altura se centram em optimizar a infra-estrutura de exploração para que a produção se desenvolva de acordo com os planos traçados".


Se os planos se concretizarem, a Galp Energia pode vir a atingir, a partir de 2020, "uma produção de 200 mil barris de petróleo por dia". A empresa tem ainda a ambição "de conseguir em meados da próxima década, assegurar com produção própria a totalidade das necessidades de consumo do mercado português".


De referir que a empresa está interessada em angariar dois mil milhões de euros com um aumento de capital na sua unidade brasileira, que desenvolve projectos de exploração ‘offshore' de petróleo em campos como o Tupi e já existem interessados. Sobre isto, fonte oficial da empresa diz que "está a decorrer com toda a normalidade, que os pressupostos que estiveram na sua base se mantém, que tem havido um grande interesse pela operação e que esta deverá estar concluída no terceiro trimestre deste ano". Porém, o CEO da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, já tinha dito à Bloomberg, a semana passada, à margem da abertura da sessão da Bolsa de Nova Iorque, no âmbito do ‘Portuguese Day', "que existem empresas do Extremo Oriente que estão interessadas na unidade brasileira da petrolífera portuguesa".


Mas a Galp Energia está igualmente atenta a outras fontes de energia. É o caso do biodiesel. Utilizando a ‘jatropha', uma planta não comestível, a empresa tem um projecto de desenvolvimento destas plantas em Moçambique, em solos que não são adequados à produção alimentar. Ainda nos biocombustíveis, a Galp e a Petrobras têm um projecto na ordem dos 350 milhões de euros no óleo vegetal de palma, estando prevista, neste contexto, uma unidade em Sines que processará 240 mil toneladas de óleo proveniente do Brasil.


Na área da sustentabilidade energética, a empresa está a desenvolver um projecto de veículos híbridos para a Toyota. A Galp dispõe mesmo de uma unidade dedicada em exclusivo a essa missão, a Galp Soluções de Energia que instalou no Autódromo Internacional do Algarve, uma central fotovoltaica e desenvolveu o projecto Mobi.e, tendo instalado o primeiro ponto de carregamento rápido para carros eléctricos em toda a Europa, na área de serviço de Oeiras, na A-5.
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