Logística

Futuro dos portos no Brasil envolve tratamento de resíduos e geração de energia

Estudo do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais.

Agência Brasil
03/09/2014 17:40
Visualizações: 1666

 

O Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), vinculado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prevê que a maioria dos portos administrados pelo governo federal  estará “dentro da linha” nos próximos três anos no que se refere ao tratamento de resíduos e efluentes.  A previsão é do coordenador do Instituto, professor Marcos Freitas, que anunciou hoje (3) à Agência Brasil o início dos projetos básicos com essa finalidade. Adiantou, ainda que, antes desse prazo, alguns portos deverão gerar sua própria energia.
Por meio do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe, o Ivig desenvolve para a Secretaria de Portos da Presidência da República o  Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes, envolvendo 22 dos 33 portos sob administração federal em todo país.
A primeira fase do programa foi encerrada no fim do ano passado, com o lançamento de um guia nacional, que identificou problemas de natureza qualitativa nos portos.  O investimento alcançou R$ 16 milhões no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos quais R$ 9 milhões foram  destinados à contratação das 17 universidades que participam  do projeto.
Em andamento, a segunda fase, também com custo avaliado em R$ 16 milhões, tem conclusão prevista para o fim do primeiro semestre de 2015. “Agora, estamos definindo soluções quantitativas, que são os projetos básicos”, disse Freitas. Acrescentou que a implementação das soluções  deverá ser feita pelo mercado.
Um dos resultados do programa são 22 manuais  de boas práticas portuárias, com diagnóstico e orientações para cada porto. Levantamento feito pelos pesquisadores  identificou que os 22 portos participantes do programa geraram em 2013 cerca de 5,3 mil toneladas de material reciclável convencional, como madeira, papel e resíduos ferrosos. Conforme os dados, se esse volume tivesse sido comercializado teria gerado para os portos cerca de R$ 2 milhões.
Marcos Freitas salientou que, mais importante que os recursos gerados, é a redução do custo com os resíduos, o que pode ocorrer com a reciclagem. “Hoje, os portos pagam, em média,  R$ 300 por tonelada  para retirada desses resíduos”, ressaltou. Esse valor é mais alto que o do lixo urbano, estimado em R$ 50 a tonelada. Segundo o especialista,  uma melhor solução pode dar aos portos condições de reduzir custos com a retirada dos resíduos e, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro com o reaproveitamento desse material.
Conforme o técnico, o exemplo é o Porto de Paranaguá, que registra muita entrada e saída de grãos, aproveita  os resíduos de soja para gerar biodiesel para o próprio porto, eventualmente o substrato vegetal para recompor o solo, além de produzir capas de grama verde e até alguma coisa com biogás”, indicou Freitas.
Destacou que hoje  o mais importante é buscar soluções para a integração porto/cidade. Com  base em exemplos bem sucedidos na Europa e nos Estados Unidos,  Freitas adiantou que deve ser dada imediata atenção à qualidade da água no entorno dos portos, fruto da melhoria do tratamento do esgotamento sanitário da cidade e das águas usadas pela estrutura portuária, além da redução da circulação de resíduos para fora das unidades ou para regiões muito distantes.
O Instituto e a rede de universidades também alertaram para o perigo de pandemia, vinculada à  fauna sinantrópica nociva, como ratos, baratas, mosquitos da dengue e pombos, entre outros. “Reduzindo   os resíduos e efluentes, essa fauna também é reduzida. Com isso, melhoramos a saúde da população, da cidade e do país, observou Marcos Freitas.
Assinalou que a Coppe trabalha  para, em 18 meses,  dotar o Brasil de um ou dois  pilotos de portos como geradores de sua própria energia. Além de Paranaguá, estão sob análise os portos de Santos, Rio de Janeiro e Fortaleza. Concluiu afirmando que, dependendo de entendimentos com  a Secretaria de Portos, as 11 unidades restantes também poderão ser incluiídas no programa de gerenciamento. 

O Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), vinculado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prevê que a maioria dos portos administrados pelo governo federal  estará “dentro da linha” nos próximos três anos no que se refere ao tratamento de resíduos e efluentes.  

A previsão é do coordenador do Instituto, professor Marcos Freitas, que anunciou hoje (3) à Agência Brasil o início dos projetos básicos com essa finalidade.

Adiantou, ainda que, antes desse prazo, alguns portos deverão gerar sua própria energia.

Por meio do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe, o Ivig desenvolve para a Secretaria de Portos da Presidência da República o  Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes, envolvendo 22 dos 33 portos sob administração federal em todo país.

A primeira fase do programa foi encerrada no fim do ano passado, com o lançamento de um guia nacional, que identificou problemas de natureza qualitativa nos portos.  

O investimento alcançou R$ 16 milhões no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos quais R$ 9 milhões foram  destinados à contratação das 17 universidades que participam  do projeto.

Em andamento, a segunda fase, também com custo avaliado em R$ 16 milhões, tem conclusão prevista para o fim do primeiro semestre de 2015. “Agora, estamos definindo soluções quantitativas, que são os projetos básicos”, disse Freitas. Acrescentou que a implementação das soluções  deverá ser feita pelo mercado.

Um dos resultados do programa são 22 manuais  de boas práticas portuárias, com diagnóstico e orientações para cada porto. Levantamento feito pelos pesquisadores  identificou que os 22 portos participantes do programa geraram em 2013 cerca de 5,3 mil toneladas de material reciclável convencional, como madeira, papel e resíduos ferrosos.

Conforme os dados, se esse volume tivesse sido comercializado teria gerado para os portos cerca de R$ 2 milhões.

Marcos Freitas salientou que, mais importante que os recursos gerados, é a redução do custo com os resíduos, o que pode ocorrer com a reciclagem. “Hoje, os portos pagam, em média,  R$ 300 por tonelada  para retirada desses resíduos”, ressaltou.

Esse valor é mais alto que o do lixo urbano, estimado em R$ 50 a tonelada. Segundo o especialista,  uma melhor solução pode dar aos portos condições de reduzir custos com a retirada dos resíduos e, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro com o reaproveitamento desse material.

Conforme o técnico, o exemplo é o Porto de Paranaguá, que registra muita entrada e saída de grãos, aproveita  os resíduos de soja para gerar biodiesel para o próprio porto, eventualmente o substrato vegetal para recompor o solo, além de produzir capas de grama verde e até alguma coisa com biogás”, indicou Freitas.

Destacou que hoje  o mais importante é buscar soluções para a integração porto/cidade. Com  base em exemplos bem sucedidos na Europa e nos Estados Unidos,  Freitas adiantou que deve ser dada imediata atenção à qualidade da água no entorno dos portos, fruto da melhoria do tratamento do esgotamento sanitário da cidade e das águas usadas pela estrutura portuária, além da redução da circulação de resíduos para fora das unidades ou para regiões muito distantes.

O Instituto e a rede de universidades também alertaram para o perigo de pandemia, vinculada à  fauna sinantrópica nociva, como ratos, baratas, mosquitos da dengue e pombos, entre outros. “Reduzindo os resíduos e efluentes, essa fauna também é reduzida.

Com isso, melhoramos a saúde da população, da cidade e do país, observou Marcos Freitas.

Assinalou que a Coppe trabalha  para, em 18 meses,  dotar o Brasil de um ou dois  pilotos de portos como geradores de sua própria energia.

Além de Paranaguá, estão sob análise os portos de Santos, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Concluiu afirmando que, dependendo de entendimentos com  a Secretaria de Portos, as 11 unidades restantes também poderão ser incluiídas no programa de gerenciamento. 

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