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Fitch rebaixa rating da OGX de B- para CCC

Com perspectiva negativa.

Valor Econômico
14/06/2013 16:33
Visualizações: 842

 

A Fitch rebaixou a nota de crédito em moeda estrangeira e local da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, de ‘B-’ para ‘CCC’. O rating é descrito pela agência como uma “risco de crédito substancial”.
A empresa está a apenas quatro degraus de um efetivo calote, segundo a escala da Fitch. Antes disso, estão as notas ‘CC’ (risco de crédito muito alto), ‘C’ (risco de crédito excepcionalmente alto) e RD (inadimplência restrita). A perspectiva é negativa, o que indica a chance de mais uma revisão para baixo no médio prazo.
O rating nacional de longo prazo passou de ‘BB+(bra)’ para ‘CCC(bra)’. A agência diminuiu ainda o rating das notas de US$ 2,6 bilhões e US$ 1,1 bilhão da subsidiária da OGX Austria GMBH, de ‘B-/RR4’ para ‘CCC/RR4’.
“O rebaixamento dos ratings reflete a crescente incerteza com relação à intenção e à capacidade do acionista controlador, Eike Batista, de honrar a opção de venda de ações detidas pela OGX, no montante de US$ 1 bilhão”, escreveu o analista Ricardo Carvalho.
A possível inadimplência de Eike pode prejudicar o financiamento do programa de investimentos, vital para o aumento de produção, e apertar ainda mais a liquidez da companhia, alerta a Fitch.
No início desta semana, a OGX anunciou que Eike reduziu a participação na petrolífera em 2,17% em maio, para 58,92%. “Embora essa venda seja simbólica, ela aumenta a preocupação com o compromisso de Eike Batista em relação à companhia”, diz a agência.
O preço de venda praticado por Eike em maio ficou entre R$ 1,57 e R$ 1,85, muito abaixo dos R$ 6,30 da opção de venda (put), o que “justifica a incerteza sobre a intenção do acionista controlador em honrar a opção de venda, que expira em 30 de abril de 2014”.
A Fitch mostra preocupação quanto à liquidez da companhia nos próximos 12 a 18 meses, principalmente porque serão necessários altos investimentos para aumentar a produção e o fluxo de caixa operacional.
O programa de investimentos de US$ 1,3 bilhão em 2013 e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de baixo a negativo podem resultar em insuficiência de fluxo de caixa até o final deste ano, segundo a agência. Em março, a dívida era de US$ 4 bilhões, sendo a maior parte US$ 2,6 bilhões de notas com vencimento em 2018 e US $ 1,1 bilhão de notas com vencimento em 2022.
A nova nota de crédito já considera a entrada de caixa com a venda de ativos para a malaia Petronas e para a MPX, empresa de geração de energia do grupo EBX, mas mesmo assim, o perfil de liquidez continua apertado. “A OGX precisará acessar outras fontes de recursos para cobrir o seu déficit de fluxo de caixa”, alerta Carvalho.
Às 14h20, as ações da OGX perdiam quase 3%.

A Fitch rebaixou a nota de crédito em moeda estrangeira e local da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, de ‘B-’ para ‘CCC’. O rating é descrito pela agência como uma “risco de crédito substancial”.


A empresa está a apenas quatro degraus de um efetivo calote, segundo a escala da Fitch. Antes disso, estão as notas ‘CC’ (risco de crédito muito alto), ‘C’ (risco de crédito excepcionalmente alto) e RD (inadimplência restrita). A perspectiva é negativa, o que indica a chance de mais uma revisão para baixo no médio prazo.


O rating nacional de longo prazo passou de ‘BB+(bra)’ para ‘CCC(bra)’. A agência diminuiu ainda o rating das notas de US$ 2,6 bilhões e US$ 1,1 bilhão da subsidiária da OGX Austria GMBH, de ‘B-/RR4’ para ‘CCC/RR4’.


“O rebaixamento dos ratings reflete a crescente incerteza com relação à intenção e à capacidade do acionista controlador, Eike Batista, de honrar a opção de venda de ações detidas pela OGX, no montante de US$ 1 bilhão”, escreveu o analista Ricardo Carvalho.


A possível inadimplência de Eike pode prejudicar o financiamento do programa de investimentos, vital para o aumento de produção, e apertar ainda mais a liquidez da companhia, alerta a Fitch.


No início desta semana, a OGX anunciou que Eike reduziu a participação na petrolífera em 2,17% em maio, para 58,92%. “Embora essa venda seja simbólica, ela aumenta a preocupação com o compromisso de Eike Batista em relação à companhia”, diz a agência.


O preço de venda praticado por Eike em maio ficou entre R$ 1,57 e R$ 1,85, muito abaixo dos R$ 6,30 da opção de venda (put), o que “justifica a incerteza sobre a intenção do acionista controlador em honrar a opção de venda, que expira em 30 de abril de 2014”.


A Fitch mostra preocupação quanto à liquidez da companhia nos próximos 12 a 18 meses, principalmente porque serão necessários altos investimentos para aumentar a produção e o fluxo de caixa operacional.


O programa de investimentos de US$ 1,3 bilhão em 2013 e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de baixo a negativo podem resultar em insuficiência de fluxo de caixa até o final deste ano, segundo a agência. Em março, a dívida era de US$ 4 bilhões, sendo a maior parte US$ 2,6 bilhões de notas com vencimento em 2018 e US $ 1,1 bilhão de notas com vencimento em 2022.


A nova nota de crédito já considera a entrada de caixa com a venda de ativos para a malaia Petronas e para a MPX, empresa de geração de energia do grupo EBX, mas mesmo assim, o perfil de liquidez continua apertado. “A OGX precisará acessar outras fontes de recursos para cobrir o seu déficit de fluxo de caixa”, alerta Carvalho.


Às 14h20, as ações da OGX perdiam quase 3%.

 

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