Negócios

Exportação no CE bate recorde com dólar valorizado

E somam US$ 174,3 milhões.

Diário do Nordeste
21/11/2013 10:27
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Com os sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos, o dólar vem se valorizando fortemente frente ao real nos últimos meses, chegando a atingir R$ 2,34 em algumas ocasiões. Embora a variação positiva do câmbio traga preocupações sobre os preços de produtos importados e os impactos na inflação, por exemplo, ela também favorece outros setores, como as empresas exportadoras, que já começaram a ser impactadas. A valorização do dólar, aliás, foi um dos aspectos que influenciaram o crescimento de 11,57% das exportações cearenses em outubro, em relação a setembro, que somaram US$ 174,3 milhões. O valor é um recorde para o mês e também o melhor resultado alcançado em 2013, conforme estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Na comparação com outubro do ano passado, quando as vendas das empresas cearenses para o exterior totalizaram US$ 121,4 milhões, a expansão registrada em outubro deste ano foi ainda maior: 43,4%.
Reflexo
"Esses aumentos podem ser explicados, em parte, pelo preço do dólar, que se matem em torno de RS$ 2,20 reais desde junho de 2013, e pelo aumento das exportações de combustíveis minerais", ressalta o estudo feito pelo Ipece, tendo como base dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Entre os destaques, está o produto Fuel oil (óleo combustível) - inserido no grupo combustíveis minerais -, cujas exportações saltaram 29,75% ante setembro e 1.256,3% em relação a outubro de 2012.
O maior valor exportado pelo Ceará no mês passado, comparado a setembro, também foi impactado pelo aumento das vendas externas de Preparações Alimentícias (69,36%), Lagostas (41,91%) e Castanha de caju (22,08%). As contribuições negativas vieram das reduções nas exportações de Têxteis (-69,36) e Couros e peles (-11,94).
Com relação à participação na pauta de exportações cearenses, o Fuel oil assumiu, sozinho, mais uma vez, a liderança em outubro de 2013, com US$ 70,2 milhões em vendas externas e participação de 40,3% em tudo que o Estado vendeu para outros países no mês. Em 2º lugar, está o grupo calçados e partes, que exportou US$ 30,4 milhões, alcançando participação de 17,5%. Em seguida, estão: frutas, com US$ 17,5 milhões; couros e peles, que exportaram US$ 16,1 milhões; castanha de caju, com US$ 9,6 milhões; e Preparações alimentícias, com US$ 5,9 milhões. Segundo o levantamento, esses seis segmentos representaram 85,9% de toda a pauta de exportações do Estado.
Importação também sobe
Seguindo a tendência dos meses anteriores e dos últimos anos, as importações também cresceram em outubro deste ano, alcançando o montante de US$ 360,4 milhões, o que representa um avanço de 7,9% em relação a setembro e de 11% sobre outubro de 2012. Os produtos do grupo combustíveis e minerais também foram os mais comprados pelo Estado, totalizando US$ 165,4 milhões, com uma participação de 45,9% no total da pauta de importação. O gás natural liquefeito representou aproximadamente 97,5% do total importado neste grupo.
Influenciados pela construção de grandes empreendimentos no estado, como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), bem como pelas indústrias de um modo geral, os produtos metalúrgicos foram os segundos mais importados pelo Ceará em outubro, com participação de 17% no total de itens comprados de outros países. O destaque foram os laminados de ferro/aço, que representaram 57,6% das importações feitas neste grupo. Em terceiro lugar, aparecem as importações de produtos químicos (7,3% de participação na pauta do Estado). Logo após, estão as importações de máquinas e equipamentos, que seguem em expansão e, em outubro, somaram R$ 25,8 milhões.
Balança deficitária
Apesar do crescimento das exportações no mês passado, a balança comercial do Ceará segue deficitária. Em outubro, o saldo ficou negativo em US$ 186.086.027 milhões, valor 4,72% maior quando comparado ao saldo do mês de setembro. No acumulado do ano, o Ceará já exportou pouco mais de US$ 1 bilhão e importou US$ 2,8 bilhões, resultando em um saldo negativo na balança comercial de US$ 3,9 bilhões.

Com os sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos, o dólar vem se valorizando fortemente frente ao real nos últimos meses, chegando a atingir R$ 2,34 em algumas ocasiões. Embora a variação positiva do câmbio traga preocupações sobre os preços de produtos importados e os impactos na inflação, por exemplo, ela também favorece outros setores, como as empresas exportadoras, que já começaram a ser impactadas. A valorização do dólar, aliás, foi um dos aspectos que influenciaram o crescimento de 11,57% das exportações cearenses em outubro, em relação a setembro, que somaram US$ 174,3 milhões. O valor é um recorde para o mês e também o melhor resultado alcançado em 2013, conforme estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Na comparação com outubro do ano passado, quando as vendas das empresas cearenses para o exterior totalizaram US$ 121,4 milhões, a expansão registrada em outubro deste ano foi ainda maior: 43,4%.


Reflexo

"Esses aumentos podem ser explicados, em parte, pelo preço do dólar, que se matem em torno de RS$ 2,20 reais desde junho de 2013, e pelo aumento das exportações de combustíveis minerais", ressalta o estudo feito pelo Ipece, tendo como base dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Entre os destaques, está o produto Fuel oil (óleo combustível) - inserido no grupo combustíveis minerais -, cujas exportações saltaram 29,75% ante setembro e 1.256,3% em relação a outubro de 2012.

O maior valor exportado pelo Ceará no mês passado, comparado a setembro, também foi impactado pelo aumento das vendas externas de Preparações Alimentícias (69,36%), Lagostas (41,91%) e Castanha de caju (22,08%). As contribuições negativas vieram das reduções nas exportações de Têxteis (-69,36) e Couros e peles (-11,94).

Com relação à participação na pauta de exportações cearenses, o Fuel oil assumiu, sozinho, mais uma vez, a liderança em outubro de 2013, com US$ 70,2 milhões em vendas externas e participação de 40,3% em tudo que o Estado vendeu para outros países no mês. Em 2º lugar, está o grupo calçados e partes, que exportou US$ 30,4 milhões, alcançando participação de 17,5%. Em seguida, estão: frutas, com US$ 17,5 milhões; couros e peles, que exportaram US$ 16,1 milhões; castanha de caju, com US$ 9,6 milhões; e Preparações alimentícias, com US$ 5,9 milhões. Segundo o levantamento, esses seis segmentos representaram 85,9% de toda a pauta de exportações do Estado.


Importação também sobe

Seguindo a tendência dos meses anteriores e dos últimos anos, as importações também cresceram em outubro deste ano, alcançando o montante de US$ 360,4 milhões, o que representa um avanço de 7,9% em relação a setembro e de 11% sobre outubro de 2012. Os produtos do grupo combustíveis e minerais também foram os mais comprados pelo Estado, totalizando US$ 165,4 milhões, com uma participação de 45,9% no total da pauta de importação. O gás natural liquefeito representou aproximadamente 97,5% do total importado neste grupo.

Influenciados pela construção de grandes empreendimentos no estado, como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), bem como pelas indústrias de um modo geral, os produtos metalúrgicos foram os segundos mais importados pelo Ceará em outubro, com participação de 17% no total de itens comprados de outros países. O destaque foram os laminados de ferro/aço, que representaram 57,6% das importações feitas neste grupo. Em terceiro lugar, aparecem as importações de produtos químicos (7,3% de participação na pauta do Estado). Logo após, estão as importações de máquinas e equipamentos, que seguem em expansão e, em outubro, somaram R$ 25,8 milhões.


Balança deficitária

Apesar do crescimento das exportações no mês passado, a balança comercial do Ceará segue deficitária. Em outubro, o saldo ficou negativo em US$ 186.086.027 milhões, valor 4,72% maior quando comparado ao saldo do mês de setembro. No acumulado do ano, o Ceará já exportou pouco mais de US$ 1 bilhão e importou US$ 2,8 bilhões, resultando em um saldo negativo na balança comercial de US$ 3,9 bilhões.

 

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