Internacional

EUA mostram poderio energético com venda de petróleo

Departamento de Energia vai oferecer até 5 milhões bpb.

Redação, com agências
14/03/2014 09:57
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Um teste raro feito pelo governo dos Estados Unidos para avaliar suas reservas estratégicas de petróleo pode, coincidentemente, ser posto em prática em meio ao mais grave impasse do país com a Rússia em décadas, mas a mensagem subjacente da iniciativa, anunciada nesta quarta-feira, deixa poucas dúvidas: prepare-se para a ascensão de uma nova superpotência mundial em energia.
O Departamento de Energia informou que vai oferecer até 5 milhões de barris de petróleo bruto com alto teor de enxofre da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês), com abertura da licitação em dois dias. Autoridades disseram que a venda teste é para assegurar que as reservas podem suprir rapidamente as refinarias de petróleo, mesmo com mudanças nas redes de gasodutos.
Os planos para a venda estavam sendo elaborados bem antes de as forças russas invadirem a Crimeia, na Ucrânia, na semana passada, de acordo com funcionários do governo. Vários analistas de Washington confirmaram ter ouvido falar da liberação do petróleo das reservas algumas semanas atrás.
A Casa Branca disse que o teste é exigido por lei, como parte das avaliações contínuas das reservas estratégicas autorizadas pelo Congresso após o embargo do petróleo árabe em 1973, que provocou a alta nos preços da gasolina nos EUA e levou os motoristas norte-americanos a ficarem em longas filas nos postos de combustível. No entanto, o último teste desse tipo ocorreu em 1990, meses antes dos Estados Unidos entrarem na primeira Guerra do Golfo.
Para muitos analistas, o que está nas entrelinhas não é tanto uma advertência à Rússia, que produz mais de 10 milhões de barris por dia. O governo Obama tem interesse em expandir a SPR, que deixaria de ser uma reserva-tampão para emergências, no caso de interrupções severas nas importações de petróleo dos EUA, para se tornar um instrumento mais flexível que poderia ser usado para ajudar a economia e, em última instância, influenciar a política externa.
"Não acho que isso tenha alguma coisa a ver com a Crimeia, mas a longo prazo acho que o governo vê que a SPR é algo que pode ser usado como uma ferramenta geopolítica", disse Jamie Webster, diretor sênior de mercado global de petróleo da IHS Energy, em Washington.
Diante de uma inesperada descoberta recente de reservas substanciais de petróleo e gás natural, os políticos de Washington ainda estão avaliando como uma nova era de maior independência energética --e, no caso do gás natural, um excesso - está mudando o papel dos EUA no mundo.
Muitos congressistas, incluindo presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, pediram ao governo que acelere as aprovações de exportações de gás natural para impedir a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, cujo território é cortado por gasodutos pelos quais a Rússia fornece grandes quantidades de gás para o país e outras partes da Europa. Mas serão necessários investimentos de bilhões de dólares em equipamentos norte-americanos e portos para que o gás seja embarcado.
As reservas são uma das opções mais importantes do governo no caso de aumento do preço da energia. Os EUA também estão discutindo se devem remover uma proibição de exportação de petróleo, em vigor há quatro décadas, também posta em prática depois do impacto do aumento dos preços de combustível da década de 1970, e com que rapidez aprovar as exportações de gás natural.
A produção de petróleo dos EUA subiu 1 milhão de barris por dia no ano passado, ritmo mais rápido da história, com a grande expansão da produção de óleo de xisto. Empresas de energia têm corrido para reverter gasodutos, construir novos terminais e ampliar a infraestrutura para acompanhar a rápida mudança nos fluxos de petróleo.

Um teste raro feito pelo governo dos Estados Unidos para avaliar suas reservas estratégicas de petróleo pode, coincidentemente, ser posto em prática em meio ao mais grave impasse do país com a Rússia em décadas, mas a mensagem subjacente da iniciativa, anunciada nesta quarta-feira, deixa poucas dúvidas: prepare-se para a ascensão de uma nova superpotência mundial em energia.

O Departamento de Energia informou que vai oferecer até 5 milhões de barris de petróleo bruto com alto teor de enxofre da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês), com abertura da licitação em dois dias. Autoridades disseram que a venda teste é para assegurar que as reservas podem suprir rapidamente as refinarias de petróleo, mesmo com mudanças nas redes de gasodutos.

Os planos para a venda estavam sendo elaborados bem antes de as forças russas invadirem a Crimeia, na Ucrânia, na semana passada, de acordo com funcionários do governo. Vários analistas de Washington confirmaram ter ouvido falar da liberação do petróleo das reservas algumas semanas atrás.

A Casa Branca disse que o teste é exigido por lei, como parte das avaliações contínuas das reservas estratégicas autorizadas pelo Congresso após o embargo do petróleo árabe em 1973, que provocou a alta nos preços da gasolina nos EUA e levou os motoristas norte-americanos a ficarem em longas filas nos postos de combustível. No entanto, o último teste desse tipo ocorreu em 1990, meses antes dos Estados Unidos entrarem na primeira Guerra do Golfo.

Para muitos analistas, o que está nas entrelinhas não é tanto uma advertência à Rússia, que produz mais de 10 milhões de barris por dia. O governo Obama tem interesse em expandir a SPR, que deixaria de ser uma reserva-tampão para emergências, no caso de interrupções severas nas importações de petróleo dos EUA, para se tornar um instrumento mais flexível que poderia ser usado para ajudar a economia e, em última instância, influenciar a política externa.

"Não acho que isso tenha alguma coisa a ver com a Crimeia, mas a longo prazo acho que o governo vê que a SPR é algo que pode ser usado como uma ferramenta geopolítica", disse Jamie Webster, diretor sênior de mercado global de petróleo da IHS Energy, em Washington.

Diante de uma inesperada descoberta recente de reservas substanciais de petróleo e gás natural, os políticos de Washington ainda estão avaliando como uma nova era de maior independência energética --e, no caso do gás natural, um excesso - está mudando o papel dos EUA no mundo.

Muitos congressistas, incluindo presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, pediram ao governo que acelere as aprovações de exportações de gás natural para impedir a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, cujo território é cortado por gasodutos pelos quais a Rússia fornece grandes quantidades de gás para o país e outras partes da Europa. Mas serão necessários investimentos de bilhões de dólares em equipamentos norte-americanos e portos para que o gás seja embarcado.

As reservas são uma das opções mais importantes do governo no caso de aumento do preço da energia. Os EUA também estão discutindo se devem remover uma proibição de exportação de petróleo, em vigor há quatro décadas, também posta em prática depois do impacto do aumento dos preços de combustível da década de 1970, e com que rapidez aprovar as exportações de gás natural.

A produção de petróleo dos EUA subiu 1 milhão de barris por dia no ano passado, ritmo mais rápido da história, com a grande expansão da produção de óleo de xisto. Empresas de energia têm corrido para reverter gasodutos, construir novos terminais e ampliar a infraestrutura para acompanhar a rápida mudança nos fluxos de petróleo.

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