Petrobras

Estatal vai rever investimento no Espírito Santo

A Gazeta/ES
11/02/2008 09:12
Visualizações: 613

O peso da Petrobras nos investimentos estatais será ainda maior nos próximos anos. Os R$ 112 bilhões que a empresa planeja investir até 2011 (já incluídos os recursos de 2007) no país serão revistos para cima, devido às recentes e promissoras descobertas na chamada camada de pré-sal. Boa parte dessas jazidas estão na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo.
As jazidas gigantes em regiões marítimas ultraprofundas exigem operações mais onerosas no processo de produção. Nem mesmo o retorno dos grandes projetos hidrelétricos, que terão invariavelmente a participação da Eletrobrás, serão capazes de alterar, mesmo que de forma suave, o nível dessa escala.
Em entrevista no fim de 2007, o presidente da Petrobras, José Gabrielli, revelou que a empresa está tocando 454 projetos com orçamentos acima de US$ 25 milhões, além de mais de 1.500 planos abaixo desse valor, e voltou a defender a retirada da estatal do superávit do governo.

Devido às restrições impostas pelo Tesouro, a Petrobras teve de manter em caixa no ano passado, intocados, cerca de R$ 12 bilhões. "Isso não é a melhor maneira de rentabilizar os recursos da Petrobras, que tem projetos que dão retorno maior do que a manutenção em caixa. Do ponto de vista de geração de receita futura, até para o governo, liberar para projetos que são rentáveis aumenta o retorno para o governo. Portanto, melhora as condições de o governo pagar a dívida. A desobrigação com o superávit é importante porque libera a empresa para projetos mais rentáveis", sustenta Gabrielli.
A União é o acionista controlador da Petrobras com 32,2% do capital total. O Estado também está representado na fatia de 7,6% detida pela empresa de participações do BNDES, a BNDESPar. Holding de economia mista, a Petrobras tem também, cada vez mais forte, a presença estrangeira: os títulos negociados no exterior (American Depositary Recepts - ADRs) já representam 31,1% do capital total.
Somente na recém-descoberta jazida de Tupi o mercado estima que a Petrobras e seus parceiros invistam mais de US$ 10 bilhões. No início deste ano, a estatal anunciou nova descoberta similar, no bloco de Júpiter, também na Bacia de Santos, cujo potencial ainda não foi revelado.

Independente das megadescobertas no pré-sal, a estatal já planejava seguir em escalada crescente de investimentos, acompanhando o aquecimento internacional do setor. Um quadro que vem, inclusive, representando obstáculos à Petrobras na contratação de plataformas, que ficou mais cara.

Preços altos são ameaça ao crescimento
O G7 concluiu a cúpula ministerial em Tóquio pedindo a países exportadores de petróleo que aumentem a produção, ressaltando que os elevados preços da commodity são uma ameaça ao crescimento global. Ontem, ministros (foto) da Economia e presidentes de bancos centrais das sete maiores economias do mundo (EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá) reuniram-se para discutir uma maneira de estabilizar os mercados após a recente turbulência. O pedido foi direcionado aos países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a outros produtores de petróleo: "Reiteramos a necessidade de aumentar a capacidade das refinarias e de melhorar a eficiência energética", afirma o comunicado final da cúpula. No texto também consta que os países do G7 estão dispostos a adotar "medidas adequadas, individuais ou coletivas", para garantir a estabilidade econômica, mas não especifica quais. O G7 pediu também o fim de subsídios ao petróleo adotados na China, Índia e Indonésia para proteger os consumidores dos elevados preços da energia. "Deveria evitar-se baixar artificialmente os preços da energia por meio de medidas fiscais", afirma o comunicado.

Fonte: A Gazeta/ES

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
23/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
ROG.e 2026
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
BOGE 2027
Bahia Oil & Gas Energy 2027 conecta negócios, inovação e...
21/09/26
Brandend Content
Descoberta e confiança: os dois tempos da venda industrial
21/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25