Petrobras
<P>A crise internacional de crédito, gerada pelo naufrágio do mercado imobiliário americano e amplificada pela especulação monetária nas bolsas de valores não deverá interferir nos rumos da refinaria Premium II, da Petrobras, no Ceará. Pelo menos é o que garante a direção da Estatal petr...
Diário do Nordeste - CEA crise internacional de crédito, gerada pelo naufrágio do mercado imobiliário americano e amplificada pela especulação monetária nas bolsas de valores não deverá interferir nos rumos da refinaria Premium II, da Petrobras, no Ceará. Pelo menos é o que garante a direção da Estatal petrolífera brasileira, em resposta ao Diário do Nordeste, ontem, sobre o futuro do empreendimento de US$ 11,1 bilhões, no Estado.
´A Petrobras mantém sua decisão de construir mais três refinarias, que deverão integrar o seu Planejamento Estratégico, que se encontra em fase de conclusão: uma no Maranhão, outra no Ceará e uma terceira no Rio Grande do Norte´, assegurou a estatal, em resposta ao Diário. A confirmação da continuidade dos empreendimentos no Nordeste tem pelo menos dois alvos certeiros: tranqüilizar o mercado de capitais e os acionistas, diante da queda consecutiva dos índices da bolsa de valores de São Paulo (Ibovespa) e refrear, antecipadamente, especulações de um possível retrocesso nos investimentos da estatal no Ceará e no Nordeste.
No Ceará, enquanto técnicos do governo estadual e da Petrobras, das áreas tributárias, de infra-estrutura, socioeconômica, meio-ambiente e jurídica — integrantes do Grupo de Trabalho Setorial (GTS) — debatem as questões e tocam as pendências relacionadas à implantação da refinaria, a população aguarda com ansiedade a assinatura do Termo de Compromisso entre as partes. A assinatura do documento está prevista para o dia 20 de dezembro próximo, data estipulada pela Estatal e o governo do Estado, ratificar o empreendimento.
Segundo a gerente da refinaria Premium II, Sandra Lima de Oliveira, o início das obras está previsto para 2010. Até lá, o governo do Estado terá de aprontar uma série de obras estruturantes — viárias, de transporte, hídricas e geração de energia — no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, para viabilizar o empreendimento.
Fiat e Gerdau
Apesar da crise americana e da escassez de crédito no mercado mundial a Fiat e a Gerdau também dizem que manterão investimentos no Brasil. O presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, afirmou ontem, que a montadora manterá o plano de investimento de R$ 6 bilhões para o período de 2008 a 2010. ´Em Betim (MG), produzimos três carros por minuto. Precisamos continuar investindo em tecnologia, no processo produtivo e em produtos´, afirmou. Já o empresário Jorge Gerdau Johannpeter disse que o grupo Gerdau investirá R$ 4 bilhões, nos próximos três anos. ´A economia tem-se mostrado sólida´, tranqüilizou.
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