Petrobras
<P>A Petrobras só vai iniciar seu programa de captações de 2009 depois que for decidido e divulgado o plano estratégico da companhia para o período 2009-2013, informou o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Enquanto analisa que projetos vão entrar no plano de in...
Valor EconômicoA Petrobras só vai iniciar seu programa de captações de 2009 depois que for decidido e divulgado o plano estratégico da companhia para o período 2009-2013, informou o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Enquanto analisa que projetos vão entrar no plano de investimentos, a Petrobras decidiu antecipar pagamentos para pequenos e médios fornecedores de equipamentos e serviços para evitar que tenham problemas no fluxo de caixa. A iniciativa já era adotada pela empresa, diz Barbassa, mas os volumes antecipados aumentaram de cerca de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões por mês no último trimestre, quando a crise se agravou. Demos essa opção (da antecipação) para as empresas e elas têm optado pelo pagamento antecipado. Assim, podem receber cerca de cinco a 10 dias após emitir a fatura, quando a Petrobras costuma pagar 30 dias depois, disse o diretor, explicando que em caso de adiantamentos para construção de equipamentos a obra está 70% paga quando é concluída.
Sobre o plano de investimentos para 2009, Barbassa explicou que dependendo do volume de projetos aprovados e do preço do petróleo, a companhia pode precisar captar mais que os US$ 8,5 bilhões do ano passado. Os valores exatos, segundo ele, serão conhecidos apenas depois da aprovação do plano estratégico pelo conselho de administração. A próxima reunião está marcada para o dia 23 deste mês. Segundo o diretor, a Petrobras já está buscando formas de financiar seus investimentos e segundo Barbassa existem não uma nem duas, mas várias alternativas em estudo. Isso é que é o bonito da Petrobras, as alternativas são várias e dependendo do volume de investimentos necessário vamos saber quais prevalecerão, afirmou.
Quando for divulgado o plano estratégico a Petrobras vai informar a quantidade de recursos que vai buscar no mercado de capitais ao longo do ano, explicou Barbassa, desmentindo analistas que esperam um lançamento de bônus nos próximos dias. Estamos acompanhando o mercado mas o momento não é adequado. Temos que mostrar aos investidores o nosso plano. A emissão da República foi um 'benchmark' importante, frisou Barbassa.
Analistas ouvidos pela Bloomberg avaliam que os custos de captação da companhia estão crescendo depois que o petróleo despencou 71% em relação ao seu recorde de julho do ano passado e de a crise do crédito ter reduzido a demanda por títulos dos mercados emergentes. Os bônus da Petrobras de 5,875% com vencimento em 2018 dão retorno de 4,92 pontos percentuais a mais que os títulos do Tesouro dos EUA, diferença (ou spread) maior do que qualquer bônus comercializado pela empresa desde junho de 2003. Barbassa diz que a Petrobras não é a única companhia a pagar taxas maiores. E discorda da comparação entre spreads dizendo preferir comparar rendimentos, já que os títulos do Tesouro americano estão rendendo cerca de 2,7% ao ano, estando muito baixos.
Os rendimentos dos bônus de 5,875% da Petrobras estão 1,02 ponto percentual acima dos títulos do governo brasileiro de vencimento semelhante, segundo dados reunidos pelo JPMorgan Chase & Co. e pela Bloomberg. Barbassa lembra que o governo brasileiro emitiu títulos na semana passada pagando prêmio de 6,2%. Segundo os cálculos do diretor, se o título da Petrobras paga 1,02 a mais, isso significa um prêmio de 7,29% que, segundo Barbassa, não é o maior rendimento (yield) que a companhia pagou nos últimos anos.
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