Bacia de Campos
Valaris DS-17 irá perfurar seis poços na Bacia de Campos, preparando o caminho para o início da produção em 2028
Redação TN Petróleo/Assessoria Equinor
A Equinor Brasil, em nome de seus parceiros no consórcio, anuncia que a Valaris iniciou, nesta terça-feira (24), a fase de perfuração do projeto Raia. A sonda Valaris DS-17 irá perfurar seis poços. As atividades estão sendo realizadas na área do pré-sal da Bacia de Campos.
Raia é um dos principais projetos de gás natural do Brasil e é operado pela Equinor (35%), em parceria com a Repsol Sinopec Brasil (35%) e a Petrobras (30%). O projeto possui reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente. Raia tem capacidade para escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
“O Brasil é um país de projetos pioneiros para a Equinor e Raia, com seu conceito inovador, materializa isso. Estamos cada vez mais próximos de alcançar o objetivo de contribuir com cerca de 15% da demanda nacional de gás em 2028, quando o projeto entrar em operação”, afirma Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.
O conceito inovador de desenvolvimento do projeto baseia-se na produção por meio de poços conectados a um FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência), capaz de especificar o óleo/condensado e o gás produzidos, além de condicioná-los para comercialização. O gás será exportado por meio de um gasoduto de 200 km que ligará o FPSO a Cabiúnas, no município de Macaé, no estado do Rio de Janeiro.
A campanha de perfuração ocorre a aproximadamente 200 km da costa, em lâminas d’água de cerca de 2.900 metros. As atividades serão realizadas pela DS-17, um navio-sonda de águas ultraprofundas, capaz de operar em profundidades superiores a 3.600 metros. A DS-17 também integrou a campanha de perfuração de Bacalhau, campo operado pela Equinor na Bacia de Santos, que iniciou a produção em outubro do ano passado.
Mais gás para o Brasil – com baixas emissões na produção
O projeto é o maior investimento internacional da Equinor, totalizando aproximadamente US$ 9 bilhões. Além disso, o FPSO do projeto deve estar entre os mais eficientes do mundo em termos de intensidade de carbono, com emissões médias de CO₂ de cerca de 6 kg por barril de óleo equivalente.
Estima-se que o projeto gere até 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo de todo o seu ciclo de vida. O projeto Raia integra o Novo PAC do Governo Federal.
Fact box: Projeto Raia
- Parceiros: Equinor 35% (operadora), Repsol Sinopec Brasil (35%), Petrobras (30%)
- Localização: Pré‑sal, Bacia de Campos, Brasil, ~200 km da costa
- Lâmina d’água: Até aproximadamente 2.900 metros
- Maior investimento internacional da Equinor: cerca de US$ 9 bilhões
- Reservas recuperáveis: superiores a 1 bilhão de boe de gás natural e condensado
- Capacidade de exportação de gás: 16 MSm³/d, o que pode representar 15% da demanda de gás natural do Brasil em 2028
- Capacidade do FPSO (óleo/condensado): aproximadamente 126 mil bpd
- Intensidade média de CO₂ do campo: cerca de 6 kg por barril, comparada à média atual da indústria de 17 kg por barril
- Empregos: até 50 mil diretos e indiretos ao longo do ciclo de vida do campo
- Início da produção: previsto para 2028
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