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Elog tenta recuperação com investimento e novo diretor

Companhia planeja novos investimentos e quer recuperar parte das vendas.

Valor Econômico
14/04/2014 17:56
Visualizações: 1438

 

Empresa de logística da EcoRodovias e da gestora de fundos BRZ, a Elog passou a apresentar números que frustraram investidores nos últimos trimestres. Ao fim de 2013, a receita bruta caiu quase 10% em relação a um ano antes, para R$ 360 milhões. Além disso, houve aumento de custos e queda de rentabilidade. Após fazer mudanças na diretoria, a companhia agora planeja novos investimentos e quer recuperar ao menos parte das vendas e das margens atingidas no passado.
Edson Souki, novo presidente da Elog, diz que a companhia pretende investir R$ 35 milhões até o fim do ano para ampliar operações em três unidades: no bairro da Mooca (em São Paulo) e nas cidades de Campinas (SP) e Curitiba (PR). Esses locais se beneficiaram de uma mudança na licença de operação. Antes, funcionavam sob a licença de portos secos e, por isso, tinham preços regulados e um prazo para o fim dessa liberação. Agora, as unidades receberam a licença de Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (Clia), e por isso têm mais liberdade na operação e também não têm prazo para terminar as operações.
Antes dessa mudança, a companhia tentava transferir a licença de operação da Mooca para a unidade recém-construída na rodovia dos Imigrantes, que liga a capital paulista a Baixada Santista. Mas a mudança não ocorreu. Agora, a companhia vai ocupar a unidade, praticamente vazia desde 2012, como um armazém. "Está sendo feito um trabalho de prospecção de clientes. Estamos trabalhando para encher esse galpão, negociando contratos e espaços", afirma Marcello Guidotti, diretor de finanças e de relações com investidores do controlador da Elog, o grupo EcoRodovias (da paranaense CR Almeida).
Aumentar os volumes movimentados é um desafio para a Elog. No ano passado, houve o fechamento de um centro de distribuição (CD) de cargas em Cajamar (SP), por falta de volume, que impactou os números da companhia. O fechamento ainda adicionou um custo de R$ 4,5 milhões ao balanço. Ao fim de 2013, esse e outros motivos levaram a uma queda de 14 pontos percentuais na taxa de ocupação nos CDs da companhia em 2013, para 51%. Ou seja, quase metade do espaço disponível para cargas esteve vazio durante o ano.
Os números da Elog sofreram também com a concorrência de novos terminais portuários em áreas de armazenagem na baixada santista e no Paraná. Também houve redução na estadia de veículos em unidades da empresa por mudanças operacionais exigidas pela Receita Federal. "As alterações em diretoria durante o ano passado também influenciaram os números", diz Souki.
As atividades da Elog são acompanhadas de perto por outros grupos de concessão de infraestrutura que gostariam de entrar no setor de serviços logísticos, mas ainda duvidam da rentabilidade do modelo. A empresa tem tentado consolidar seus números depois da compra, em 2010, da Armazéns Gerais Columbia e EADI Sul por R$ 270 milhões. Na época da aquisição, segundo "due dilligence" feito pela EcoRodovias, a margem Ebitda dos ativos a serem então adquiridos era de 15% (2009). Em 2013, o número baixou para 3,9%.
Para este ano, a intenção da Elog é retomar ao menos parte do desempenho obtido em 2012. "Isso já está acontecendo [neste ano]. Não posso dizer se vamos atingir o desempenho daquele ano, mas os números estão começando a melhorar", segundo Guidotti. O foco principal, afirma, será recuperar vendas e margens. "Aquisições ficam para depois, em 2015 e 2016", diz.

Empresa de logística da EcoRodovias e da gestora de fundos BRZ, a Elog passou a apresentar números que frustraram investidores nos últimos trimestres. Ao fim de 2013, a receita bruta caiu quase 10% em relação a um ano antes, para R$ 360 milhões. Além disso, houve aumento de custos e queda de rentabilidade. Após fazer mudanças na diretoria, a companhia agora planeja novos investimentos e quer recuperar ao menos parte das vendas e das margens atingidas no passado.

Edson Souki, novo presidente da Elog, diz que a companhia pretende investir R$ 35 milhões até o fim do ano para ampliar operações em três unidades: no bairro da Mooca (em São Paulo) e nas cidades de Campinas (SP) e Curitiba (PR). Esses locais se beneficiaram de uma mudança na licença de operação. Antes, funcionavam sob a licença de portos secos e, por isso, tinham preços regulados e um prazo para o fim dessa liberação. Agora, as unidades receberam a licença de Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (Clia), e por isso têm mais liberdade na operação e também não têm prazo para terminar as operações.

Antes dessa mudança, a companhia tentava transferir a licença de operação da Mooca para a unidade recém-construída na rodovia dos Imigrantes, que liga a capital paulista a Baixada Santista. Mas a mudança não ocorreu. Agora, a companhia vai ocupar a unidade, praticamente vazia desde 2012, como um armazém. "Está sendo feito um trabalho de prospecção de clientes. Estamos trabalhando para encher esse galpão, negociando contratos e espaços", afirma Marcello Guidotti, diretor de finanças e de relações com investidores do controlador da Elog, o grupo EcoRodovias (da paranaense CR Almeida).

Aumentar os volumes movimentados é um desafio para a Elog. No ano passado, houve o fechamento de um centro de distribuição (CD) de cargas em Cajamar (SP), por falta de volume, que impactou os números da companhia. O fechamento ainda adicionou um custo de R$ 4,5 milhões ao balanço. Ao fim de 2013, esse e outros motivos levaram a uma queda de 14 pontos percentuais na taxa de ocupação nos CDs da companhia em 2013, para 51%. Ou seja, quase metade do espaço disponível para cargas esteve vazio durante o ano.

Os números da Elog sofreram também com a concorrência de novos terminais portuários em áreas de armazenagem na baixada santista e no Paraná. Também houve redução na estadia de veículos em unidades da empresa por mudanças operacionais exigidas pela Receita Federal. "As alterações em diretoria durante o ano passado também influenciaram os números", diz Souki.

As atividades da Elog são acompanhadas de perto por outros grupos de concessão de infraestrutura que gostariam de entrar no setor de serviços logísticos, mas ainda duvidam da rentabilidade do modelo. A empresa tem tentado consolidar seus números depois da compra, em 2010, da Armazéns Gerais Columbia e EADI Sul por R$ 270 milhões. Na época da aquisição, segundo "due dilligence" feito pela EcoRodovias, a margem Ebitda dos ativos a serem então adquiridos era de 15% (2009). Em 2013, o número baixou para 3,9%.

Para este ano, a intenção da Elog é retomar ao menos parte do desempenho obtido em 2012. "Isso já está acontecendo [neste ano]. Não posso dizer se vamos atingir o desempenho daquele ano, mas os números estão começando a melhorar", segundo Guidotti. O foco principal, afirma, será recuperar vendas e margens. "Aquisições ficam para depois, em 2015 e 2016", diz.

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