Investimento

Eletronuclear investirá R$ 300 milhões até 2016

Objetivo é aumentar segurança das usinas nucleares.

Agência Brasil
02/04/2013 09:37
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A segurança das usinas nucleares do país vai receber investimento de R$ 300 milhões até 2016. De acordo com a Eletronuclear, empresa que administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angras dos Reis, o recurso será aplicado em um plano de ação para melhorar a segurança das usinas contra catástrofes naturais.
O assessor da diretoria técnica da Eletronuclear, Paulo Carneiro, coordenador do comitê que elaborou o Plano de Resposta a Fukushima, disse à Agência Brasil, que os investimentos se dividem em duas parcelas: os primeiros R$ 150 milhões já estão definidos para efetivação. “São estudos e projetos já decididos pela empresa”. Institutos de pesquisa nacionais colaboram com os estudos, para que esses tenham uma “apreciação totalmente independente”.
A outra metade é orçamento contingenciado, porque, segundo ele, algumas ações de melhorias ainda dependem da conclusão de estudos. Além de ser uma resposta ao acidente nuclear ocorrido na central de Fukushima Daiichi, no Japão, em 2011, em decorrência de uma catástrofe natural (terremoto seguido de tsunami), o plano resulta da preocupação da Eletronuclear de estar investindo continuamente na melhoria do desempenho e da segurança das usinas, esclareceu Carneiro.
“O plano visa a aplicar na central de Angra tudo aquilo que foi possível aprender, tudo que o acidente de Fukushima destacou para a indústria nuclear internacional”. Dos R$ 150 milhões iniciais, já foram aplicados R$ 30 milhões. A meta da Eletronuclear é que até o final deste ano os recursos investidos para melhorar a proteção e a segurança das usinas nucleares sejam ampliados para R$ 50 milhões.
A primeira área do plano consiste em avaliar a região onde estão situadas as usinas com relação à ameaças naturais, como terremotos, tsunamis, chuvas torrenciais, deslizamentos de encostas. “Tudo que em termos de desastres naturais poderia levar a situação de comprometimento da segurança. Paulo Carneiro lembrou que o local foi objeto de reavaliação para o licenciamento da Usina Angra 3, em construção na central nuclear, que confirmou as bases do projeto.
“As nossas usinas já estavam bem protegidas com relação a esses eventos. Mas, o que Fukushima trouxe de novo para a indústria nuclear foi: aumentem as margens de segurança”. Isso se deve à imprevisibilidade dos fenômenos climatológicos, disse.
Os estudos preveem obras de reforço de contenção de encostas e fortalecimento estrutural da barreira de proteção das usinas contra os movimentos do mar. O assessor da Diretoria Técnica da Eletronuclear destacou, porém, que a central nuclear de Angra está localizada em uma região de baixa sismicidade e em águas protegidas. A parte de desastres naturais que mais preocupa são as chuvas torrenciais e o deslizamento de encostas.
A segunda área tratada pelo plano prevê a possibilidade de trabalhar com novos equipamentos que possam ser rapidamente conectados às usinas diante de uma eventual falha da linha de defesa contra catástrofes naturais. O objetivo é suprir as condições de segurança com equipamentos móveis, adquiridos na indústria nacional. São geradores a diesel móveis, motobombas, compressores. “São equipamentos que você possa lançar mão, que não estão fixos. Que você possa colocar em funcionamento, conectar rapidamente”, destacou. Os equipamentos estão todos em processo de compra e deverão estar na central nuclear até o final do ano.
A terceira linha de defesa, de acrodo com Paulo Carneiro, pretende propiciar condições melhores para o plano de emergência, caso todas as ações anteriores venham a falhar e ocorra um acidente na região. “Se um acidente de proporções não puder ser evitado, de que maneira você pode minimizar as consequências para o público e o meio ambiente”, disse.
Ele observou que embora o plano de emergência seja responsabilidade do estado, a Eletronuclear está trabalhando em alguns projetos para dar alternativas ao seu gerenciamento. Diante do questionamento quanto à rota de evacuação por rodovia, por exemplo, a empresa decidiu construir quatro atracadouros no entorno da central, dos quais dois estão com projetos prontos para início de construção este ano e os restantes em 2014, visando a permitir a possibilidade de movimentação de pessoas e materiais via marítima.
O plano estabelece ainda, nessa terceira linha de investimentos, ações que limitem as consequências radiológicas de um acidente, de modo a conter e manter material radioativo confinado. No total, o Plano de Resposta a Fukushima engloba 58 iniciativas.

A segurança das usinas nucleares do país vai receber investimento de R$ 300 milhões até 2016. De acordo com a Eletronuclear, empresa que administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angras dos Reis, o recurso será aplicado em um plano de ação para melhorar a segurança das usinas contra catástrofes naturais.


O assessor da diretoria técnica da Eletronuclear, Paulo Carneiro, coordenador do comitê que elaborou o Plano de Resposta a Fukushima, disse à Agência Brasil, que os investimentos se dividem em duas parcelas: os primeiros R$ 150 milhões já estão definidos para efetivação. “São estudos e projetos já decididos pela empresa”. Institutos de pesquisa nacionais colaboram com os estudos, para que esses tenham uma “apreciação totalmente independente”.


A outra metade é orçamento contingenciado, porque, segundo ele, algumas ações de melhorias ainda dependem da conclusão de estudos. Além de ser uma resposta ao acidente nuclear ocorrido na central de Fukushima Daiichi, no Japão, em 2011, em decorrência de uma catástrofe natural (terremoto seguido de tsunami), o plano resulta da preocupação da Eletronuclear de estar investindo continuamente na melhoria do desempenho e da segurança das usinas, esclareceu Carneiro.


“O plano visa a aplicar na central de Angra tudo aquilo que foi possível aprender, tudo que o acidente de Fukushima destacou para a indústria nuclear internacional”. Dos R$ 150 milhões iniciais, já foram aplicados R$ 30 milhões. A meta da Eletronuclear é que até o final deste ano os recursos investidos para melhorar a proteção e a segurança das usinas nucleares sejam ampliados para R$ 50 milhões.
A primeira área do plano consiste em avaliar a região onde estão situadas as usinas com relação à ameaças naturais, como terremotos, tsunamis, chuvas torrenciais, deslizamentos de encostas. “Tudo que em termos de desastres naturais poderia levar a situação de comprometimento da segurança. Paulo Carneiro lembrou que o local foi objeto de reavaliação para o licenciamento da Usina Angra 3, em construção na central nuclear, que confirmou as bases do projeto.


“As nossas usinas já estavam bem protegidas com relação a esses eventos. Mas, o que Fukushima trouxe de novo para a indústria nuclear foi: aumentem as margens de segurança”. Isso se deve à imprevisibilidade dos fenômenos climatológicos, disse.


Os estudos preveem obras de reforço de contenção de encostas e fortalecimento estrutural da barreira de proteção das usinas contra os movimentos do mar. O assessor da Diretoria Técnica da Eletronuclear destacou, porém, que a central nuclear de Angra está localizada em uma região de baixa sismicidade e em águas protegidas. A parte de desastres naturais que mais preocupa são as chuvas torrenciais e o deslizamento de encostas.


A segunda área tratada pelo plano prevê a possibilidade de trabalhar com novos equipamentos que possam ser rapidamente conectados às usinas diante de uma eventual falha da linha de defesa contra catástrofes naturais. O objetivo é suprir as condições de segurança com equipamentos móveis, adquiridos na indústria nacional. São geradores a diesel móveis, motobombas, compressores. “São equipamentos que você possa lançar mão, que não estão fixos. Que você possa colocar em funcionamento, conectar rapidamente”, destacou. Os equipamentos estão todos em processo de compra e deverão estar na central nuclear até o final do ano.


A terceira linha de defesa, de acrodo com Paulo Carneiro, pretende propiciar condições melhores para o plano de emergência, caso todas as ações anteriores venham a falhar e ocorra um acidente na região. “Se um acidente de proporções não puder ser evitado, de que maneira você pode minimizar as consequências para o público e o meio ambiente”, disse.


Ele observou que embora o plano de emergência seja responsabilidade do estado, a Eletronuclear está trabalhando em alguns projetos para dar alternativas ao seu gerenciamento. Diante do questionamento quanto à rota de evacuação por rodovia, por exemplo, a empresa decidiu construir quatro atracadouros no entorno da central, dos quais dois estão com projetos prontos para início de construção este ano e os restantes em 2014, visando a permitir a possibilidade de movimentação de pessoas e materiais via marítima.


O plano estabelece ainda, nessa terceira linha de investimentos, ações que limitem as consequências radiológicas de um acidente, de modo a conter e manter material radioativo confinado. No total, o Plano de Resposta a Fukushima engloba 58 iniciativas.

 

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