Negócios

Eike Batista busca sócio para reestruturar dívida da petroleira OGX

Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis.

Folha de São Paulo
24/07/2013 12:03
Visualizações: 902

 

O empresário Eike Batista está em busca de sócios que ajudem a reestruturar a dívida da OGX. Segundo a 'Folha' apurou, a Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis, mas outras empresas estão sendo sondadas.
O plano inicial é que os parceiros comprem os títulos da dívida da OGX no exterior, com descontos entre 70% e 80%, e transformem esses bônus em ações, podendo assumir o controle da empresa.
A OGX deve US$ 3,6 bilhões em bônus, vencendo entre 2018 e 2022. Os papéis estão sendo negociados a 15% do valor de face, nível de companhias à beira do calote. Para especialistas, um forte desconto é inevitável para reestruturar a dívida.
A proposta, no entanto, ainda não está madura e não foi comunicada aos credores. Fundos especializados em risco estão comprando os bônus da OGX, mas ainda há investidores que apostaram na empresa desde o início.
Para esses investidores, conforme apurou a 'Folha', é preferível manter o papel, aceitando um deságio, desde que atrelado a compensações futuras, se a situação da empresa melhorar sob o comando do novo sócio.
A dívida da OGX se tornou impagável depois que a produção de petróleo decepcionou e a companhia desistiu de explorar vários blocos.
Mas, para executivos do grupo EBX, a OGX tem atrativos para um sócio estrangeiro: os novos blocos arrematados no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o bom relacionamento com a Petrobras, operadora do pré-sal. Boa parte da equipe da OGX veio da estatal.
Petronas
A Petronas é hoje a principal interessada. A empresa se comprometeu a adquirir 40% do bloco Tubarão Martelo por US$ 850 milhões. A equipe da Petronas já conhece a OGX e circula na sede da EBX no Rio.
A estatal malasiana hoje atua no Brasil no mercado de lubrificantes, mas planeja intensificar a sua presença. Nas últimas semanas, começou uma campanha institucional na TV e no rádio com o mote "nós somos a Petronas".
Com a Malásia elevando as importações de petróleo, a Petronas vem adquirindo ativos no exterior e tem uma parceria estratégica com o fundo Mubadala.
O Mubadala, fundo de desenvolvimento de Abu Dhabi, é um dos principais credores da holding de Eike Batista. Recentemente o empresário pagou US$ 500 milhões ao Mubadala e renegociou outros US$ 1,5 bilhão.
A expectativa é que reestruturação da dívida da OGX só avance depois que a empresa feche as parceiras para os blocos que arrematou no leilão da ANP, o que deve ocorrer nos próximos meses.
Executivos da EBX admitem que a negociação para atrair um sócio é complicada e pode não vingar. Procurada, a OGX disse que as informações "não procedem". A Petronas não localizou um porta-voz. O Mubadala e o BTG Pactual, que coordena a reestruturação do grupo de Eike, não se pronunciaram.

O empresário Eike Batista está em busca de sócios que ajudem a reestruturar a dívida da OGX. Segundo a 'Folha' apurou, a Petronas e o Mubadala são os parceiros mais prováveis, mas outras empresas estão sendo sondadas.


O plano inicial é que os parceiros comprem os títulos da dívida da OGX no exterior, com descontos entre 70% e 80%, e transformem esses bônus em ações, podendo assumir o controle da empresa.


A OGX deve US$ 3,6 bilhões em bônus, vencendo entre 2018 e 2022. Os papéis estão sendo negociados a 15% do valor de face, nível de companhias à beira do calote. Para especialistas, um forte desconto é inevitável para reestruturar a dívida.


A proposta, no entanto, ainda não está madura e não foi comunicada aos credores. Fundos especializados em risco estão comprando os bônus da OGX, mas ainda há investidores que apostaram na empresa desde o início.


Para esses investidores, conforme apurou a 'Folha', é preferível manter o papel, aceitando um deságio, desde que atrelado a compensações futuras, se a situação da empresa melhorar sob o comando do novo sócio.


A dívida da OGX se tornou impagável depois que a produção de petróleo decepcionou e a companhia desistiu de explorar vários blocos.


Mas, para executivos do grupo EBX, a OGX tem atrativos para um sócio estrangeiro: os novos blocos arrematados no último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o bom relacionamento com a Petrobras, operadora do pré-sal. Boa parte da equipe da OGX veio da estatal.



Petronas


A Petronas é hoje a principal interessada. A empresa se comprometeu a adquirir 40% do bloco Tubarão Martelo por US$ 850 milhões. A equipe da Petronas já conhece a OGX e circula na sede da EBX no Rio.


A estatal malasiana hoje atua no Brasil no mercado de lubrificantes, mas planeja intensificar a sua presença. Nas últimas semanas, começou uma campanha institucional na TV e no rádio com o mote "nós somos a Petronas".


Com a Malásia elevando as importações de petróleo, a Petronas vem adquirindo ativos no exterior e tem uma parceria estratégica com o fundo Mubadala.


O Mubadala, fundo de desenvolvimento de Abu Dhabi, é um dos principais credores da holding de Eike Batista. Recentemente o empresário pagou US$ 500 milhões ao Mubadala e renegociou outros US$ 1,5 bilhão.


A expectativa é que reestruturação da dívida da OGX só avance depois que a empresa feche as parceiras para os blocos que arrematou no leilão da ANP, o que deve ocorrer nos próximos meses.


Executivos da EBX admitem que a negociação para atrair um sócio é complicada e pode não vingar. Procurada, a OGX disse que as informações "não procedem". A Petronas não localizou um porta-voz. O Mubadala e o BTG Pactual, que coordena a reestruturação do grupo de Eike, não se pronunciaram.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Biocombustíveis
RenovaBio: ANP divulga metas definitivas para as distrib...
31/03/26
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
Etanol
Produtor de cana avança com novas estratégias para reduz...
31/03/26
Firjan
Estado do Rio pode receber mais de R$ 526 bilhões em inv...
31/03/26
Combustíveis
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o ...
31/03/26
iBEM26
No iBEM 2026, Pason destaca apostas da empresa em digita...
31/03/26
Pessoas
Bow-e anuncia Ciro Neto como CEO
31/03/26
Apoio Offshore
SISTAC amplia contrato com Petrobras para manutenção de ...
31/03/26
IBEM26
Encontro internacional de energia vai abrir calendário m...
30/03/26
Biodiversidade
Maior projeto de biodiversidade marinha inicia na região...
30/03/26
Drilling
BRAVA Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terr...
30/03/26
Combustíveis
Etanol recua no indicador semanal e fecha a sexta-feira ...
30/03/26
Diesel
ANP aprova medidas relativas à subvenção ao óleo diesel
29/03/26
Pessoas
Ocyan anuncia seu novo diretor Jurídico e de Governança
29/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
Biocombustíveis
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da maca...
29/03/26
iBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
iBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de janeiro para...
26/03/26
IBEM26
Práticas ESG do setor de energias renováveis são destaqu...
26/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23