Empresas

Efeito da Rosneft na HRT ainda deve demorar

Companhia russa adquiriu a TNK-BP.

Valor Econômico
24/10/2012 14:22
Visualizações: 729

 

Ainda é cedo para estimar os efeitos, sobre a brasileira HRT, da complicada aquisição de sua sócia TNK-BP pela russa Rosneft, que vai formar a maior empresa de petróleo do mundo entre as de capital aberto, com uma produção de 4,6 milhões de barris de óleo equivalente (BOE), superior à da ExxonMobil. A TNK-BP tem 45% das operações da HRT na Amazônia.
Por enquanto, o fechamento da negociação envolvendo a Alfa-Access-Renova (AAR) e BP - que dividem o controle da TNK-BP com 50% cada - e a Rosneft ainda ocupa todo o tempo dos executivos dessas empresas e por isso o Brasil não está no radar da companhia. "Ainda não dá para dizer o que vai acontecer. O mais provável é que [qualquer decisão sobre o Brasil] demore, pois a Rosneft ainda vai precisar digerir a operação na Rússia, onde a TNK-BP é muito grande. Mais adiante eles podem decidir ficar ou sair", comentou uma fonte.
Em junho, o presidente e fundador da HRT, Márcio Mello, disse ao "Valor" que qualquer desfecho da negociação na Rússia não mudaria "absolutamente nada" as operações no Brasil. Ontem Mello não estava disponível para comentar o assunto.
As discussões em torno da saída da AAR e BP da TNK-BP pode demorar mais do que os 90 dias previstos pelas empresas envolvidas no negócio. E só depois que a Rosneft, que é a maior empresa de petróleo da Rússia, comprar a terceira maior petroleira (a TNK-BP) é que deve se inteirar sobre as operações no exterior.
Também será importante acompanhar os movimentos da AAR para saber onde os bilionários Leonard Blavatnik (Access Industries), Mikhail Fridman (Alfa Group) e Viktor Vekselberg (Renova) - vão investir os US$ 28 bilhões oriundos da venda de sua parte na TNK-BP.
"A AAR pode querer continuar atuando no setor de petróleo fora da Rússia e pode comprar algumas companhias e consolidar. E uma das que está barata é a HRT", avalia a fonte. Por coincidência, a HRT tem hoje em seu conselho de administração Peter O'Brien, um executivo que trabalhou na filial russa do Morgan Stanley e que depois participou da oferta pública inicial de ações da Rosneft em 2006 como diretor financeiro da companhia.
A aquisição do controle da TNK-BP vai custar US$ 45,1 bilhões, dos quais US$ 28 bilhões serão pagos em dinheiro à AAR. Já a BP, que passará a ser sócia da Rosneft, vai receber US$ 17,1 bilhões mais um pacote de 12,84% das ações da compradora. A inglesa vai usar US$ 4,8 bilhões do dinheiro recebido para comprar mais 5,66% da Rosneft detidos pelo governo da Rússia, chegando a um total de 19,75% já que ela já tem 1,25% da maior petroleira russa.
No Brasil, a HRT ainda luta em várias frentes. A infraestrutura para explorar a Amazônia se mostrou caríssima e a companhia ainda precisa dimensionar o tamanho das reservas de gás, que encontrou na região, para depois decidir como transformar esse gás em dinheiro. Um passo nesse sentido foi dado com a assinatura de um acordo com a Petrobras, dona do maior gasoduto da região, para estudarem alternativas conjuntas de escoamento do gás produzido próximo ao campo de Juruá. A HRT já analisava tecnologias para liquefação de gás, seu transporte até Manaus ou Porto Velho para produção de energia elétrica ou fertilizantes.

Ainda é cedo para estimar os efeitos, sobre a brasileira HRT, da complicada aquisição de sua sócia TNK-BP pela russa Rosneft, que vai formar a maior empresa de petróleo do mundo entre as de capital aberto, com uma produção de 4,6 milhões de barris de óleo equivalente (BOE), superior à da ExxonMobil. A TNK-BP tem 45% das operações da HRT na Amazônia.


Por enquanto, o fechamento da negociação envolvendo a Alfa-Access-Renova (AAR) e BP - que dividem o controle da TNK-BP com 50% cada - e a Rosneft ainda ocupa todo o tempo dos executivos dessas empresas e por isso o Brasil não está no radar da companhia. "Ainda não dá para dizer o que vai acontecer. O mais provável é que [qualquer decisão sobre o Brasil] demore, pois a Rosneft ainda vai precisar digerir a operação na Rússia, onde a TNK-BP é muito grande. Mais adiante eles podem decidir ficar ou sair", comentou uma fonte.


Em junho, o presidente e fundador da HRT, Márcio Mello, disse ao "Valor" que qualquer desfecho da negociação na Rússia não mudaria "absolutamente nada" as operações no Brasil. Ontem Mello não estava disponível para comentar o assunto.


As discussões em torno da saída da AAR e BP da TNK-BP pode demorar mais do que os 90 dias previstos pelas empresas envolvidas no negócio. E só depois que a Rosneft, que é a maior empresa de petróleo da Rússia, comprar a terceira maior petroleira (a TNK-BP) é que deve se inteirar sobre as operações no exterior.


Também será importante acompanhar os movimentos da AAR para saber onde os bilionários Leonard Blavatnik (Access Industries), Mikhail Fridman (Alfa Group) e Viktor Vekselberg (Renova) - vão investir os US$ 28 bilhões oriundos da venda de sua parte na TNK-BP.


"A AAR pode querer continuar atuando no setor de petróleo fora da Rússia e pode comprar algumas companhias e consolidar. E uma das que está barata é a HRT", avalia a fonte. Por coincidência, a HRT tem hoje em seu conselho de administração Peter O'Brien, um executivo que trabalhou na filial russa do Morgan Stanley e que depois participou da oferta pública inicial de ações da Rosneft em 2006 como diretor financeiro da companhia.


A aquisição do controle da TNK-BP vai custar US$ 45,1 bilhões, dos quais US$ 28 bilhões serão pagos em dinheiro à AAR. Já a BP, que passará a ser sócia da Rosneft, vai receber US$ 17,1 bilhões mais um pacote de 12,84% das ações da compradora. A inglesa vai usar US$ 4,8 bilhões do dinheiro recebido para comprar mais 5,66% da Rosneft detidos pelo governo da Rússia, chegando a um total de 19,75% já que ela já tem 1,25% da maior petroleira russa.


No Brasil, a HRT ainda luta em várias frentes. A infraestrutura para explorar a Amazônia se mostrou caríssima e a companhia ainda precisa dimensionar o tamanho das reservas de gás, que encontrou na região, para depois decidir como transformar esse gás em dinheiro. Um passo nesse sentido foi dado com a assinatura de um acordo com a Petrobras, dona do maior gasoduto da região, para estudarem alternativas conjuntas de escoamento do gás produzido próximo ao campo de Juruá. A HRT já analisava tecnologias para liquefação de gás, seu transporte até Manaus ou Porto Velho para produção de energia elétrica ou fertilizantes.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25