Pré-Sal

Ecovix acelera projetos de FPSOs

Plataformas começam a ser construídas no RS.

Valor Econômico
01/11/2012 11:02
Visualizações: 1230

 

A construção de oito plataformas de produção idênticas, chamadas de "replicantes", previstas para começar a operar no pré-sal da Bacia de Santos entre 2016 e 2018, deverá deslanchar a partir de agora. Na segunda-feira (29), o primeiro bloco da primeira das oito unidades, pesando cerca de 170 toneladas, foi colocado no dique-seco do Estaleiro Rio Grande (ERG1), na cidade gaúcha homônima.
"É um evento importante pois representa a construção do primeiro casco de uma FPSO no Brasil", diz Daniel Peres, vice-presidente da Engevix Construções Oceânicas (Ecovix), empresa responsável pela execução dos "replicantes". A FPSO é a sigla em inglês para plataforma que produz, estoca e escoa petróleo.
O começo da montagem da primeira plataforma no dique-seco do ERG1 foi possível depois que a plataforma P-55 foi retirada do local. No dique, a P-55 passou por uma operação de deck mating, inédita no Brasil. Na operação, o convés da plataforma foi içado a mais de 47 metros e acoplado ao casco da unidade. A P-55 saiu do dique no dia 21 deste mês e, segundo informações de fontes próximas ao consórcio Quip, responsável pela plataforma, a unidade vai ficar ancorada junto ao cais do ERG1 para que seja concluída a integração e sejam feitos testes nos sistemas antes da entrada em produção, prevista para 2013.
Com a saída da P-55, o dique, uma estrutura de 360 metros de comprimento por 160 metros de largura, foi esvaziado de 642 milhões de litros de água e preparado para receber os blocos da plataforma. A partir de agora será possível montar os "replicantes" em série. A primeira FPSO deve sair do dique em outubro de 2013 e, a contar daí, haverá saídas de plataformas a cada seis meses até a oitava unidade.
Peres disse que a fabricação dos primeiros blocos no ERG1 começou fora do dique-seco em maio de 2011. "Hoje temos um depósito enorme de blocos." Segundo ele, a construção das FPSOs exige 288 blocos por unidade, mas o ERG partiu para um processo de produção que considera a união de mais de um bloco, o que resulta em "megablocos". "Assim, vamos ter 101 megablocos para formar o casco da primeira unidade no dique-seco", afirma Peres.
Esse conceito será aplicado a todas as oito unidades. O valor do contrato da Ecovix com a Petrobras para a construção dos oito cascos é de US$ 3,5 bilhões. Para construir os cascos, o estaleiro contratou a engenharia básica com a sueca GVA e acertou consultoria com a coreana Cosco.
Peres afirma que o cronograma de construção dos cascos está sob controle, mas admite que a obra representa um grande desafio. "O trabalho está dentro do que estava programado", diz. Ele afirmou que, a partir de 2013, o estaleiro vai usar um novo guindaste, comprado por R$ 240 milhões, com capacidade de elevação de duas mil toneladas. O equipamento vai permitir acelerar o trabalho com os megablocos dentro do dique-seco do Estaleiro Rio Grande.

A construção de oito plataformas de produção idênticas, chamadas de "replicantes", previstas para começar a operar no pré-sal da Bacia de Santos entre 2016 e 2018, deverá deslanchar a partir de agora. Na segunda-feira (29), o primeiro bloco da primeira das oito unidades, pesando cerca de 170 toneladas, foi colocado no dique-seco do Estaleiro Rio Grande (ERG1), na cidade gaúcha homônima.


"É um evento importante pois representa a construção do primeiro casco de uma FPSO no Brasil", diz Daniel Peres, vice-presidente da Engevix Construções Oceânicas (Ecovix), empresa responsável pela execução dos "replicantes". A FPSO é a sigla em inglês para plataforma que produz, estoca e escoa petróleo.


O começo da montagem da primeira plataforma no dique-seco do ERG1 foi possível depois que a plataforma P-55 foi retirada do local. No dique, a P-55 passou por uma operação de deck mating, inédita no Brasil. Na operação, o convés da plataforma foi içado a mais de 47 metros e acoplado ao casco da unidade. A P-55 saiu do dique no dia 21 deste mês e, segundo informações de fontes próximas ao consórcio Quip, responsável pela plataforma, a unidade vai ficar ancorada junto ao cais do ERG1 para que seja concluída a integração e sejam feitos testes nos sistemas antes da entrada em produção, prevista para 2013.

Com a saída da P-55, o dique, uma estrutura de 360 metros de comprimento por 160 metros de largura, foi esvaziado de 642 milhões de litros de água e preparado para receber os blocos da plataforma. A partir de agora será possível montar os "replicantes" em série. A primeira FPSO deve sair do dique em outubro de 2013 e, a contar daí, haverá saídas de plataformas a cada seis meses até a oitava unidade.


Peres disse que a fabricação dos primeiros blocos no ERG1 começou fora do dique-seco em maio de 2011. "Hoje temos um depósito enorme de blocos." Segundo ele, a construção das FPSOs exige 288 blocos por unidade, mas o ERG partiu para um processo de produção que considera a união de mais de um bloco, o que resulta em "megablocos". "Assim, vamos ter 101 megablocos para formar o casco da primeira unidade no dique-seco", afirma Peres.


Esse conceito será aplicado a todas as oito unidades. O valor do contrato da Ecovix com a Petrobras para a construção dos oito cascos é de US$ 3,5 bilhões. Para construir os cascos, o estaleiro contratou a engenharia básica com a sueca GVA e acertou consultoria com a coreana Cosco.


Peres afirma que o cronograma de construção dos cascos está sob controle, mas admite que a obra representa um grande desafio. "O trabalho está dentro do que estava programado", diz. Ele afirmou que, a partir de 2013, o estaleiro vai usar um novo guindaste, comprado por R$ 240 milhões, com capacidade de elevação de duas mil toneladas. O equipamento vai permitir acelerar o trabalho com os megablocos dentro do dique-seco do Estaleiro Rio Grande.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25