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EBSE terá fábrica de tubos em Pernambuco

<p>A empresa carioca EBSE Solu&ccedil;&otilde;es de Engenharia (antiga Empresa Brasileira de Solda El&eacute;trica) acaba de ganhar concorr&ecirc;ncia para construir os seis separadores de produtos das plataformas P-58 e P-62, da Petrobras, com o pre&ccedil;o de &euro; 3,9 milh&otilde;es (aproximad

Valor Econômico
01/03/2010 07:41
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A empresa carioca EBSE Soluções de Engenharia (antiga Empresa Brasileira de Solda Elétrica) acaba de ganhar concorrência para construir os seis separadores de produtos das plataformas P-58 e P-62, da Petrobras, com o preço de € 3,9 milhões (aproximadamente R$ 11 milhões). A companhia também prepara-se para inaugurar uma fábrica de tubulações em Itapicumã, próximo à Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, substituindo uma unidade que está sendo desativada em Jacareí, no interior de São Paulo. A empresa vai construir também tubulações especiais para a futura usina nuclear de Angra 3.

Apesar da constatação de que o mercado somente agora está em fase de reaquecimento, o diretor superintendente da EBSE, Marcelo Bonilha, disse esperar para este ano um faturamento de R$ 185 milhões, quase 50% maior do que os R$ 125 milhões do ano passado. Segundo o executivo, a Petrobras, principal mercado da empresa, voltou a acelerar as compras de equipamentos para a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e começa a "botar na rua" licitações para compras destinadas a outros projetos, especialmente para construção de plataformas.

Com a conquista do contrato para fazer os separadores - equipamentos que separam o petróleo extraído do poço do gás, da água e da areia que sobem à superfície junto com o óleo - das plataformas P-58 (campo de Baleia Azul, ES) e P-62 (campo de Roncador, RJ), a EBSE passou a contar em sua carteira com encomendas dos mesmos equipamentos para cinco plataformas.

Além das duas já citadas, a empresa fará os separadores das unidades P-55 (também para Roncador), P-57 (campo de Jubarte, ES) e Cherne (revitalização, na bacia de Campos, RJ). Todos os separadores serão construídos em parceria com a holandesa Frames, empresa detentora do pacote tecnológico dos equipamentos. A contratação dos separadores na EBSE faz parte de um processo de nacionalização desses equipamentos que, segundo Bonilha, antes eram inteiramente importados. A tecnologia adotada, contudo, continua sendo estrangeira.

Sobre a fábrica de Pernambuco, Bonilha disse que ela deve entrar em funcionamento no próximo mês, com investimento de apenas R$ 3 milhões. Segundo ele, o investimento será baixo porque a EBSE está alugando, com opção de compra, um galpão já equipado com pontes rolantes para a movimentação das peças em fabricação.

Além disso, como a nova fábrica vai, na realidade, substituir a unidade de Jacareí, a maior parte dos equipamentos será simplesmente transferida de um Estado para o outra. Bonilha disse que a fábrica de Jacareí está sendo fechada porque os contratos que justificavam sua existência estão chegando ao fim. A unidade principal da EBSE fica no bairro de Santíssimo, zona oeste do Rio, onde ela produz, principalmente, tubos de aço.

Em relação os tubos com aços especiais para a futura usina de Angra 3, Bonilha disse que a EBSE beneficiou-se de contratos que já existiam desde o tempo da contratação das usinas Angra 1 e 2, reativado agora que o governo federal decidiu retomar as obras de Angra 3.

A EBSE pertenceu originalmente ao grupo Macife, passando depois ao controle do antigo Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj). Com a privatização do Banerj, em 1997 (comprado pelo banco Itaú), a empresa ficou sob controle do Berj, parte do antigo banco estadual que não foi privatizada e que permanece até hoje sob controle do Estado. Em 2000, a MPE adquiriu o controle da EBSE com 51% do seu capital, permanecendo os outros 49% de posse do Berj.

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