Empresas

EBrasil busca sócio para expandir geração térmica

Valor Econômico
22/08/2011 11:55
Visualizações: 531
Especialista em termogeração, a pernambucana EBrasil ficou de fora do leilão promovido pelo governo federal na semana passada, quando foram vendidos 2.744 megawatts (MW) de energia para entrega em 2014. Sem a licença ambiental exigida, a empresa não pôde ofertar no certame parte dos 560 MW que pretende gerar no município de Anchieta, no sul do Espírito Santo. Com sete projetos em carteira, que juntos somam 2 mil MW, a EBrasil se concentra agora na busca de um sócio estratégico que a ajude a entrar com força nos próximos leilões.

Atualmente, a preferência é por parceiros internacionais. "Acreditamos que a oportunidade é melhor para grupos estrangeiros. Eles têm demonstrado mais apetite para investir nos mercados emergentes, sobretudo no segmento de energia", afirmou o diretor financeiro da EBrasil, Leopoldo Bruggen.

Apesar da cautela com as cifras, há expectativa de se atrair um aporte de pelo menos R$ 500 milhões por 50% da EBrasil, criada em 2001 pelo paulista Dionon Lustosa Cantareli, dono e atual presidente da empresa. Radicado em Pernambuco, ele começou a empreender em 1993 com uma fábrica de pisos cerâmicos. Cinco anos mais tarde, passou a produzir louças sanitárias, negócio vendido em 2008 para a Duratex.

A experiência nos dois setores, intensivos em energia elétrica, incentivou o empresário a ingressar na termogeração. Com faturamento de R$ 172 milhões em 2010, a EBrasil tem participação em quatro complexos termelétricos, sendo dois em Pernambuco, um na Paraíba e outro no Amazonas. Juntas, as unidades podem gerar mais de 700 MW de energia a partir de biomassa e óleo combustível.

Para as usinas futuras, no entanto, a operação será baseada em gás natural. "Com a exploração das reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal, há uma enorme probabilidade do direcionamento do gás para queima direta na geração térmica, conservando mais água nas barragens e evitando o desperdício do próprio gás por queima nas plataformas ou a re-injeção nos reservatórios", justificam os executivos.

Além dos 560 MW previstos para o Espírito Santo, a carteira de projetos em desenvolvimento da EBrasil contempla atualmente a geração de 1.050 MW em Alagoas e 448 MW no sul da Bahia. Pelos cálculos de Cantareli, todos os empreendimentos demandariam um investimento próximo a R$ 3,5 bilhões.

Após as primeiras sondagens, a empresa concluiu que os chineses seriam os parceiros em melhores condições de entrar no negócio, porém foi com os americanos que as conversas evoluíram. "Parece que na China há sempre um aspecto político inserido no meio da negociação. Os americanos são muito mais objetivos", comparou o diretor financeiro.

Seja qual for a nacionalidade do futuro parceiro, a EBrasil está arrumando a casa para receber bem os novos sócios. Entre as principais medidas tomadas nessa direção estão o equilíbrio do caixa e o pagamento das dívidas, bem como o equacionamento de todos os riscos de engenharia. Até o fim do ano, os executivos esperam dar início ao processo conhecido por "road show", pelo qual a empresa e seus números serão apresentados a potenciais investidores.

O banco Pátria foi contratado para fazer "a propaganda" da EBrasil no mercado. O objetivo é promover um aumento de capital por meio de oferta privada de ações. Cantareli admite negociar até 50% da empresa, mas não esconde a preferência por vender só 49% para se manter majoritário.

O empresário também quer continuar no Nordeste, onde mora há mais de 20 anos. Além da praia de Boa Viagem vista da janela do escritório, sua empresa goza de importantes benefícios fiscais que são oferecidos pelo governo federal para geração de energia na região. "As linhas de financiamento do Banco do Nordeste para esse negócio também são imbatíveis", acrescentou Cantareli.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Produção de petróleo e gás em agosto de 2026 alcançou 6,...
01/10/26
Workshop
Petrobras, Shell, ArcelorMittal e IBRAM discutem desafio...
01/10/26
Normas
ANP recebe contribuições sobre revisão da norma para reg...
01/10/26
ROG.e 2026
Petrobras e Petronect levam nova solução para compras de...
30/09/26
Premiação
Mirante Tecnologia vence prêmio da Petrobras de melhor f...
30/09/26
ROG.e 2026
Empresa Piracicaba apresentou lançamentos em um dos prin...
30/09/26
Combustíveis
Diesel S-10 acumula alta de 15,1% em 12 meses, aponta Mo...
30/09/26
Segurança + IA
CTO da Oakmont é um dos representantes brasileiros no en...
29/09/26
Gás Natural
ANP realiza 2° Workshop para debater Gas Release
29/09/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25