Combustíveis

E30: estudo comprova viabilidade e estima redução de 1,7 milhão de toneladas de CO₂ emitida

Os resultados apresentados em evento no Ministério de Minas e Energia mostram que o aumento de 30% da mistura de etanol na gasolina, além de garantir benefícios ambientais, também vai impulsionar a economia nacional.

Redação TN Petróleo/Assessoria MME
18/03/2025 07:15
E30: estudo comprova viabilidade e estima redução de 1,7 milhão de toneladas de CO₂ emitida Imagem: Divulgação Visualizações: 1566

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nessa segunda-feira, 17, os resultados dos testes sobre a viabilidade técnica do aumento de mistura de etanol na gasolina dos atuais 27% para 30%. Conduzido pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), o estudo mostra que, além de viável, a medida vai diminuir em pelo menos 1,7 milhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa por ano.

Participaram do evento diversas entidades dos setores automotivo, sucroenergético e de bioenergia, CEOs de usinas produtoras de etanol, parlamentares e especialistas em tecnologia automotiva. As análises confirmaram a viabilidade técnica da nova mistura, enquanto o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a medida deve reduzir o preço do combustível na bomba e consolidar a independência do Brasil da importação de gasolina.

De acordo com o MME, a transição do atual E27 para o E30 pode evitar que milhões de litros de gasolina sejam importados todos os anos, acelerando a produção nacional de biocombustíveis e aumentando em 1,5 bilhão de litros a demanda por etanol. Durante o anúncio, Silveira também ressaltou os impactos positivos da medida.

"Estamos dando mais um passo para transformar o combustível do futuro em combustível do presente. O E30 não apenas reduz o custo para o consumidor, mas fortalece a economia e a segurança energética do Brasil", afirmou o ministro, em alusão ao programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento da mistura desde que confirmada sua viabilidade técnica, entre outras medidas que impulsionam a transição energética. Silveira destacou ainda que a nova mistura deve gerar 25 mil empregos e atrair R$ 9 bilhões em investimentos para o setor.

O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, disse que a iniciativa fortalece a segurança energética nacional e impulsiona a descarbonização. "São evidências que não deixam dúvidas sobre as nossas estimativas: o etanol é bom para o carro, é bom para as pessoas e é bom para o meio ambiente. Estamos falando de um importante ativo brasileiro, cada vez mais reconhecido pelo mundo", afirmou. Ele também destacou o compromisso do Ministério de Minas e Energia e do Congresso Nacional com os avanços no marco legal para o reconhecimento do importante papel dos biocombustíveis na transição para baixo carbono.
Ainda de acordo com Gussi, o avanço do E30 reforça a posição do Brasil na vanguarda da transição energética global. "O Japão já anunciou que chegará a 20% de mistura de etanol na gasolina. A Índia já está em 15% e avança para 20%, assim como Indonésia, Malásia, Tailândia e África do Sul. Cada vez mais países despertam para o valor desse grande ativo – e o Brasil, novamente, lidera esse movimento", destacou Gussi.
 

Indicadores avaliados

As análises avaliaram a dirigibilidade, o desempenho e as emissões de 16 veículos leves e 13 motocicletas, comparando a mistura padrão de 27% de etanol com a mistura de 30% (E30). Os resultados indicaram que não há impacto relevante no desempenho dos motores e que o uso do E30 é tecnicamente viável.

O próximo passo será levar a proposta ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "O Brasil conta com uma equipe técnica comprometida, preparada e uma visão de longo prazo. O setor sucroenergético está pronto para essa transição e para seguir gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País", concluiu Gussi.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23