Diretor confirma que navios destinados à área de abastecimento serão feitos no Brasil
O grande volume de encomendas dos estaleiros nacionais não vai impedir que os 23 navios que serão contratados pela Transpetro no âmbito do segundo Programa de Modernização da Frota e que os 21 navios que serão licitados pela área de Abastecimento da Petrobras sejam feitos no Brasil.<BR> <BR>...
Valor Online
02/06/2008 21:00
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O grande volume de encomendas dos estaleiros nacionais não vai impedir que os 23 navios que serão contratados pela Transpetro no âmbito do segundo Programa de Modernização da Frota e que os 21 navios que serão licitados pela área de Abastecimento da Petrobras sejam feitos no Brasil.
Não há nenhuma possibilidade de que esses navios não sejam construídos no Brasil, frisou Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da estatal, que não deu detalhes sobre quando a licitação deverá ser lançada.
Esta semana, a indústria naval, representada pelo sindicato do setor, o Sinaval, entregou carta à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e à Petrobras, alertando sobre a falta de capacidade da indústria nacional para construir o primeiro lote de sondas - de um grupo total de 40 - que serão contratadas pela estatal até 2017. Desta forma, as primeiras sondas devem ser construídas no exterior.
Costa revelou ainda que a companhia vai colocar em operação, em breve, as três primeiras usinas de produção de biodiesel pertencentes à empresa. As unidades (uma na Bahia, uma em Minas Gerais e outra no Ceará) vão produzir cerca de 150 milhões de litros por ano. O executivo confirmou que a meta da Petrobras é atingir a produção de 800 milhões de litros de biodiesel por ano em 2012 e que as próximas unidades a entrar em operação terão tecnologia desenvolvida no Cenpes, o centro de tecnologia da estatal - ao contrário das três primeiras unidades, que tiveram a tecnologia comprada.
O diretor também afirmou que a empresa controlada pela Petrobras que será criada para gerir as operações com biocombustíveis da estatal deve estar constituída até o fim deste ano.
A empresa está em fase de constituição e agora tem toda aquela parte burocrática. Espero que em 90 dias isto já esteja solucionado, ressaltou Costa, acrescentando que, entre 2008 e 2012, o setor de biocombustíveis na estatal deve receber investimentos de US$ 1,5 bilhão.
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