Energia Eólica

Dinamarca aposta na energia dos ventos para ter eletricidade de baixo carbono

G1
11/12/2009 10:00
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A Dinamarca, país que sedia a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas ( COP 15 ) aposta alto numa das formas de energia mais renováveis que a natureza pode oferecer - o vento. Um dos pioneiros no setor de energia eólica, o país começou a desenvolver esse tipo de geração nos anos 70 por causa da crise do petróleo.


Agora, está se preparando para não usar mais combustíveis fósseis na geração de energia até 2050 - apenas energia eólica e de biomassa. "Até 2025 esperamos já ter alcançado 50%", diz o presidente da Associação Dinamarquesa da Indústria Eólica, Jan Hylleberg. "Hoje em dia, produzimos 3.600 megawatts e, em 2020, teremos 6.200 megawatts de capacidade em energia eólica". Isso equivale a quase metade da potência instalada de Itaipu para um país com 5,5 milhões de habitantes.


Segundo Hylleberg, a opção pela energia sustentável não envolve apenas o empenho da indústria para desenvolver o setor. É preciso também o apoio do governo e da sociedade. "Além do desenvolvimento de turbinas, foi necessário desenvolver um sistema de rede elétrica capaz de lidar com tanta energia renovável", explica.


A indústria de energia eólica dinamarquesa inclui mais de 200 empresas e defende sua tecnologia como a forma mais rápida de instalar geradores com baixa emissão de carbono para a atmosfera.


Middelgrunden


Um exemplo do apoio da população à geração de energia pela força dos ventos é o parque eólico de Middelgrunden, situado no mar, 3,5 quilômetros distante de Copenhague. Ela pertence parcialmente a uma cooperativa de investidores que acreditaram no projeto nos anos 90. Hoje o parque dá lucro.


Middelgrunden, com suas 20 turbinas de 64 metros de altura, já foi o maior parque eólico marítimo do mundo. As pás têm 38 metros de comprimento. Ao todo, são 40 megawatts de potência, capacidade suficiente para fornecer energia equivalente a 3% da demanda da capital dinamarquesa.


A instalação de parques eólicos no mar é mais complexa que na terra por causa da dificuldade de transporte e fixação da turbina. No entanto, como explica Anders Jensen, presidente da Vestas Offshore, empresa que produz e vende geradores desse tipo pelo mundo, o esforço é recompensado com 50% mais produtividade graças à maior quantidade de vento e maior estabilidade do fluxo de ar.


"O vento varia, mas pode ser previsto. Prevendo os ventos, é possível maximizar o sistema", explica o executivo. Ele ressalta o que considera a maior vantagem geopolítica da energia eólica: "Só alguns países têm petróleo, mas todos têm vento."
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