Evento

Diálogos da MEI debate a participação industrial nas cadeias globais de valor

Ascom CNI
25/07/2014 10:46
Diálogos da MEI debate a participação industrial nas cadeias globais de valor Imagem: José Paulo Lacerda Visualizações: 991

 

O Brasil ainda enfrenta dificuldades que limitam a participação do setor produtivo em cadeias globais de valor. Entre elas, estão os elevados custos de produção, baixa produtividade do trabalho, produtos e serviços pouco inovadores, baixos índices de internacionalização das empresas brasileiras e pouca participação do país em acordos internacionais de comércio.
A busca por soluções para superar esses entraves foi debatida na primeira edição do Diálogos da MEI – rodada de discussões que irão aprofundar os temas da agenda da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). O encontro de estreia foi na quinta-feira (24), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, e reuniu 50 convidados entre representantes da indústria e do governo federal.
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, abriu a sessão e salientou o fortalecimento do trabalho da MEI com discussões mais técnicas a fim de aprimorar as propostas de políticas públicas de inovação. "Os cenários que se desenham são de estagnação, e nós precisamos continuar trabalhando contra isso. Essa nossa iniciativa vai ao encontro das propostas com as quais temos trabalhado ao longo dos anos", disse Braga de Andrade.
Já Pedro Wongtschowsi, executivo do Grupo Ultra, falou sobre a importância de o país tornar-se um player mais competitivo e inserido em cadeias globais de valor. "O Brasil só vai conseguir fazer parte dessas cadeias por meio de inovação e tecnologia. O fundamental é agregar mais valor aos produtos para poder crescer economicamente, se integrar e exercitar a competitividade", analisou.
Por enquanto, a participação do Brasil ainda é baseada em bens primários, enquanto os países desenvolvidos entram com inovação, design, pesquisa e desenvolvimento, marketing e distribuição. Entre os benefícios inseridos nas cadeias globais de valor apresentados por Wongtschowsi, estão a ampliação das taxas de crescimento econômico, atração de investimentos estrangeiros, modernização em processos e da matriz industrial.
Para o presidente da Agência Brasileira de Inovação (Finep), Glauco Arbix, o principal desafio é a qualidade do investimento brasileiro. Segundo ele, o país está conceitualmente pronto para avançar. "Nós só temos que arregaçar as mangas para aumentar a ambição tecnológica nas empresas que precisam investir mais e, principalmente, inovar mais", disse.
Glauco Arbix antecipou a notícia do lançamento do Finep 30 Dias, programa para instituições de ciência e tecnologia que, a exemplo das empresa, também terão 30 dias para a análise de projetos para financiamento. O programa será anunciado no dia 4 de agosto, no Rio de Janeiro.
Case de sucesso
Convidado especial do primeiro Diálogos da MEI, Karan Bhatia, vice-presidente e conselheiro-sênior de Assuntos Governamentais Globais e Políticas Públicas da General Electric (GE) trouxe exemplos e conceitos trabalhados pela empresa, que é referência em inovação.
Segundo ele, a inovação precisa ser simultaneamente localizada e globalizada. "Mais do que nunca, a inovação localizada precisa atender a necessidades específicas do mercado. Já no campo globalizado, o desafio é aprender a mesclar talentos, ideias e conhecimentos em todo o mundo", pontuou Bhatia.
O executivo destacou, também, o trabalho conjunto dos setores privado e público para o estímulo às atividades inovativas. "É preciso enxergar que, por meio da inovação, nós podemos melhorar a vida das pessoas, o bem estar social como um todo", concluiu.

O Brasil ainda enfrenta dificuldades que limitam a participação do setor produtivo em cadeias globais de valor. Entre elas, estão os elevados custos de produção, baixa produtividade do trabalho, produtos e serviços pouco inovadores, baixos índices de internacionalização das empresas brasileiras e pouca participação do país em acordos internacionais de comércio.

A busca por soluções para superar esses entraves foi debatida na primeira edição do Diálogos da MEI – rodada de discussões que irão aprofundar os temas da agenda da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). O encontro de estreia foi na quinta-feira (24), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, e reuniu 50 convidados entre representantes da indústria e do governo federal.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, abriu a sessão e salientou o fortalecimento do trabalho da MEI com discussões mais técnicas a fim de aprimorar as propostas de políticas públicas de inovação. "Os cenários que se desenham são de estagnação, e nós precisamos continuar trabalhando contra isso. Essa nossa iniciativa vai ao encontro das propostas com as quais temos trabalhado ao longo dos anos", disse Braga de Andrade.

Já Pedro Wongtschowsi, executivo do Grupo Ultra, falou sobre a importância de o país tornar-se um player mais competitivo e inserido em cadeias globais de valor. "O Brasil só vai conseguir fazer parte dessas cadeias por meio de inovação e tecnologia. O fundamental é agregar mais valor aos produtos para poder crescer economicamente, se integrar e exercitar a competitividade", analisou.

Por enquanto, a participação do Brasil ainda é baseada em bens primários, enquanto os países desenvolvidos entram com inovação, design, pesquisa e desenvolvimento, marketing e distribuição. Entre os benefícios inseridos nas cadeias globais de valor apresentados por Wongtschowsi, estão a ampliação das taxas de crescimento econômico, atração de investimentos estrangeiros, modernização em processos e da matriz industrial.

Para o presidente da Agência Brasileira de Inovação (Finep), Glauco Arbix, o principal desafio é a qualidade do investimento brasileiro. Segundo ele, o país está conceitualmente pronto para avançar. "Nós só temos que arregaçar as mangas para aumentar a ambição tecnológica nas empresas que precisam investir mais e, principalmente, inovar mais", disse.

Glauco Arbix antecipou a notícia do lançamento do Finep 30 Dias, programa para instituições de ciência e tecnologia que, a exemplo das empresa, também terão 30 dias para a análise de projetos para financiamento. O programa será anunciado no dia 4 de agosto, no Rio de Janeiro.


Case de sucesso

Convidado especial do primeiro Diálogos da MEI, Karan Bhatia, vice-presidente e conselheiro-sênior de Assuntos Governamentais Globais e Políticas Públicas da General Electric (GE) trouxe exemplos e conceitos trabalhados pela empresa, que é referência em inovação.

Segundo ele, a inovação precisa ser simultaneamente localizada e globalizada. "Mais do que nunca, a inovação localizada precisa atender a necessidades específicas do mercado. Já no campo globalizado, o desafio é aprender a mesclar talentos, ideias e conhecimentos em todo o mundo", pontuou Bhatia.

O executivo destacou, também, o trabalho conjunto dos setores privado e público para o estímulo às atividades inovativas. "É preciso enxergar que, por meio da inovação, nós podemos melhorar a vida das pessoas, o bem estar social como um todo", concluiu.

 

*Na foto: Robson Braga de Andrade (CNI), Rafael Lucchesi (Senai), Glauco Arbix (Finep), Carlos Alberto Santos (Sebrae) e David Kupfer (BNDES).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.