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Desenvix vai à Justiça contra chinesa Sinovel por suspeita de pirataria

A Sinovel está sendo acusada de roubar códigos de software que acionam suas turbinas.

Valor Econômico
02/08/2012 10:45
Visualizações: 637

 

A Sinovel, segunda maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, em termos de produção, está sendo perseguida na Justiça por um de seus maiores clientes internacionais, sob a alegação de que a companhia chinesa roubou alguns códigos de software que acionam suas turbinas.
Em uma complexa teia de disputas legais, a Desenvix, companhia brasileira de energia, entrou na Justiça contra a Sinovel em uma corte brasileira, numa tentativa de forçar a companhia chinesa a fornecer o código do software que está dentro das 23 turbinas que ela adquiriu no ano passado.
A Desenvix acredita que os códigos de software podem ter sido roubados de outra companhia, a fabricante americana de componentes AMSC. Os códigos já estão sendo alvos de disputa legal iniciada há um ano entre a AMSC, que está processando a Sinovel em cortes chinesas, sob a alegação de roubo de propriedade intelectual.
A AMSC também entrou na Justiça no Brasil contra a Desenvix este ano, na tentativa de conseguir acesso aos códigos inseridos nas turbinas que estão com a brasileira. Isso, por sua vez, levou a Desenvix a lançar seus próprios procedimentos legais contra a Sinovel.
Os fabricantes chineses de turbinas cresceram nos últimos cinco anos e estão entre os maiores do mundo. Mas a Sinovel, a maior fabricante de turbinas da China, enfrenta alegações crescentes de que comete roubo de propriedade intelectual, acusações anteriormente feitas contra outras companhias chinesas, como as fabricantes de trens de alta velocidade, por concorrentes estrangeiros.
"A recusa contínua da Sinovel em fornecer provas de que as turbinas não contém roubo de propriedade intelectual não nos deixa - e também aos seus clientes - nenhuma escolha a não ser entrar na Justiça para que as turbinas sejam inspecionadas", disse John Powell, conselheiro-geral da AMSC.
A Sinovel já foi o maior cliente da AMSC - respondendo por mais de dois terços da receita da companhia americana no último trimestre de 2010 -, mas a relação foi desfeita no começo de 2010, depois que a Sinovel deixou de pagar equipamentos recebidos no valor de mais de US$ 50 milhões.
As disputas legais já lançaram um manto de suspeita sobre os projetos internacionais da Sinovel.
A Desenvix e a Energen, uma companhia controlada pelo grupo brasileiro de energia, entraram com uma ação coletiva contra a Sinovel em 6 de julho, segundo um rol de processos obtido pelo "Financial Times".
A Desenvix não quis comentar o assunto. A Sinovel recusou-se a comentar disputas legais novas. E entrevistas anteriores ao "Financial Times", a Sinovel negou a existência de delito.

A Sinovel, segunda maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, em termos de produção, está sendo perseguida na Justiça por um de seus maiores clientes internacionais, sob a alegação de que a companhia chinesa roubou alguns códigos de software que acionam suas turbinas. Em uma complexa teia de disputas legais, a Desenvix, companhia brasileira de energia, entrou na Justiça contra a Sinovel em uma corte brasileira, numa tentativa de forçar a companhia chinesa a fornecer o código do software que está dentro das 23 turbinas que ela adquiriu no ano passado.


A Desenvix acredita que os códigos de software podem ter sido roubados de outra companhia, a fabricante americana de componentes AMSC. Os códigos já estão sendo alvos de disputa legal iniciada há um ano entre a AMSC, que está processando a Sinovel em cortes chinesas, sob a alegação de roubo de propriedade intelectual. A AMSC também entrou na Justiça no Brasil contra a Desenvix este ano, na tentativa de conseguir acesso aos códigos inseridos nas turbinas que estão com a brasileira. Isso, por sua vez, levou a Desenvix a lançar seus próprios procedimentos legais contra a Sinovel.


Os fabricantes chineses de turbinas cresceram nos últimos cinco anos e estão entre os maiores do mundo. Mas a Sinovel, a maior fabricante de turbinas da China, enfrenta alegações crescentes de que comete roubo de propriedade intelectual, acusações anteriormente feitas contra outras companhias chinesas, como as fabricantes de trens de alta velocidade, por concorrentes estrangeiros.


"A recusa contínua da Sinovel em fornecer provas de que as turbinas não contém roubo de propriedade intelectual não nos deixa - e também aos seus clientes - nenhuma escolha a não ser entrar na Justiça para que as turbinas sejam inspecionadas", disse John Powell, conselheiro-geral da AMSC.


A Sinovel já foi o maior cliente da AMSC - respondendo por mais de dois terços da receita da companhia americana no último trimestre de 2010 -, mas a relação foi desfeita no começo de 2010, depois que a Sinovel deixou de pagar equipamentos recebidos no valor de mais de US$ 50 milhões. As disputas legais já lançaram um manto de suspeita sobre os projetos internacionais da Sinovel.


A Desenvix e a Energen, uma companhia controlada pelo grupo brasileiro de energia, entraram com uma ação coletiva contra a Sinovel em 6 de julho, segundo um rol de processos obtido pelo "Financial Times". A Desenvix não quis comentar o assunto. A Sinovel recusou-se a comentar disputas legais novas. E entrevistas anteriores ao "Financial Times", a Sinovel negou a existência de delito.

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