Biocombustíveis

Dedini e Novozymes assinam acordo sobre etanol celulósico

A Dedini Indústrias de Base, líder no mercado sucroalcooleiro; e a Novozymes A/S, empresa dinamarquesa líder mundial em bioinovação, assinaram um memorandum de entendimento para dar continuidade à pesquisa e desenvolvimento de uma rota tecnológica para a produção de etanol celulósico no Br

Redação
16/07/2010 17:36
Visualizações: 1245
A Dedini Indústrias de Base, líder no mercado sucroalcooleiro; e a Novozymes A/S, empresa dinamarquesa líder mundial em bioinovação, assinaram um memorandum de entendimento para dar continuidade à pesquisa e desenvolvimento de uma rota tecnológica para a produção de etanol celulósico no Brasil.
 
 
Os parceiros tiveram um encontro em Piracicaba, SP, e esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no país diante da grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com uma moagem superior a 600 milhões de toneladas ao ano, dos quais 27 bilhões de litros são utilizados na produção de etanol.
 

Novozymes, detentora de quase metade do mercado mundial na produção de enzimas e soluções enzimáticas, apresentou recentemente a primeira enzima comercialmente viável para a produção de etanol celulósico. As enzimas decompõem os resíduos agrícolas, como palha de milho, palha de trigo, aparas de madeira e bagaço, permitindo a fermentação do etanol. A Dedini, que fabrica equipamentos para o mercado sucroalcooleiro, desenvolveu um processo químico de hidrólise com ácido diluído e utilizando um solvente da lignina. O objetivo dessa parceria é desenvolver um processo que utiliza a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos da cana-de-açúcar e que resultará na implantação de uma usina de demonstração, integrada a uma refinaria.
 

Para José Luiz Olivério, vice-presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no sentido de tornar o etanol celulósico uma realidade.
 
"Nós já tivemos grandes avanços com o DHR-Dedini Hidrólise Rápida, uma tecnologia que utiliza o processo com ácido diluído. Há cerca de dois anos, a Dedini busca parceiros para permitir uma solução em escala industrial, baseado na combinação de experiências e tecnologias que possam resultar na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil", disse Olivério. "A parceria com a Novozymes vai contribuir significativamente para atingir este objetivo", completou.
 
 
"Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço disponível, há uma oportunidade considerável de crescimento neste mercado. A parceria com a Dedini, a maior fornecedora de tecnologia e equipamentos para a indústria da cana brasileira, vai nos ajudar a abrir este potencial mercado", disse o presidente mundial da Novozymes, Steen Riisgaard, que esteve no Brasil na última semana.

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