Agronegócio

Datagro prevê moagem de cana menor

Valor deve ser de 574,6 milhões de toneladas.

Valor Econômico
25/03/2014 15:50
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A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil vai totalizar 574,6 milhões de toneladas na temporada 2014/15, 3,6% menos que em 2013/14 (596,2 milhões), conforme estimativa divulgada ontem pela consultoria Datagro no primeiro dos dois dias do Global Agribusiness Forum 2014, em São Paulo. A estiagem que ainda prejudica importantes polos canavieiros da região neste ano é a responsável pela redução da oferta.
"Até meados de fevereiro havia um stress intenso, que foi aliviado no fim daquele mês. Em março, as chuvas novamente ficaram abaixo da média e agora as precipitações retomaram a regularidade", afirmou Plinio Nastari, presidente da Datagro. Ele destacou, ainda, que tem sido verificada em plantações afetadas pelas adversidades climáticas muita ocorrência de "mato" e pragas como broca, cigarrinha e besouros.
A expectativa da consultoria é que a produção de cana do país continue mais voltada à produção de etanol do que a média histórica, embora a participação do biocombustível no mix de produção tenda a diminuir. De acordo co m a Datagro, 53,7% da cana colhida deverá ser destinada à produção de etanol, ante 54,8% em 2013/14, e 46,3% à fabricação de açúcar, acima dos 45,2% no ciclo anterior.
Assim, a empresa estima que a produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro deverá somar 33,2 milhões de toneladas na safra 2014/15, 3,2% menos que em 2013/14 (34,28 milhões). Apesar da retração apontada, o volume é superior ao estimado pela consultoria em fevereiro (32,5 milhões). A expectativa da Datagro é que o excedente exportável de açúcar na região alcance 23,5 milhões de toneladas na temporada 2014/15, abaixo das 24,6 milhões de toneladas do ciclo 2013/14.
Ainda de acordo com a consultoria, deverá haver um déficit mundial de 1,6 milhão de toneladas de açúcar em 2014/15, ante um superávit de 2,7 milhões de toneladas na temporada anterior.
Para a Datagro, as cotações do açúcar no mercado internacional, que dispararam desde o início do ano em função dos problemas climáticos no Brasil, ainda não são suficientes para gerar remuneração do capital ou permitir uma redução no nível de endividamento em 2014/15. "Talvez [uma redução aconteça] em 2015/16", disse ele. Conforme Nastari, o mercado continua muito atento ao clima no país, tendo em vista que as chuvas de março e abril são fundamentais para definir a oferta de cana disponível no segundo semestre do ano.
Com a mudança de mix previsto, a Datagro estima a produção de etanol no Centro-Sul do Brasil em 23,6 bilhões de litros na safra 2014/15. Desse total, 11,6 bilhões de litros serão de etanol anidro (misturado à gasolina) e 12 bilhões de litros de hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos). Os volumes esperados pela consultoria para o novo ciclo significam um recuo de 7,4% em relação à temporada passada, quando foram ofertados 25,5 bilhões de litros de etanol no total - 11 bilhões de litros de anidro e 14,5 bilhões de litros de hidratado.
Ainda segundo a Datagro, a expectativa é que as exportações de etanol do Brasil totalizem 1,8 bilhão de litros em 2014/15 - 1,7 bilhão de litros a partir do Centro-Sul e 80 milhões provenientes da região Nordeste. A nova projeção representa uma queda de 34,8% ante os 2,73 bilhões de litros de 2013/14 - dos quais 2,65 bilhões de litros vieram do Centro-Sul e 80 milhões do Nordeste.

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil vai totalizar 574,6 milhões de toneladas na temporada 2014/15, 3,6% menos que em 2013/14 (596,2 milhões), conforme estimativa divulgada ontem pela consultoria Datagro no primeiro dos dois dias do Global Agribusiness Forum 2014, em São Paulo. A estiagem que ainda prejudica importantes polos canavieiros da região neste ano é a responsável pela redução da oferta.


"Até meados de fevereiro havia um stress intenso, que foi aliviado no fim daquele mês. Em março, as chuvas novamente ficaram abaixo da média e agora as precipitações retomaram a regularidade", afirmou Plinio Nastari, presidente da Datagro. Ele destacou, ainda, que tem sido verificada em plantações afetadas pelas adversidades climáticas muita ocorrência de "mato" e pragas como broca, cigarrinha e besouros.


A expectativa da consultoria é que a produção de cana do país continue mais voltada à produção de etanol do que a média histórica, embora a participação do biocombustível no mix de produção tenda a diminuir. De acordo co m a Datagro, 53,7% da cana colhida deverá ser destinada à produção de etanol, ante 54,8% em 2013/14, e 46,3% à fabricação de açúcar, acima dos 45,2% no ciclo anterior.


Assim, a empresa estima que a produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro deverá somar 33,2 milhões de toneladas na safra 2014/15, 3,2% menos que em 2013/14 (34,28 milhões). Apesar da retração apontada, o volume é superior ao estimado pela consultoria em fevereiro (32,5 milhões). A expectativa da Datagro é que o excedente exportável de açúcar na região alcance 23,5 milhões de toneladas na temporada 2014/15, abaixo das 24,6 milhões de toneladas do ciclo 2013/14.


Ainda de acordo com a consultoria, deverá haver um déficit mundial de 1,6 milhão de toneladas de açúcar em 2014/15, ante um superávit de 2,7 milhões de toneladas na temporada anterior.


Para a Datagro, as cotações do açúcar no mercado internacional, que dispararam desde o início do ano em função dos problemas climáticos no Brasil, ainda não são suficientes para gerar remuneração do capital ou permitir uma redução no nível de endividamento em 2014/15. "Talvez [uma redução aconteça] em 2015/16", disse ele. Conforme Nastari, o mercado continua muito atento ao clima no país, tendo em vista que as chuvas de março e abril são fundamentais para definir a oferta de cana disponível no segundo semestre do ano.


Com a mudança de mix previsto, a Datagro estima a produção de etanol no Centro-Sul do Brasil em 23,6 bilhões de litros na safra 2014/15. Desse total, 11,6 bilhões de litros serão de etanol anidro (misturado à gasolina) e 12 bilhões de litros de hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos). Os volumes esperados pela consultoria para o novo ciclo significam um recuo de 7,4% em relação à temporada passada, quando foram ofertados 25,5 bilhões de litros de etanol no total - 11 bilhões de litros de anidro e 14,5 bilhões de litros de hidratado.


Ainda segundo a Datagro, a expectativa é que as exportações de etanol do Brasil totalizem 1,8 bilhão de litros em 2014/15 - 1,7 bilhão de litros a partir do Centro-Sul e 80 milhões provenientes da região Nordeste. A nova projeção representa uma queda de 34,8% ante os 2,73 bilhões de litros de 2013/14 - dos quais 2,65 bilhões de litros vieram do Centro-Sul e 80 milhões do Nordeste.

 

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