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Custos devem ofuscar reajuste de combustível em resultado da Petrobras

Estimativa de custo para extração e refino foram revisadas.

Valor Econômico
13/12/2012 12:07
Visualizações: 837

 

A pressão de custos deve sobrepor o aumento dos preços do diesel e da gasolina esperado para o primeiro trimestre de 2013, na avaliação do Itaú BBA. Sob essa expectativa, o banco cortou o preço-alvo da estatal de R$ 27,30 para R$ 26,60, mas manteve a recomendação de “market perform” (desempenho em linha com a média de mercado).
A analista Paula Kovarksy, que assina o relatório sobre o tema, espera que haja um aumento de 5% do diesel e de 10% na gasolina em março, quando as pressões inflacionárias devem dar alguma folga, por causa da redução dos preços da energia elétrica.
O avanço nos custos, no entanto, deve se sobrepor ao reajuste dos combustíveis no resultado da companhia. Com base na forte alta verificada no terceiro trimestre, o Itaú revisou para cima as estimativas de custos de extração e de refino, chegando a US$ 15,42 e US$ 4,62 por barril, respectivamente.
“Não antecipamos nenhum aumento significativo na produção, enquanto a capacidade de refino já se encontra próxima dos seus limites, restringindo assim qualquer redução ou diluição nos custos”, ressaltou Paula, no relatório.
A analista elevou também suas expectativas para as despesas gerais e administrativas e mostrou ceticismo em relação ao plano da Petrobras para cortar custos. “Ainda não foi fornecida nenhuma informação detalhada sobre a origem das economias”, alertou.
Na avaliação do Itaú, as ações da Petrobras estão caras mesmo levando em conta um aumento de preço em 2013. “Em nossa opinião, seria necessário um ‘valuation’ muito mais barato para investir na companhia, considerando os resultados fracos que a Petrobras tem informado, a hesitação do governo em aumentar os preços dos combustíveis, a ausência de crescimento da produção e o alto endividamento”, escreveu Paula.
No dia 11, as ações da Petrobras encerraram o dia cotadas a R$ 19,98. No ano, os papéis acumulam queda de 5,06%.

A pressão de custos deve sobrepor o aumento dos preços do diesel e da gasolina esperado para o primeiro trimestre de 2013, na avaliação do Itaú BBA. Sob essa expectativa, o banco cortou o preço-alvo da estatal de R$ 27,30 para R$ 26,60, mas manteve a recomendação de “market perform” (desempenho em linha com a média de mercado).


A analista Paula Kovarksy, que assina o relatório sobre o tema, espera que haja um aumento de 5% do diesel e de 10% na gasolina em março, quando as pressões inflacionárias devem dar alguma folga, por causa da redução dos preços da energia elétrica.


O avanço nos custos, no entanto, deve se sobrepor ao reajuste dos combustíveis no resultado da companhia. Com base na forte alta verificada no terceiro trimestre, o Itaú revisou para cima as estimativas de custos de extração e de refino, chegando a US$ 15,42 e US$ 4,62 por barril, respectivamente.


“Não antecipamos nenhum aumento significativo na produção, enquanto a capacidade de refino já se encontra próxima dos seus limites, restringindo assim qualquer redução ou diluição nos custos”, ressaltou Paula, no relatório.


A analista elevou também suas expectativas para as despesas gerais e administrativas e mostrou ceticismo em relação ao plano da Petrobras para cortar custos. “Ainda não foi fornecida nenhuma informação detalhada sobre a origem das economias”, alertou.


Na avaliação do Itaú, as ações da Petrobras estão caras mesmo levando em conta um aumento de preço em 2013. “Em nossa opinião, seria necessário um ‘valuation’ muito mais barato para investir na companhia, considerando os resultados fracos que a Petrobras tem informado, a hesitação do governo em aumentar os preços dos combustíveis, a ausência de crescimento da produção e o alto endividamento”, escreveu Paula.No dia 11, as ações da Petrobras encerraram o dia cotadas a R$ 19,98. No ano, os papéis acumulam queda de 5,06%.

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