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CSN busca o BNDES para comprar CSA

Companhia deve apresentar proposta nesta sexta (28).

Valor Econômico
28/09/2012 14:29
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O desenho financeiro que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prepara em sua oferta pelos ativos da ThyssenKrupp pode passar pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apurou o "Valor". O banco estatal financiaria a aquisição, mas também entraria como sócio no negócio, segundo modelagem que vem sendo discutida ainda de forma preliminar.
Conforme fonte a par das conversas, a CSN vai apresentar nesta sexta-feira (28) sua proposta pelos ativos da CSA, no Rio, e pela laminadora nos Estados Unidos, como informou o "Valor" na edição de terça-feira (25). Porém, a oferta representa apenas o começo das negociações, que ainda vão passar por várias rodadas e devem se estender até dezembro.
Até lá, os candidatos terão acesso a informações adicionais sobre os ativos. Por isso, os detalhes e a modelagem financeira da oferta da CSN só serão definidos ao longo desse processo. "Por enquanto, é apenas um preço de referência", diz esse interlocutor.
O acordo com o BNDES vem sendo debatido como forma de tornar a aquisição mais atrativa, já que a CSA é uma operação complexa e deficitária.
O "Valor" apurou que o banco não acompanha esse processo de venda, apesar de credor de R$ 2,5 bilhões da empresa, e não financia compras. Todavia, em alguns casos, pode entrar com participação acionária no negócio. No caso da CSA, há informações de que poderia conceder um crédito à CSN para garantir a vitória uma empresa brasileira nessa disputa.
Um caminho apontado envolveria as ações da CSN na Usiminas, avaliadas hoje em R$ 2 bilhões, que poderiam entrar como garantia na operação como debêntures conversíveis em ações.
Uma eventual troca de ações com a ThyssenKrupp ou, ainda, o compromisso do grupo alemão de comprar a produção da CSA - duas possibilidades aventadas pelo mercado para viabilizar o negócio - não interessariam à CSN, segundo apurou o "Valor".
Avaliação de um interlocutor que acompanha o processo é que CSN, Ternium / Techint e Nippon Steel são os candidatos mais fortes. "Os japoneses podem ser o elemento-surpresa", avalia. Outra fonte inclui a gigante ArcelorMittal nesse grupo de frente e aponta que a Ternium fará uma oferta apenas pela CSA. Uma fonte da empresa nega interesse no negócio.
Segundo informações, a Gerdau não deve entregar proposta. Já a coreana Posco e a chinesa Baosteel devem centrar seus esforços na unidade americana. Faz sentido no caso da Posco: ela constrói, no Ceará, com Vale, uma siderúrgica de placas. Daí, poderia suprir as operações nos EUA.

O desenho financeiro que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prepara em sua oferta pelos ativos da ThyssenKrupp pode passar pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apurou o "Valor". O banco estatal financiaria a aquisição, mas também entraria como sócio no negócio, segundo modelagem que vem sendo discutida ainda de forma preliminar.


Conforme fonte a par das conversas, a CSN vai apresentar nesta sexta-feira (28) sua proposta pelos ativos da CSA, no Rio, e pela laminadora nos Estados Unidos, como informou o "Valor" na edição de terça-feira (25). Porém, a oferta representa apenas o começo das negociações, que ainda vão passar por várias rodadas e devem se estender até dezembro.


Até lá, os candidatos terão acesso a informações adicionais sobre os ativos. Por isso, os detalhes e a modelagem financeira da oferta da CSN só serão definidos ao longo desse processo. "Por enquanto, é apenas um preço de referência", diz esse interlocutor.


O acordo com o BNDES vem sendo debatido como forma de tornar a aquisição mais atrativa, já que a CSA é uma operação complexa e deficitária.


O "Valor" apurou que o banco não acompanha esse processo de venda, apesar de credor de R$ 2,5 bilhões da empresa, e não financia compras. Todavia, em alguns casos, pode entrar com participação acionária no negócio. No caso da CSA, há informações de que poderia conceder um crédito à CSN para garantir a vitória uma empresa brasileira nessa disputa.


Um caminho apontado envolveria as ações da CSN na Usiminas, avaliadas hoje em R$ 2 bilhões, que poderiam entrar como garantia na operação como debêntures conversíveis em ações.


Uma eventual troca de ações com a ThyssenKrupp ou, ainda, o compromisso do grupo alemão de comprar a produção da CSA - duas possibilidades aventadas pelo mercado para viabilizar o negócio - não interessariam à CSN, segundo apurou o "Valor".


Avaliação de um interlocutor que acompanha o processo é que CSN, Ternium / Techint e Nippon Steel são os candidatos mais fortes. "Os japoneses podem ser o elemento-surpresa", avalia. Outra fonte inclui a gigante ArcelorMittal nesse grupo de frente e aponta que a Ternium fará uma oferta apenas pela CSA. Uma fonte da empresa nega interesse no negócio.


Segundo informações, a Gerdau não deve entregar proposta. Já a coreana Posco e a chinesa Baosteel devem centrar seus esforços na unidade americana. Faz sentido no caso da Posco: ela constrói, no Ceará, com Vale, uma siderúrgica de placas. Daí, poderia suprir as operações nos EUA.

 

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