Petrobras
Agência Estado
O diretor da área financeira da Petrobras, Almir Barbassa, disse nesta segunda-feira (29), que a crise econômica só afetaria a companhia caso se prolongasse para depois de 2010. Segundo ele, para os investimentos de curto prazo, ou seja até para os próximos três anos, há recursos próprios gerados a partir do caixa da empresa. "É difícil dizer a profundidade desta crise. Os sinais são muito sérios e a leitura que temos é de que tudo o que foi dito até agora era menor do que está aparentando ser", comentou.
Segundo Barbassa, a recessão "uma hora pode acabar afetando a Petrobras ou a cadeia supridora" se continuar se prolongando. "Mas acredito que a crise já terá se solucionado antes de três anos, quando realmente precisaremos buscar recursos". Indagado sobre a dificuldade de aprovação do pacote de ajuda do governo americano, Barbassa foi lacônico: "Se o pacote não sair, não sei para o onde o mundo vai."
O diretor ainda comentou que a queda nas ações da empresa, que hoje atingiram a -13,63% se deve muito mais à liquidez que os papéis possuem. "O que está levando as ações a caírem não são os fundamentos, que são sólidos. Mas sim a liquidez dessas ações. Por conta também desta liquidez, assim que a crise for solucionada, a Petrobras será a primeira a subir na Bolsa", comentou Barbassa.
Lado positivo
Ele destacou também que a crise pode ter um lado positivo, que é o de reduzir os custos do setor. "É claro que ninguém gosta de crise, mas a pressão sobre os custos, que estava altíssima nos últimos anos, deve ceder. E a Petrobras, como tem um portfólio incomparavelmente maior do que outras companhias do setor estava sendo impactada diretamente por estes gastos elevados."
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