Petrobras

Crise política pode afetar a estatal

Tribuna do Norte
16/11/2005 00:00
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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem não acreditar que a crise política afetará a economia brasileira. Mas, se isso ocorrer, certamente a estatal será prejudicada, embora não se possa precisar em qual medida. “Do ponto de vista da Petrobras, estamos dentro do Brasil e, se a crise política afetar a atividade econômica, seremos afetados. No entanto, já houve várias tentativas de envolver a Petrobras na crise e nossas atividades sempre se mantiveram dentro da normalidade.”

“Nosso planejamento e investimento continuam os mesmos e nossas ações seguem a performance da bolsa. Obviamente se o mercado brasileiro se contrair, nossos papéis sofrerão impacto”, afirmou Gabrielli, que participou hoje do Brazil Day, evento que leva a Nova York representantes de 28 companhias abertas brasileiras para reuniões com investidores globais.

Sobre a anunciada redução dos investimentos em 2005, de R$ 28 bilhões para R$ 25 bilhões, Gabrielli disse que as contas tiveram de ser refeitas porque a empresa é dolarizada. “Nosso orçamento é projetado em dólares e tivemos de fazer um ajuste em função do comportamento da moeda americana. Não há nenhum problema”, disse, lembrando que o total de investimentos continua expressivo.

Com relação ao fato de a empresa ter divulgado seu balanço trimestral na tarde de sexta-feira, com o mercado ainda funcionando, Gabrielli afirmou que tudo transcorreu dentro da normalidade. “O que aconteceu foi que nossa reunião de conselho foi feita em Brasília, e não no Rio de Janeiro. Isso acabou por agilizar o processo e resolvemos divulgar, com a devida autorização da Bovespa.”

Segundo o presidente da Petrobras, o caso da petrolífera nada tem a ver com o do Itaú, cujo balanço vazou na internet no trimestre passado. Gabrielli afirmou ainda que os resultados da empresa têm sido fortemente afetado pelo comportamento do câmbio, que, ao mesmo tempo, beneficia e prejudica algumas linhas. “Mas nosso lucro trimestral, na casa de R$ 5,6 bilhões, veio em linha com a mediana das projeções dos analistas a que tivemos acesso.”

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