Gás Natural

Consumo de gás natural cai em SP

O consumo residencial caiu 2,4% e o industrial, 3,5%.

Valor Econômico
14/08/2014 09:59
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A Comgás não vê sinais de melhora no cenário econômico. O ano tem sido difícil para a distribuidora paulista de gás natural, que enfrenta uma retração do consumo tanto nas indústrias como nas residências, segmento em que a demanda sempre havia sido crescente. “O segundo semestre não parece que será diferente do primeiro”, afirmou o presidente da Comgás, Luís Henrique Guimarães, em teleconferência com analistas.
O consumo residencial, que recuou 2,4% no segundo trimestre sobre igual período do ano passado, foi impactado pela campanha da Sabesp de redução do consumo de água e pelas temperaturas não tão frias no inverno.
O baque mais forte, porém, veio do setor industrial, cuja atividade foi bem mais fraca entre abril e junho em São Paulo. O consumo de gás natural nas indústrias atendidas pela Comgás caiu 3,5% no segundo trimestre, enquanto a demanda para cogeração (quando o gás é utilizado para produção de calor e energia) recuou 8,6%. Segundo a distribuidora, duas indústrias têxteis desligaram suas unidades de cogeração, o que afetou as vendas.
Nem o segmento de serviços salvou. O aumento no consumo nesse setor foi modesto, de apenas 1,1%. “O comércio foi muito mal”, disse Guimarães. O setor é composto por varejistas, hotéis, lavanderias e restaurantes e acabou sendo prejudicado pela Copa do Mundo em junho.
Segundo Guimarães, a Comgás está preparada para enfrentar esse momento mais adverso. “Não temos pressão de curto prazo”, afirmou o executivo, sobre o endividamento. A companhia também reduziu em 25% o valor investido no segundo trimestre, para R$ 164 milhões. Em todo o primeiro semestre, os investimentos totalizaram R$ 320 milhões, valor 19% inferior ao destinado em igual período do ano passado.
Guimarães não quis se pronunciar sobre a disputa da Comgás com a Petrobras, que cobra preços diferentes para o gás no país. A distribuidora paulista recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para pedir uma isonomia nos custos do combustível.
De acordo com uma planilha mostrada ontem pela Comgás, a empresa paga R$ 0,79 por metro cúbico de gás, enquanto o custo da Gás Brasiliano é de R$ 0,70.0 custo da Gás Sul é de R$ 0,76, o da Gasmig é de R$ 0,73 e o da CEG (do Rio de Janeiro) é de R$ 0,74, ainda de acordo com a Comgás.
Como o gás distribuído pela Comgás vem em parte da Bolívia, por meio do gasoduto que liga o país, o custo do combustível está parcialmente atrelado ao dólar. Mas isso não ocorre com as demais distribuidoras. A Comgás atende a região metropolitana de São Paulo e Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.

A Comgás não vê sinais de melhora no cenário econômico. O ano tem sido difícil para a distribuidora paulista de gás natural, que enfrenta uma retração do consumo tanto nas indústrias como nas residências, segmento em que a demanda sempre havia sido crescente.

“O segundo semestre não parece que será diferente do primeiro”, afirmou o presidente da Comgás, Luís Henrique Guimarães, em teleconferência com analistas.

O consumo residencial, que recuou 2,4% no segundo trimestre sobre igual período do ano passado, foi impactado pela campanha da Sabesp de redução do consumo de água e pelas temperaturas não tão frias no inverno.

O baque mais forte, porém, veio do setor industrial, cuja atividade foi bem mais fraca entre abril e junho em São Paulo.

O consumo de gás natural nas indústrias atendidas pela Comgás caiu 3,5% no segundo trimestre, enquanto a demanda para cogeração (quando o gás é utilizado para produção de calor e energia) recuou 8,6%.

Segundo a distribuidora, duas indústrias têxteis desligaram suas unidades de cogeração, o que afetou as vendas.

Nem o segmento de serviços salvou. O aumento no consumo nesse setor foi modesto, de apenas 1,1%.

“O comércio foi muito mal”, disse Guimarães. O setor é composto por varejistas, hotéis, lavanderias e restaurantes e acabou sendo prejudicado pela Copa do Mundo em junho.

Segundo Guimarães, a Comgás está preparada para enfrentar esse momento mais adverso. “Não temos pressão de curto prazo”, afirmou o executivo, sobre o endividamento.

A companhia também reduziu em 25% o valor investido no segundo trimestre, para R$ 164 milhões.

Em todo o primeiro semestre, os investimentos totalizaram R$ 320 milhões, valor 19% inferior ao destinado em igual período do ano passado.

Guimarães não quis se pronunciar sobre a disputa da Comgás com a Petrobras, que cobra preços diferentes para o gás no país. A distribuidora paulista recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para pedir uma isonomia nos custos do combustível.

De acordo com uma planilha mostrada ontem pela Comgás, a empresa paga R$ 0,79 por metro cúbico de gás, enquanto o custo da Gás Brasiliano é de R$ 0,70.0 custo da Gás Sul é de R$ 0,76, o da Gasmig é de R$ 0,73 e o da CEG (do Rio de Janeiro) é de R$ 0,74, ainda de acordo com a Comgás.

Como o gás distribuído pela Comgás vem em parte da Bolívia, por meio do gasoduto que liga o país, o custo do combustível está parcialmente atrelado ao dólar.

Mas isso não ocorre com as demais distribuidoras.

A Comgás atende a região metropolitana de São Paulo e Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.

 

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