Energia elétrica

Consumo de energia cai 4,7% em junho por conta da Covid-19

Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE
06/07/2020 19:20
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O consumo de energia no Brasil apresentou retração média de 4,7% entre os dias primeiro e 26 de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados, apresentados em estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, reforçam a tendência de retomada gradativa da demanda, com a flexibilização das medidas de isolamento social em algumas das principais cidades do país.

Nesse recorte, o mercado regulado teve queda de 4,6%, enquanto o mercado livre recuou 5%. A redução é um pouco menor no ambiente regulado por causa do aumento do consumo da classe residencial.

Para efeitos de comparação, em maio, houve redução de 10,9% no Sistema Interligado Nacional - SIN, sendo uma queda de 11,4% no Ambiente de Contratação Regulado - ACR e de 9,7% no Ambiente de Contratação Livre - ACL. Em abril, mês em que houve a maior queda, devido às medidas de combate ao novo coronavírus, a retração chegou a 12,1% no total, com diminuição de 11,5% no mercado regulado e Os dados são preliminares e levam em conta o consumo total do mercado cativo, em que o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras, e do livre, que permite a escolha do fornecedor e a negociação de condições contratuais. Além disso, o estudo não considera os dados de Roraima, único estado não interligado ao sistema elétrico nacional.

Nova ferramenta

Para quem busca mais detalhes sobre o panorama recente do setor de energia, a CCEE disponibilizou uma nova ferramenta que apresenta análises em base diária, permitindo filtros por ambiente de contratação, submercado, unidade federativa e por ramo de atividade.

A funcionalidade, criada a partir da plataforma Tableau, permite o cruzamento de dados em poucos cliques, além de possibilitar o download de dados de consumo de todos os dias dos últimos 24 meses. A atualização será feita semanalmente. Para acessar a nova ferramenta, clique aqui.

"Nosso objetivo é trazer informações recentes e atualizadas toda semana, dando transparência para o mercado de energia em um momento tão incerto como este pelo qual estamos passando. Tenho convicção de que será um material muito útil para auxiliar aqueles que acompanham de perto as evoluções do setor", afirma Talita Porto, conselheira da CCEE."Nosso objetivo é trazer informações recentes e atualizadas toda semana, dando transparência para o mercado de energia em um momento tão incerto como este pelo qual estamos passando. Tenho convicção de que será um material muito útil para auxiliar aqueles que acompanham de perto as evoluções do setor", afirma Talita Porto, conselheira da CCEE.

Ramos de atividade

Parte dos dados presentes na ferramenta referem-se à demanda de energia por ramo de atividade. Ao se analisar o desempenho do mês de junho, verifica-se que o consumo de energia continua menor do que o mesmo período do ano passado, mas os percentuais indicam uma desaceleração da trajetória de queda.

Já expurgados os efeitos de migrações para o mercado livre, a indústria automotiva se manteve como o segmento com maior queda desde o início do isolamento social. A média foi 49% menor do que a do mesmo período em 2019. Já os setores de serviços e a indústria têxtil apresentaram queda de, respectivamente, 36% e 42%.de 13,6% no livre.

Análise regional

A CCEE analisou ainda o desempenho do consumo de energia elétrica dos estados no período, comparando a média de todo o período de isolamento (21 de março a 26 de junho), na comparação com os mesmos dias de 2019. O levantamento indica que o Rio de Janeiro foi o estado que apresentou maior queda, de 15%, seguido pelo Espírito Santo, com -13%.

Três estados tiveram alta: Amapá (3%) e Maranhão (1%) - por causa da baixa redução no mercado regulado (distribuidoras) e da retomada de alguns setores da economia nestes estados - e o Pará, com 5%, ainda refletindo a retomada da produção de uma indústria de alumínio que teve atividades paralisadas no ano passado.

Ao se analisar o desempenho por região geográfica, Rio de Janeiro lidera a queda (-15%) no Sudeste, em termos percentuais. No Sul do país, o Rio Grande do Sul é o que apresentou a maior queda (-11%), enquanto, no Centro-Oeste, a redução mais expressiva ocorreu no Mato Grosso do Sul (-6%). O Nordeste tem a Bahia como o estado com maior índice de redução (-12%). Na região Norte, a maior queda se deu no Acre, com -8%.

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