Comissão Européia lança livro sobre oportunidades econômicas da navegação
“Mar, um oceano Oportunidades, organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), apresenta uma visão europeia para os oceanos e os mares. A iniciativa responde, segundo a Comissão Europeia, a uma consciência crescente do papel vital que o...
Redação
11/06/2006 21:00
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“Mar, um oceano Oportunidades, organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), apresenta uma visão europeia para os oceanos e os mares. A iniciativa responde, segundo a Comissão Europeia, a uma consciência crescente do papel vital que o mar desempenha já como motor da prosperidade na Europa. Os resultados deste exercício ajudarão a comissão a definir uma nova visão para uma Política Marítima Integrada do seu potencial para a criação de postos de trabalho. A principal pergunta do livro verde é a seguinte: pode a Europa dar-se ao luxo de continuar a gerir os mares e oceanos de um modo sectorial e desconexo? O continente necessita instituir uma política marítima verdadeiramente integrada que liberte um potencial desaproveitado em termos de crescimento e emprego, ao mesmo tempo que a protecção do ambiente marinho é reforçada? E, em caso afirmativo, que metodologia adoptar? Durão Barroso, presidente da Comissão, que deu início ao processo, declarou: - Há muito que a Europa tira proveito das suas actividades marítimas. Contudo, muito mais se poderia fazer com os nossos mares e oceanos para aumentar a prosperidade e o bem-estar dos cidadãos europeus. O livro nos dá a oportunidade de juntar esforços para analisar o melhor meio de o conseguirmos. Para Durão Barroso, na mesma medida das atividades marítimas, assim cresce e se diversifica a necessidade de coordenação e planejamento, para evitar conflitos e otimizar os retornos do mar. Uma abordagem abrangente permite planejar o crescimento económico com protecção efectiva do ambiente marinho e maior participação dos interessados. - Este é um projeto em que a Comissão Europeia quer ver envolvidos os Estados-Membros, regiões, indústria, ONG e o público em geral, para procurar a melhor via para a nossa futura relação com o mar -, afirmou Joe Borg, Membro da Comissão, responsável pela Pesca e os Assuntos Marítimos. Transportes, navegação, comércio, indústrias costeiras e portuárias, off-shore, energias tradicionais e alternativas, pescas, aquicultura, investigação marinha, turismo, são inúmeras as áreas de actividade humana que se afetam mutuamente e podem ter impacto nos oceanos e na qualidade de vida que eles ajudam a sustentar. O livro assinala que o desenvolvimento de infra-estruturas portuárias tem de ser ponderado em relação à proteção dos ecossistemas locais, à promoção da aquicultura costeira e ao desenvolvimento do turismo, não prejudicando os benefícios do crescimento econômico através do comércio internacional. Recorda que embarcações de pesca, navios porta-contentores, barcos de recreio, empresas petrolíferas e parques eólicos, por exemplo, têm de lutar por uma posição em águas cada vez mais disputadas.
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