Internacional

Chávez ameaça cortar fornecimento de petróleo aos EUA

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou ontem cortar o fornecimento de petróleo venezuelano para os EUA caso a Colômbia ataque a Venezuela. A ameaça é consequência da tensão crescente que levou ao rompimento das relações diplomáticas entre os dois vizinhos, na quinta-feira, e mais

Redação/ Agências
26/07/2010 14:47
Visualizações: 858
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou ontem cortar o fornecimento de petróleo venezuelano para os EUA caso a Colômbia ataque a Venezuela. A ameaça é consequência da tensão crescente que levou ao rompimento das relações diplomáticas entre os dois vizinhos, na quinta-feira, e mais uma resposta de Chávez às acusações feitas por Bogotá de que Caracas esconde guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).


"Se houver qualquer agressão armada contra a Venezuela, vinda do território colombiano ou de qualquer outro lugar, causado pelo império ianque, suspenderemos os carregamentos de petróleo aos EUA, mesmo que tenhamos de comer pedra aqui", afirmou Chávez. "Não mandaremos uma gota mais para as refinarias dos EUA."


Cerca de 15% do petróleo importado pelos EUA vem da Venezuela. Um corte abrupto no fornecimento, no entanto, atingiria também gravemente a economia venezuelana. Caracas vende envia 1,5 milhão de barris por dia para os americanos - cerca de 65% de sua produção.


Temendo a possibilidade de uma "agressão armada contra o país", Chávez cancelou ontem sua viagem a Cuba. Ele chegaria ontem a Havana e participaria da festa de comemoração do assalto ao Quartel Moncada, em 1953, considerado o início da luta armada que culminou na Revolução Cubana.


Gestos. Ontem, o presidente venezuelano disse que, para normalizar as relações com a Colômbia, ele espera "sinais claros e inequívocos" de Juan Manuel Santos, presidente colombiano eleito, que assumirá o poder no dia 7. Hoje, o secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, discutirá a questão em uma reunião com Santos, em Buenos Aires.


As relações entre os dois países começaram a se deteriorar em 2004, após Rodrigo Granda, o "chanceler das Farc", ter sido sequestrado em Caracas e, dias depois, aparecido sob custódia de autoridades colombianas.


A situação se agravou em 2008, após o bombardeio a um acampamento das Farc em território equatoriano, que matou Raúl Reyes, o número 2 da guerrilha. Em 2009, Chávez congelou as relações bilaterais após o anúncio de que Bogotá cederia bases militares para os EUA. Apesar dos atritos constantes, o rompimento de laços diplomáticas não ocorria desde 1906.


Em entrevista ao jornal El Tiempo, de Bogotá, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, defendeu o ataque contra Reyes. "O bombardeio foi um ato de necessidade para defender o povo colombiano, mas não é o mais aconselhável."


Uribe voltou a atacar Chávez e disse que é inexplicável que guerrilheiros continuem livres em território venezuelano. "Eu não entendo porquê, existindo tanta clareza nas normas do direito internacional, esses terroristas ainda não tenham sido capturados."


Muitos analistas políticos veem a disputa da Venezuela com a Colômbia como uma forma de Chávez desviar a atenção da população para os graves problemas do país a dois meses das eleições legislativas, consideradas cruciais para seu projeto bolivariano.


Tensão. No fim de semana, a tensão cresceu também entre a Colômbia e outros países bolivarianos, como Equador e Bolívia. O presidente boliviano, Evo Morales, chamou Uribe de "lacaio do imperialismo". Já o equatoriano Rafael Correa preferiu culpar pela crise o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que não teria atendido a um pedido de Quito para adiar a reunião do Conselho Permanente da organização, na quinta-feira, quando a Colômbia apresentou as denúncias contra a Venezuela.
 

Insulza negou ter responsabilidade pelo conflito e garantiu que não tinha como adiar a reunião. Ele afirmou que só atuará como mediado caso tanto Colômbia quanto Venezuela peçam. Entretanto, uma investigação internacional, comandada pela OEA, para verificar a presença de guerrilheiros em território venezuelano, só sairia do papel com a autorização de Caracas, o que parece pouco provável. 
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Firjan
Resultados dos recentes leilões de óleo e gás impulsiona...
28/10/26
Energia Elétrica
Leilão de Transmissão de Energia deve movimentar quase R...
28/10/26
Royalties
Valores referentes à produção de agosto foram distribuíd...
28/10/26
RenovaBio
Instituto Totum certifica produção de etanol da Diana Bi...
27/10/26
GNL
Edge e Compagas avançam em projeto de GNL para ampliar o...
27/10/26
Energia Elétrica
Abraceel inaugura autorregulação para reforçar segurança...
27/10/26
Mato Grosso
Além do agro, Sinop amplia espaço para serviços e novos ...
26/10/26
Pré-Sal
PPSA realiza 10º Leilão Spot na próxima quarta-feira
26/10/26
Etanol
IA ajuda Raízen a antecipar riscos e combater incêndios ...
23/10/26
Descomissionamento
Painel dinâmico traz novas funcionalidades sobre ativida...
23/10/26
ANP
Encontro Nacional do PRH-ANP reúne 414 participantes com...
23/10/26
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.