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Braço de logística da Santos Brasil é o que mais cresce no grupo

A Santos Brasil Logística fechou recentemente dois novos contratos que consolidam a aposta da holding - Santos Brasil - no crescimento de serviços integrados "porto-a-porta". A empresa, a que mais cresce no grupo nascido como operador portuário, desenvolveu solu&ccedil

Valor Econômico
20/08/2013 13:53
Visualizações: 1421
A Santos Brasil Logística fechou recentemente dois novos contratos que consolidam a aposta da holding - Santos Brasil - no crescimento de serviços integrados "porto-a-porta". A empresa, a que mais cresce no grupo nascido como operador portuário, desenvolveu soluções personalizadas para atender a fabricante alemã de autopeças Schaeffler e a importadora de vinhos argentinos Grand Cru na armazenagem e distribuição no mercado interno. Os contratos são válidos por cinco anos e com faturamento, juntos, de cerca de R$ 11 milhões por ano.

No caso da Schaeffler, com fábrica em Sorocaba (SP), a Santos Brasil Logística faz a armazenagem de estoque no seu centro de distribuição em Jaguaré, na capital paulista, e prepara os milhares de peças automotivas para abastecer os cerca de 1500 pontos de distribuição da Schaeffler no Brasil e na América Latina. Aqui a operação é puramente logística, sem relação com o porto.

Já o contrato com a Grand Cru tem interface com o cais. A Santos Brasil recebe os lotes importados da bebida no Tecon Santos, seu terminal marítimo no porto de Santos (SP), e no centro logístico e industrial aduaneiro (Clia), na retaguarda do porto. Dali as garrafas são descarregadas e transportadas até seu outro centro de distribuição, em São Bernardo do Campo (SP), onde é realizado o armazenamento em ambiente climatizado até a distribuição final.

Segundo o diretor de logística da Santos Brasil, Ricardo Molitzas, contratos customizados como esses levam cerca de 180 dias para serem fechados. Envolvem desde a confecção do projeto, negociação, planejamento e adaptações nos centros de distribuição para atender o cliente.

A companhia investiu, no total, R$ 2,2 milhões em sistemas, treinamento de pessoal e na introdução de um novo processo de armazenagem. A maior parte, cerca de R$ 2 milhões, foi destinada apenas ao projeto da Schaeffler. "O nosso foco é montar operações específicas para clientes, avaliar cada operação para buscar uma maior produtividade", disse o executivo. A estimativa é que o projeto tenha redundado em ganhos de produtividade entre 30% a 35% para a multinacional alemã.

O centro de distribuição de Jaguaré tem oferta para 6,2 mil paletes para a Schaeffler e movimento (entradas e saídas) de 3,318 milhões de peças por mês. A capacidade do centro de São Bernardo do Campo, para a Grand Cru, é de 1,2 mil paletes e o movimento físico é de 390 mil garrafas por mês.

A receita líquida do braço de logística da Santos Brasil - criado em 2007 após a compra da Mesquita S.A. Transportes e Serviços - avançou 2,5 vezes desde então. Saiu de R$ 88 milhões em 2007 para R$ 215 milhões, no ano passado. O montante representa 18% do faturamento global da Santos Brasil, que encerrou 2012 com receita líquida de R$ 1,2 bilhão.

Além de crescer em operações puramente logísticas - como a da Schaeffler -, a Santos Brasil quer avançar em soluções integradas com o porto, como é o caso da Grand Cru. Hoje, somente 17% dos clientes utilizam os serviços da Santos Brasil Logística e do Tecon Santos.

"Nos casos em que há importação, os clientes vêm buscando ao longo do tempo essa integração. Hoje, a Santos Brasil consegue tirar o contêiner do porto e entregar a carga no cliente", diz Molitzas. Isso é possível sobretudo porque 90% da operação é baseada em ativos próprios: terminal portuário, centros de distribuição, Clias e caminhões. "Isso dá tranquilidade aos clientes, que sabem onde a carga está", afirma o executivo.
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