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BofA reduz estimativas de lucro para Petrobras em 7% para 2014

Motivo é a menor produção de petróleo.

Valor Online
25/03/2013 10:40
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O Bank of America Merrill Lynch (BofA) reduziu nesta segunda-feira (25) suas estimativas de resultado para a Petrobras, em linha com a produção de petróleo menor que a esperada para este ano e o próximo. Agora, o banco projeta um lucro de R$ 34,43 bilhões para a estatal em 2013, 3% menos do que o cálculo anterior, e R$ 38,36 bilhões em 2014, ou 7% menor.
O relatório do BofA cita a meta mais conservadora da Petrobras para a produção petrolífera como um dos motivos das alterações. Antes, a extração era esperada em alta de 0,5% neste ano, mas agora a projeção é de estabilidade frente a 2012. Para 2014, o crescimento estimado foi de 9,5% para 5,1%.
Segundo o banco, porém, o maior preço praticado pelos produtos refinados - e nessa conta os analistas já incluem os reajustes para a gasolina e o diesel - pode encurtar essa potencial perda em receitas. Entretanto, a fim de acabar com os prejuízos na área de abastecimento, o BofA lembra que os preços da gasolina precisam aumentar em 15% e os do diesel, em 5%.
Para este ano, a expectativa de receita líquida ficou praticamente inalterada, em R$ 319,74 bilhões. No ano que vem, os analistas Frank McGann e Conrado Vegner aguardam um faturamento 2% menor, em R$ 318,28 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi reduzido em 2% neste ano e em 5% em 2014, para R$ 73,65 bilhões e R$ 85,72 bilhões, respectivamente.
Vender e McGann comentam também as visões da administração reveladas durante evento em Londres que explicou o plano de negócios da estatal. A instituição financeira lembra que, apesar do alto risco sobre a produção que as paradas para manutenção no primeiro semestre representam, a equipe de Maria das Graças Foster se mostrou bem confiante em entregar as metas prometidas.
Segundo os analistas, a direção da Petrobras não descarta uma nova rodada de reajuste do preço dos combustíveis em 2013. Sobre o plano de venda de ativos, o banco acredita que os US$ 9,9 bilhões estimados pela petrolífera podem chegar perto dos US$ 20 bilhões, caso todos os ativos mencionados realmente sejam alienados.
Em Londres, a Petrobras voltou a se comprometer a não realizar nenhuma capitalização. Para cobrir os rombos no balanço e a crescente dívida - que elevou os índices de alavancagem além do teto da própria companhia -, o mercado especulava que uma emissão de ações poderia ocorrer.
O BofA manteve a recomendação para os papéis da estatal em neutra, com preço-alvo de R$ 22 para ON e de R$ 22,50 para PN. Frente ao fechamento de sexta-feira, os potenciais de valorização são de 29,3% e 20,8%, respectivamente.

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) reduziu nesta segunda-feira (25) suas estimativas de resultado para a Petrobras, em linha com a produção de petróleo menor que a esperada para este ano e o próximo. Agora, o banco projeta um lucro de R$ 34,43 bilhões para a estatal em 2013, 3% menos do que o cálculo anterior, e R$ 38,36 bilhões em 2014, ou 7% menor.


O relatório do BofA cita a meta mais conservadora da Petrobras para a produção petrolífera como um dos motivos das alterações. Antes, a extração era esperada em alta de 0,5% neste ano, mas agora a projeção é de estabilidade frente a 2012. Para 2014, o crescimento estimado foi de 9,5% para 5,1%.


Segundo o banco, porém, o maior preço praticado pelos produtos refinados - e nessa conta os analistas já incluem os reajustes para a gasolina e o diesel - pode encurtar essa potencial perda em receitas. Entretanto, a fim de acabar com os prejuízos na área de abastecimento, o BofA lembra que os preços da gasolina precisam aumentar em 15% e os do diesel, em 5%.


Para este ano, a expectativa de receita líquida ficou praticamente inalterada, em R$ 319,74 bilhões. No ano que vem, os analistas Frank McGann e Conrado Vegner aguardam um faturamento 2% menor, em R$ 318,28 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi reduzido em 2% neste ano e em 5% em 2014, para R$ 73,65 bilhões e R$ 85,72 bilhões, respectivamente.


Vender e McGann comentam também as visões da administração reveladas durante evento em Londres que explicou o plano de negócios da estatal. A instituição financeira lembra que, apesar do alto risco sobre a produção que as paradas para manutenção no primeiro semestre representam, a equipe de Maria das Graças Foster se mostrou bem confiante em entregar as metas prometidas.


Segundo os analistas, a direção da Petrobras não descarta uma nova rodada de reajuste do preço dos combustíveis em 2013. Sobre o plano de venda de ativos, o banco acredita que os US$ 9,9 bilhões estimados pela petrolífera podem chegar perto dos US$ 20 bilhões, caso todos os ativos mencionados realmente sejam alienados.


Em Londres, a Petrobras voltou a se comprometer a não realizar nenhuma capitalização. Para cobrir os rombos no balanço e a crescente dívida - que elevou os índices de alavancagem além do teto da própria companhia -, o mercado especulava que uma emissão de ações poderia ocorrer.


O BofA manteve a recomendação para os papéis da estatal em neutra, com preço-alvo de R$ 22 para ON e de R$ 22,50 para PN. Frente ao fechamento de sexta-feira, os potenciais de valorização são de 29,3% e 20,8%, respectivamente.

 

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