Energia elétrica

BNDES se prepara para fornecer mais créditos em 2005

BNamericas
18/01/2005 00:00
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 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumenaria seus créditos para o setor elétrico a medida que a recuperação econômica e as novas regulações reativem uma onda de investimentos no setor, disse à BNamericas o titular do setor elétrico do banco, Nelson Siffert.
"Ainda estamos terminando nossos cálculos, mas a velocidade a que se produz o desembolso dependerá da rapidez com que as companhias obtenham os contratos de concessão", disse.
Em 2004, o banco outorgou créditos por um total de R$ 6,5 bilhões (US$ 2,4 bilhões) ao setor elétricos, dos quais 65% se destompi a projetos de geração, 20% a projetos de transmissão, 10% a distribuidoras e 5% a projetos de biomassa ou de pequenas centrais hidrelétricas (PCH), destacou. Isto significa uma alta de 29% em relação aos desembolsos de 2003 para o setor elétrico, informou o banco em um comunicado. 
Os créditos para as distribuidoras só incluem planos de investimento e deixam fora o pacote de resgate creditício do BNDES de R$ 3 bilhões para ajudar às disbribuidoras a por ordem nas finanças.
Os empréstimos para o setor elétrico deram conta de cerca de 14% do desembolso total do bancno no ano passado que ascendeu a R$ 47 bilhões. O pressuposto creditício do banco para 2005 é de R$ 60 bilhões.
"O BNDES entende que o setor elétrico é importante para promover o crescimento enconômico", disse agregando que o banco "esteve aumentando proporcionalmente seus empréstimos ao setor nos últimos anos".
Em 2002 o setor elétrico deu conta de 7,7% dos desembolsos totais comparado com 9,9% em 2003, explicou.
Enquanto a recuperação econômicoa permitiu que as distrbuidoras reúnam projetos de investimentos que tinham em pasta, os passos finais das mudanças regulatórias permitiram, por sua vez, aos investidores continuar investindo em projetos de garação existentes.

No período de 2003/2004, o banco aprovou o financiamento apra 16 projetos hidrelétricos com uma capacidade instalada total de 7.490 MW, entre eles Capim Branco I e II, Campos Novos, Barra Grande, Peixe Angical, Monte Claro, Espora e Corumba IV, além de duplicar a capacidade da planta Tucuruí de 4 mil MW.
Além do mais, o BNDES finaciou seis projetos de generação termelétrico e cinco linhas de transmissão. Também custeou um projeto para ampliar gasodutos com o fim de abastecer gás natural e geradoras termelétricas nos estados do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, além de projetos que eram parte do programa de energia renovável Proinfa, contou Siffert.
Em 2005, o BNDES continuará outorgando créditos para estes projetos, mas também inscreverá as 11 linhas de tramissão em leilões no segundo semestre de 2004 e até 70% do total de 3,3 mil MW emprojetos de Proinfa que somam um investimento total de R$ 8 milhões.
Por outra parte, o banco tratará de oferecer créditospara a construção de novos projetos de geração que o governo planeja leiloar este ano. O primeiro leilão se realizará no primeiro semestre de 2005 e incluirá 17 plantas elétricas com uma capacidade total instalada de 2,8 mil MW.
O leilão poderia incluir também contratos de venda de eletricidade para vários projetos termelétricos e hidrelétricos que começaram desde janeiro de 2000, que ainda não têm contratos de longo prazo, defendeu Siffert, que agregou: "Já começamos as conversas com alguns patrocinadores do projeto".
O BNDES é a principal fonte de financiamento de longo prazo e com taxas de juros mais baixas do Brasil. Os créditos têm vencimento de até 12 anos com taxas de juros a três ou quatro pontos percentuais superiores a sua taxa de juros de longo prazo, a TJLP,. que agora é de 9,75%.

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