Pesquisa e Inovação

BNDES qualifica empresas para financiamento de projetos no setor de etanol

Trinta e nove empresas foram qualificadas para apresentar os planos de negócios visando a sua inclusão no programa de financiamento conjunto na área de etanol do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciênci

Agência Brasil
23/08/2011 09:49
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Trinta e nove empresas foram qualificadas para apresentar os planos de negócios visando a sua inclusão no programa de financiamento conjunto na área de etanol do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O anúncio foi feito ontem (22), pelo BNDES.

No total, 57 empresas demonstraram interesse em participar do processo. As companhias eliminadas não cumpriram alguns indicadores considerados obrigatórios para o exame dos projetos, segundo a Finep.

De acordo com o Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), as empresas selecionadas nas linhas de novos produtos de cana-de-açúcar e gaseificação da biomassa de cana terão até o dia 14 de outubro para enviar às duas agências governamentais seus planos de negócio. Já para as companhias interessadas na produção de bioetanol de segunda geração, o prazo para encaminhamento dos planos de negócio termina em 18 de novembro.

A divulgação dos qualificados nesta fase está prevista para até 16 de dezembro. A concessão do apoio financeiro para os projetos ocorrerá em 2012. A expectativa que os projetos sejam desenvolvidos em até três anos, no máximo.

O Paiss prevê um desembolso de R$ 1 bilhão no período 2011/2014. O secretário técnico de Energia e Biocombustíveis da Finep, Laércio de Sequeira, disse à Agência Brasil que o limite de recursos não deverá, contudo, ser um fator impeditivo ao desenvolvimento dos projetos. “Só para ter uma ideia, as 39 empresas significam cerca de R$ 5 bilhões em investimento. As 57 empresas iniciais davam quase R$ 8 bilhões”, declarou.

Como se trata de um programa pioneiro, porque envolve todos os instrumentos financeiros que a Finep e o BNDES dispõem - “isso nunca foi feito antes” -, Sequeira disse que nada impede que a empresa que não for enquadrada dentro do Paiss, mas que tenha um bom projeto, possa pleitear financiamento às duas agências.

“Na medida em que a gente receba projetos que sejam do interesse das agências apoiar, sejam do interesse do país, e que ultrapassem os recursos disponibilizados durante o anúncio do programa, esses projetos vão ser avaliados”, confirmou o gerente do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe. “Os projetos interessantes vão encontrar as fontes de financiamento no BNDES e Finep”.

Yabe disse ainda que após a divulgação do resultado da seleção, as duas agências de fomento do governo definirão quais são os melhores instrumentos disponíveis para apoiar aqueles planos de negócio. A velocidade de concessão do apoio financeiro vai depender das negociações com as empresas.

O principal objetivo do Paiss, disse o secretário técnico da Finep, é aumentar a produção de etanol de segunda geração e, também, a produção com conteúdo tecnológico a partir, não do álcool, mas da planta. “Eu diria que as duas vertentes principais são o desenvolvimento tecnológico para obtenção de etanol, aumentar a produção sem aumento de área plantada, simplesmente com tecnologia. E a obtenção de produtos que tenham valor agregado maior, partindo da biomassa da cana, ou seja, do bagaço, das palhas”.
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